terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando a PM vira 'bico' - o coronel do porsche


Já ouviu a do coronel da PM que foi pego pela Lei Seca e jura que não tinha bebido álcool? Parece piada, mas não é. O coronel da reserva Fernando Príncipe Martins dirigia tranquilamente seu Porsche (!), quando foi parado por uma blitz da Lei Seca na Praça do Ó, na Barra da Tijuca. Como se recusou a soprar o bafômetro, o coronel teve a carteira de habilitação apreendida e foi multado também por estar sem cinto de segurança. Ao jornal O GLOBO, o coronel Príncipe contou que não havia bebido uma gota de álcool mas afirmou que não soprou o bafômetro porque isso contraria a Constituição.
-- Sou contra ser obrigado a produzir provas contra mim. A Lei Seca é uma leizinha que quer empurrar as coisas, mesmo contrariando os preceitos constitucionais -- disse o coronel Príncipe, que não deve ter sido tão legalista assim quando comandou o Bope, cuja chefia deixou depois que agentes daquele batalhão balearam moradores de Vigário Geral, ou quando comandou o 9º BPM (Rocha Miranda), cuja cúpula deixou depois que agentes daquela unidade participaram de tiroteio com bandidos, que resultou na morte do menino Wesley, de 11 anos, dentro da sala de aula de um Ciep.
Embora de fato não haja qualquer suspeita sobre a idoneidade moral do coronel, o episódio revela uma série de contradições. Em primeiro lugar, o coronel deveria ter mais respeito pelos colegas de farda que participavam da operação e não chegar comportando-se no ultrapassado estilo "sabe com quem está falando" e se recusar a soprar o bafômetro, como a maioria dos cidadãos faz. Eu mesmo já fui parado duas vezes por blitzes da Lei Seca e concordei em soprar o bafômetro, não apenas porque não havia bebido como também porque apoio a Lei Seca, que já salvou incontável número de vidas. Se há algum excesso nessa lei, vamos modificá-la no Congresso nacional.
Dar uma de rebelde a essa altura da vida não combina nem um pouco com alguém que passou a vida empregando a força para defender a lei. Imagine quantas leis ridículas o coronel defendeu simplesmente porque eram leis, feitas para sempre cumpridas. Pregar desobediência civil não combina com um agente da lei. Mas tudo indica que o coronel está tomado pelo espírito da juventude. Ao ser parado na blitz, ele pilotava um Porsche zero quilômetro, que custa pelo menos R$ 500 mil ou meio milhão de reais.
O coronel Príncipe tem direito de dirigir o carro que quiser. Mas há de convir que ter um carro luxuoso desses não combina nem um pouco com a situação salarial da grande maioria da tropa a que ele ainda pertence, apesar de estar na reserva. Obviamente que não foi com seus vencimentos, que não devem passar de R$ 10 mil mensais -- a menos que ele seja um dos marajás da PM -- que ele conseguiu comprar um dos objetos de desejo dos amantes de automóveis.
O próprio coronel Príncipe explicou como adquiriu o veículo: sua atividade como sócio de uma empresa de segurança privada.
-- É de lá que vem meu rendimento maior -- afirmou o coronel ao GLOBO.
E está aí uma das grandes contradições da segurança pública hoje. Oficiais da PM e delegados de polícia transformaram em bico a sua atividade principal, pública, que é justamente a que lhes confere a "autoridade", a matrícula, o distintivo e a arma, empregados no exercício da atividade privada. Em outras palavras, a sociedade sustenta a segurança privada feita por agentes públicos em detrimento da segurança pública. Por mais dedicado que seja um agente ao serviço público, ele sem dúvida vai ferir interesses públicos se der prioridade à sua atividade privada.
Para entender melhor isso, vamos partir da seguinte obviedade. Quanto pior estiver a segurança pública quem terá mais lucro com isso, além dos próprios criminosos? Aqueles que vendem segurança privada. Portanto, um agente público pode tratar com desleixo seu trabalho até mesmo inconscientemente benificiando seu negócio privado. Isso pode acontecer com qualquer área do serviço público. Mas é mais flagrante na área de segurança. Por isso os bicos nunca foram tolerados. Só que o poder público não conseguiu atualizar os salários de seus agentes e relaxou, permitindo os bicos.
Agora relaxa mais um pouco, permitindo que oficiais e delegados sejam sócios de 20% de empresas de segurança. O que acontece é que eles podem ser os verdadeiros donos, usando testas-de-ferro com 80% das ações.
Em nome do interesse público, o bico na segurança deveria ser permitido apenas aos servidores que não estivessem em cargo de chefia ou na cúpula das carreiras. No caso de PMs, dependendo da atividade, é claro, quem fizesse bico deveria usar farda porque assim também continuaria dando sua contribuição à segurança da comunidade.
Para que a segurança pública fosse feita com mais esmero por seus oficiais e delegados, o ideal seria que eles só pudessem dar consultoria ou ter sua própria firma depois que se aposentassem. Aí sim não haveria qualquer conflito de interesse. Mas quem precisa de um coronel de pijama?

REPÓRTER DE  CRIME

DEPUTADO PAULO RAMOS - ANISTIA DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES


ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
GABINETE DO DEPUTADO PAULO RAMOS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PAULO SERGIO RAMOS BARBOZA, brasileiro, casado, Deputado Estadual, inscrito no C.P.F. sob o nº 032.739.707/15, inscrito na OAB/RJ sob o nº 4.066, com endereço no Palácio 23 de Julho, s/nº, Gabinete 510 – Praça XV de Novembro – Centro – Rio de Janeiro – RJ, CEP  20.090-010, vem, por meio de sua advogada, infra assinada,  vem respeitosamente a presença de Vossa Excelência, Impetrar o devido:

MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO
com pedido de liminar

em face do Presidente da Assembleia Legislativa – ALERJ e Presidente da Mesa Diretora da ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro,   Deputado Estadual Paulo Melo, ambos com endereço Palácio Tiradentes, s/nº – Gabinete da Presidência – Praça XV de Novembro – Centro – Rio de Janeiro – RJ, CEP  20.090-010, pelos fatos e fundamentos que passara a expor:

DOS FATOS E FUNDAMENTOS:

Os trabalhos na Assembleia Legislativa se desenvolvem em obediência às normas constitucionais e ao Regimento Interno.
Todos os Deputados Estaduais, eleitos e empossados, têm a obrigação de conhecer e cumprir as normas regimentais em todos os aspectos nela abrangidos, a começar pelo Presidente, de quem deve emanar o exemplo, como único caminho para se alcançar a harmonia interna do Poder Legislativo.
O artigo 19, do Regimento Interno, diz:
Art. 19 – O Presidente é o representante da Assembleia quando ela se pronunciar coletivamente, e o supervisor de seus trabalhos e de sua ordem, nos termos deste Regimento.
O grifo feito acima tem o objetivo de destacar que o Presidente do Poder Legislativo não está acima daquilo que estabelece o Regimento Interno.  Ao contrário, tem ele (Presidente) e a Mesa Diretora o dever primeiro de cumprir e fazer cumprir o Regimento Interno.
Já o artigo 20, em tratando das atribuições do Presidente, inciso I, alínea “p”, diz:
Art. 20 – São atribuições do Presidente:
I – quanto às sessões da Assembleia:
p) designar e fazer publicar, com 48 horas de antecedência, a Ordem do Dia das sessões;

Chacina da Chatuba: prefeitura ergue muro para fechar acesso da favela a área militar

Um muro de aproximadamente quatro metros de altura, feito com blocos de concreto, começou a ser erguido, nesta segunda-feira, para fechar uma das rotas de acesso ao Parque Natural de Gericinó e à área militar, usada por traficantes da favela da Chatuba, em Mesquita, que executaram nove pessoas no último dia 8. A construção, que tem previsão para ser concluída até quarta-feira, está sendo feita por operários da Prefeitura de Mesquita, na localidade conhecida como Curral.
Para evitar represálias do tráfico e dar segurança aos trabalhadores, policiais militares armados de fuzis e um caveirão ficaram nesta segunda-feira no local.

VITÓRIA PARA CENTENAS DE CONCURSADOS PÚBLICOS.


INSTITUTO DO CONCURSO PÚBLICO PRESERVADO E DIREITO DE CANDIDATOS PARA INSPETOR PENITENCIÁRIO DE 2003 GARANTIDO .
FONTE
BLOG FAMÍLIA BOLSONARO

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PMs através de carta protestam contra o sistema após morte de policial

SÃO PAULO
A morte do soldado Marco Aurélio de Santi da 1º Companhia da PM de São Carlos, provocou a revolta de alguns colegas de farda que aproveitaram o momento e enviaram a alguns repórteres da cidade uma carta criticando o comando, o Governo do Estado e políticos em geral quanto as condições de trabalho e legislação vigente no país. A carta não está assinada. Leia na integra a carta e tire a sua conclusão:

"Desabafo de um merda de um policial (porque é isso que me sinto sendo funcionário público do Estado de São Paulo, porque é isso que o Estado faz eu sentir).

Parabéns governador, parabéns PSDB (partido dos últimos governadores do estado de São Paulo), parabéns deputados e senadores (acho que até a Presidenta da República tem sua parcela de culpa nessa situação), vocês conseguiram acabar com a segurança pública do nosso estado (os governadores administrando mal nossas instituições e os deputados e senadores fazendo leis cada vez mais brandas, favorecendo cada vez mais os bandidos e as pessoas desonestas desse país).
Você tornaram as nossas vidas (e de nosso familiares, mulheres, filhos, pais, irmãos) insuportável, um verdadeiro inferno.Vocês acabaram com nossas instituições (Polícia Militar e Civil), reduzindo o nosso efetivo a um número tão ridículo, mas tão ridículo, que não conseguimos sequer nos proteger dos ataques dos criminosos.
Obrigado também por massacrar nossas famílias com nossos salários indignos, principalmente porque não temos condição de morar em locais melhores e mais seguros e porque necessitamos fazer nossos bicos para complementar nossa renda miserável, e com isso acabamos por nos expor mais, nos tornando vulneráveis as ações dos bandidos do PCC. Muito obrigado aos políticos em geral e uma boa parte da população que apóia de certa forma essa má administração, de forma passiva, assistindo as desgraças de camarote, sem cobrar nada do estado (as pessoas mal atendidas nas repartições públicas e não reivindicam nada do estado, dos políticos).
Hã ! obrigado também governadores do PSDB do Estado de São Paulo por terem sido incompetentes ao longo desses últimos anos, graças a vocês, hoje o nosso colega PM Santi foi atacado e morto covardemente por criminosos.
Vocês são culpados da sua morte e da morte dos outros policiais vítimas dos ataques dessa facção criminosa que vocês ajudaram a criar, por serem inaptos.
Não posso esquecer de ressaltar também que não só os policiais são vítimas desses bandidos mas toda a população vem sofrendo com o descaso na segurança pública ao longo dos últimos anos.
Nós policiais precisamos basicamente de duas coisas, para ontem:
1-Um salário digno (para não precisarmos mais fazer bicos, se dedicando exclusivamente ao trabalho policial).
2-Melhorar nosso efetivo
Peço encarecidamente a todos que tiverem acesso a essa carta que divulguem essa mensagem na imprensa (falada, escrita, na internet e se possível, principalmente através da imprensa, que se faça chegar essa carta até o governado ou seus assessores para que eles tomem alguma providencia). Tenho certeza que com o apoio da imprensa e da sociedade poderemos reverter essa situação.

sábado, 15 de setembro de 2012

Sargento é assassinado na baixada logo após ser homenageado por bons serviços na PM

Logo após ser homenageado por bons serviços prestados à corporação em solenidade no batalhão onde era lotado, o 2º sargento da PM Luiz Alberto Tavares Sampaio foi assassinado com quatro tiros, na madrugada deste sábado (15), em São João de Meriti, Baixada Fluminense. Morador do local, um militar reformado do Exército foi preso por suspeita de furto da arma do policial.
O sargento Sampaio estava dirigindo o seu Gol na avenida João de Deus Menezes, bairro Venda Velha, já perto de casa, quando foi interceptado por bandidos em uma motocicleta. Um dos homens disparou pelo menos 8 tiros contra o carro do policial, que morreu no local. Sampaio estava voltando da festa de homenagem que recebeu do comando do Batalhão de São João de Meriti (21º BPM). Ele foi considerado o melhor policial do batalhão no último quadrimestre.
Quando policiais militares chegaram ao local do crime, testemunhas contaram que um homem teria mexido no carro do sargento. Quando foi localizado em casa, perto do local do atentado, o suspeito, um sargento reformado do Exército, recebeu voz de prisão por estar com a pistola do policial. Ele disse que teria guardado a arma para devolver depois, mas os PMs não se convenceram e o levaram para a central de flagrantes da Delegacia de Mesquita (53ª DP).
O assassinato do sargento Sampaio, que estava na PM há 27 anos, causou comoção e revolta entre os colegas. Um oficial disse que ele tinha excelente ficha funcional e era muito querido no trabalho e no bairro onde morava. O homicídio será investigado pela Delegacia de Vilar dos Teles (64ª DP).

OFICIAL LINHA DURA



Baixada reprovada
► Os batalhões da PM na Baixada Fluminense levaram bomba. 

► Nenhuma das seis unidades cumpriu as metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança no segundo semestre de 2011 e no primeiro deste ano.
► Entre os que ficaram no vermelho, o 20e BPM (Mesquita), responsável pelo patrulhamento da região onde seis jovens foram mortos por traficantes no fim de semana passado.
► A unidade, inclusive, não bate as metas desde janeiro de 2011. A situação é a mesma nos batalhões de Caxias, Magé e Belford Roxo.
► Os quartéis de São João de Meriti e de Queimados também passaram os dois últimos semestres no vermelho. 


BERENICE SEARA

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um policial militar morreu baleado durante patrulhamento na PACIFICADA Favela da Rocinha

Um policial militar  morreu baleado durante patrulhamento na Favela da Rocinha, na Zona Sul, na noite desta quinta-feira. Diego Bruno Barbosa Henriques, de 25 anos, patrulhava a comunidade a pé com outros três militares quando foi surpreendido por um traficante no Beco 99, da Estrada da Gávea, em São Conrado, Zona Sul.
Encurralado, ele foi atingido por um disparo no rosto. O tiro saiu pela cabeça. Diego não resistiu ao ferimento e morreu na hora. Um PM, que viu a cena, revidou contra o criminoso, que fugiu junto de comparsas.
Diego ainda chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas já estava morto. No local do crime, a polícia encontrou dois carregadores de pistola 9 milímetros. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios (DH). O policial era lotado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, estava a disposição do 23º BPM (Leblon) e atuava no policiamento da Rocinha.
De acordo com informações, Diego havia ingressado no curso da PM em novembro de 2011 e estava formado desde agosto. "Patrulhar a Rocinha a pé é uma covardia. Infelizmente estamos susjeitos a isto", comentou revoltado um policial que não quis se identificar.
O coordenador de Policiamento da Rocinha, major Edson Santos, confirmou que a UPP da Rocinha será inaugurada na próxima quinta-feira, às 10h. A unidade vai contar com 700 homens, que vão policiar uma comunidade com 100 mil habitantes. 

Após chacina, Exército e prefeituras fazem “jogo de empurra” sobre segurança de parque de Gericinó

A segurança do Parque Natural de Gericinó se tornou um jogo de empurra desde que um grupo de seis jovens foi até o local no último sábado (8) para tomar banho de cachoeira e desapareceu. Os corpos dos meninos foram encontrados na manhã de sábado (10) às margens da rodovia Presidente Dutra. Na tarde de quinta-feira (13), outro corpo e uma ossada foram encontrados no local.
A maior parte do Gericinó, uma área de 53 km², pertence ao Exército. Os municípios de Mesquita e Nilópolis são responsáveis por 0,106 km² e 1 km², respectivamente. Segundo o CML (Comando Militar do Leste), a cachoeira onde os meninos costumavam se divertir pertence à Mesquita. Procurada pelo R7, a prefeitura da cidade negou a informação e disse que o local está em processo de doação. Dessa forma, até que o trâmite seja concluído, a área continua sob responsabilidade do Exército.
O CML informou ainda que a parte que compete à corporação não é aberta ao público já que serve como local de instrução da organização militar do Rio de Janeiro. Trinta e três homens são responsáveis pela segurança do local, em duas patrulhas diárias que são realizadas nas dependências do parque.
A outra parte do parque de Gericinó, de 1 km², pertence à Nilópolis. De acordo com a prefeitura, o local é patrulhado por policiais militares e guardas municipais. As rondas no entorno no parque são feitas pelo Batalhão de Mesquita (20º BPM). A prefeitura informou ainda que existe uma guarita na entrada principal do parque, onde um vigia faz o controle de entrada e saída dos visitantes.
Na quinta-feira, o pai de Christian Espírito Santos, um dos seis jovens mortos na chacina informou que irá processar o Exército e o Estado. De acordo com Cildes Vieira do Espírito Santo, a falta de segurança no parque resultou na ocupação da região por traficantes e consequentemente na morte dos garotos.
— Essa área pertence ao Exército. Não dá para acreditar que eles desconhecem a permanência de traficantes no parque. Estão sendo omissos. Não tenho dúvidas de que vou processá-los.
O pai do menino conta ainda que há cerca de dez anos havia cancelas na região, o que impedia a entrada de civis na área em que são realizadas as instruções dos militares.
— Existia segurança 24 horas nesse lugar. Se uma criança tentasse entrar no parque, ela era detida e levada para a delegacia.
Sobre a acusação de Cildes Vieira do Espírito Santo, o Exército informou que a corporação é solidária às famílias dos meninos, porém, até o momento, a única coisa que se tem de concreto é que os corpos foram encontrados às margens da rodovia Presidente Dutra. "Em relação aos fatos, nenhum órgão de segurança apontou o local onde ocorreu o crime e se em algum momento o Exército tiver conhecimento que o crime aconteceu dentro da área militar, a corporação irá apurar."
Em relação ao corpo e à ossada encontrados na tarde de quinta-feira no Parque Natural de Gericinó, o Exército admitiu que estavam dentro da área que pertence à corporação. Um deles estava em avançado estado de decomposição. Ambos estavam semi-enterrados em um terreno do parque, dentro da área militar. O pai de José Aldecir da Silva Júnior, de 19 anos, desaparecido desde o último sábado, reconheceu o corpo do filho pela tatuagem que ele tinha no braço.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Número de mortos em chacina na Favela da Chatuba pode chegar a nove

Pode chegar a nove o número de vítimas de traficantes da Favela da Chatuba, em Mesquita, neste fim semana. Os assassinatos de seis jovens moradores de Nilópolis não foram os únicos. A polícia investiga também as mortes do pastor Alexandro Lima, de 37 anos, e do cadete Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, de 34 anos. Uma outra morte ainda não foi confirmada: é a de José Aldeci da Silva Júnior, de 18 anos, que seria uma das testemunhas da morte do pastor Alexandro. Por isso, os traficantes teriam executado o jovem. O corpo dele ainda não foi encontrado.
Os corpos de Glauber Siqueira Eugênio, de 17 anos, Christian de França Vieira, de 19, Douglas Ribeiro da Silva, de 17, Vitor Hugo da Costa, de 16, Patrick Machado de Carvalho, de 16 anos, e um jovem identificado como Josias foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jacutinga, nesta segunda-feira. Os cadáveres foram encontados nus, sob uma lona preta. As vítimas apresentavam sinais de tortura e marcas de tiro na cabeça.
Alexandro Lima foi assassinado a tiros de fuzil neste sábado, enquanto fazia uma caminhada próximo ao Parque de Gericinó. Já o cadete da PM José Augusto foi executado na região no mesmo dia. Nenhuma das vítimas tinha antecedentes criminais. Os suspeitos de comandar os assassinatos são os traficantes Juninho Cagão, Bola e Ratinho, todos da Favela da Chatuba.



domingo, 9 de setembro de 2012

Cadete da PM é encontrado morto dentro do porta-malas do próprio carro

                                                                                          Joe Alves Junior
Cadete da Polícia Militar foi encontrado morto (ontem) dentro do porta-malas de seu carro em Mesquita na  Baixada Fluminense
Segundo o Batalhão de Mesquita (20º BPM), a vítima, que era aluno da Escola de Formação de Oficiais da PM, tinha marcas de tiros na cabeça e nas pernas.
O veículo foi localizado no bairro Vila Emil, ao lado do prédio do 20º BPM. De acordo com a Polícia Militar, o cadete tinha 34 anos e estava no terceiro ano do curso de formação de oficiais.
O caso foi registrado na Delegacia de Mesquita (53ª DP).

sábado, 8 de setembro de 2012

Corpo de Bombeiros exige ‘uniforme’ até de parentes

As rígidas regras impostas aos bombeiros do Rio vão além da corporação e afetam também seus familiares. Para conseguir consulta em unidades médicas dos quartéis, dependentes dos militares são obrigados a vestir roupas determinadas pelo grupamento ou são barradas.
No complexo de ensino Coronel Sarmento, em Guadalupe, Zona Norte, até mesmo o uso de maquiagem e esmalte por quem não faz parte da corporação é fiscalizado. Se as cores forem consideradas “extravagantes”, o acesso da paciente será proibido, conforme descreve boletim interno dos bombeiros, publicado em julho.

X. não pôde levar o filho à consulta pois estava com os braços à mostra


Depois de conseguir agendar consulta para dali a um mês e meio, X., de 44 anos, levou seu filho, Y., de 11, dependente de militar, ao dentista do quartel de Guadalupe. Mesmo com hora marcada, o menino não pôde ser atendido, pois a mãe — que o acompanhava — foi barrada ainda no estacionamento.

“Proibiram minha entrada porque a minha blusa não tinha manga. Chegaram a reclamar também do meu esmalte. Deixaram meu filho entrar, mas ele é criança e eu não podia deixá-lo sozinho”, reclama X., viúva há cinco anos de um bombeiro.

Inconformada, ela questionou a norma. “Eu sugeri até passar o ridículo de colocar um saco plástico no ombro, só para garantir a consulta dele. Mas foram irredutíveis, dizendo que se permitissem a minha entrada seriam punidos”, relata X., que remarcou a consulta para daqui a mais de um mês.

Outra paciente do consultório, M. afirma que já viu crianças de bermuda serem impedidas de entrar no local: “Como podem impedir o atendimento de uma criança por causa de roupa. Uma ironia”, reclamou.

Corporação nega restrição a esmalte

Em nota, a assessoria do Corpo de Bombeiros informou que para ter acesso a qualquer unidade militar devem ser respeitadas algumas medidas referentes aos trajes. A corporação acrescentou também que “são vedadas vestimentas impróprias, como camisetas, bermudas, roupas curtas e transparentes”.

Negou, porém, que tenha havido impedimento no acesso ao quartel de Guadalupe em decorrência de unhas pintadas, apesar de boletim da corporação prever a regra para militar e dependentes.

Para jurista, exigência vira discriminação

Negar atendimento a pacientes por causa da roupa pode ferir, em alguns casos, o princípio da isonomia, segundo o qual todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O Código Militar, portanto, não pode se sobrepor à Constituição Nacional. É o que explica o professor da Faculdade de Direito da Uerj e diretor jurídico do Procon, Carlos Edison do Rêgo Monteiro.

“A regra para o militar é justa. Mas para dependentes, e principalmente crianças, não se pode exigir tanto, pois vira abuso e discriminação”, diz. Carlos orienta as famílias a pedir explicações à corporação. As regras devem ser conhecidas por todos. “Não dá para impedir alguém de usar blusa sem manga ou bermuda no calor do Rio”.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CAMPANHA SOLIDÁRIA



Prezado(a) amigo(a) e seguidor(a)

No dia 09/03/2012, foi encontrado por uma guarnição do 14º BPM, o carro do SD PM RG 85.338 CARLOS ALBERTO RIBEIRO CHAVES JUNIOR (5º BPM), abandonado e trancado em Realengo.

Ao ser acionado o socorro do Corpo de Bombeiros, verificou-se que dentro do porta-malas do veículo encontra-se a farda do referido Policial Militar, com muito sangue, alguns dentes e massa encefálica espalhada.
Como o corpo está desaparecido desde aquela ocasião e as investigações feitas pela PMERJ e PCERJ ainda não apontaram uma solução para o caso, supõe-se que o SD RIBEIRO esteja morto.
Com isso, hoje temos, infelizmente, mais uma família com sérios problemas de ordem financeira.
O SD RIBEIRO recebia de salário líquido apenas R$ 850,00, devido a quantidade de empréstimos realizados em função dos parcos recursos financeiros percebidos.
O nosso companheiro deixou mulher e (02) dois filhos. O menino tem 09 anos e a menina tem 06 anos.
Eles moram de aluguel e estão sob as expensas de familiares e parentes.
Os vencimentos do SD RIBEIRO estão bloqueados desde o seu extravio.
Então...
Solicito a todos os amigos e amigas que puderem colaborar, com qualquer coisa: dinheiro, cesta básica ou qualquer outro donativo, que façam contato através do e-mail: cfap31vol@gmail.com, que repassarei à esposa do nosso companheiro para que a sua finalidade possa ser alcançada.
Ou ainda, aquele que puder depositar alguma quantia, mesmo que seja R$ 1,00 (um real), que faça através da conta da esposa do SD RIBEIRO:
- Banco: Bradesco
- Agência: 2379-5
- Conta corrente: 0010999-1
- Priscila de Almeida Pegas ( esposa do PM )
DEUS abençoe a todos!
Muito obrigado!

Dilma anistia policiais que participaram de manifestação no Ceará


A presidente Dilma Rousseff anistiou esta semana os policiais que participaram da manifestação Sábado Vermelho, ocorrida em 17 de dezembro de 2011. Diante do ato, o processo movido pelo Estado contra os policiais foi arquivado.
A manifestação foi durante a visita do governador Cid Gomes às obras do metrô da Linha Sul. Houve um princípio de confronto entre policiais, seguranças do governador e PMs da Casa Militar.
Os manifestantes acusaram a Casa Militar de agressão a esposas de policiais. Já a Casa Militar acusou os manifestantes de colocarem em risco a segurança de Cid Gomes.

(Eliomar de Lima, O Povo Online)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Comida de pelo menos 220 cavalos da PM é alvo de suspeitas em meio a várias denúncias de corrupção

Compra de capim pela PM é investigada
Ministério Público investiga valores do alimento, adquirido para centenas de cavalos da corporação, e denúncias de favorecimento à vencedora de licitação


Em meio à enxurrada de denúncias de corrupção na PM, até o capim que a corporação compra para alimentar pelo menos 220 cavalos é alvo de investigação no Ministério Público (MP). Um dos centros da apuração é a compra de 847.656 kg do alimento por R$ 915.468,48 (R$ 1,08 o quilo). 
Vencedora da licitação por pregão, a Comercial Cedro Ltda começou a fornecer o capim em novembro, e o contrato vai até outubro. A empresa é acusada de estar aliada a ex-fornecedora da PM, a MAM Vidal Nogueira Nutrimentos, em fraude de documentos pela perdedora Verdejo Comércio de Forragens Ltda, que alega na Justiça ter sido prejudicada pela PM na licitação.
Em outro contrato, desta vez com a Capineira Indústria Comércio de Forragens Ltda, no valor de R$ 1.035.344, de 2008, a PM é investigada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Coronel deve se explicar
A pedido do conselheiro Aloysio Neves, o então ordenador da despesa, o coronel Antônio Carlos Suarez David, terá de explicar a necessidade da compra de 976.740 kg de capim para a ‘tropa’ de cavalos à época.  Em documentos encaminhados ao MP, a Verdejo contesta o atestado de capacidade técnica dado pela MAM Vidal a Cedro. Alega que, na verdade, as empresas fazem parte de um mesmo grupo.
“Isso não é verdade. A Verdejo, que já foi Capineira, não aceita ter perdido o comércio de capim com a PM”, afirmou Marcela Pessanha, representante da Cedro. Em nota, a Polícia Militar informou que recebeu da Verdejo denúncias sobre licitações de 2010 e 2011, sem constatar ilegalidade. Mas, para garantir a transparência dos contratos, encaminhou os documentos ao MP. Procurados por O DIA, representantes da Verdejo e MAM não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

Aumento de 2.600%
O preço do capim negociado entre duas empresas, alvo da investigação, chama a atenção. Atual fornecedora da PM, a Comércio Cedro Ltda vendeu o quilo do produto a módica quantia de R$ 0,04 à MAM Vidal Nogueira de julho a outubro de 2011. No mês seguinte, venceu a licitação na PM cobrando R$ 1,08, o equivalente a um ágio de 2.600%.
“Vendemos por preço bem menor à MAM porque era só o capim. No caso da PM, inclui a logística de entrega, uso de caminhões e mão de obra. Com isso houve o aumento do preço”, explica Marcela Pessanha, representante da Cedro.
A MAM adquiriu o capim da Cedro para fornecer a própria PM. Isso porque, na época, tinha contrato com a corporação e vendia a R$ 0,76. A PM informou que não tinha conhecimento sobre a diferença de preços. Informou ainda que na licitação em 2011 a Cedro ofereceu o menor preço entre os concorrentes.

JORNAL O DIA

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

VAMOS ASSINAR O ABAIXO-ASSINADO PELA ANISTIA E REINTEGRAÇÃO DE TODOS OS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES

Abaixo-assinado ANISTIA E REINTEGRAÇÃO DOS PM's E BM's DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PELA ANISTIA E REINTEGRAÇÃO DE TODOS OS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, QUE FORAM EXCLUÍDOS, ESTÃO RESPONDENDO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR OU JÁ RESPONDERAM. POR TEREM LUTADO POR DIGNIDADE SALARIAL E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PF confirma CARLINHOS CACHOEIRA como SÓCIO de Fernando Cavendish da DELTA.



Carlinhos Cachoeira é mesmo o Sócio oculto da Empresa DELTA. Tanto é que ele foi flagrado com o Prefeito PTista de Palma, fazendo negociatas como se fosse o Dono dessa empresa acusada de corrupção.

Parece que dessa vez Sergio Cabral, Eduardo Paes e o Governo Federal não escapam de esclarecer aos Brasileiros, porque fecharam contratos Bilionários com esses contraventores. Inclusive, Sergio Cabral vivia passeando por principados de Mônaco, hotéis luxuosos na França, Resorts na Bahia com Fernando Cavendish, Presidente da Delta e sua corriola. Foram até flagrados esnobando e sacaneando os brasileiros fazendo a dancinha dos guardanapos, enquanto os Policiais e Bombeiros eram presos no Rio por reclamarem dos baixos salários.
 
A casa caiu Cabral e Paes! Esperamos que sua queda seja longa e dolorida, de preferência na cadeia.

Existe PM honesto?

Existe policial militar honesto? É evidente que existe e são muitos.

Eu ouvi a pergunta acima vinda de uma senhora num restaurante em que a sua mesa era ocupada por grupo de amigos. Confesso que fiquei impressionado porque rigorosamente todas as pessoas, umas dez, foram categóricas: "não existe gente decente na PM".
Não posso negar que fiquei chocado com a unanimidade, com a descrença coletiva. A sensação da sociedade é que policial é sinônimo de corrupção, armação, conchavo, fraude de algum gênero.
Ontem mesmo, segundo relato da assessoria de imprensa da PM, "após informações da central de flagrantes, policiais militares do 12º BPM (Niterói) prenderam o gerente do tráfico da comunidade do Juca Branco, Fonseca, em Niterói, indentificado pelo vulgo 'Dadinho'. Para tentar escapar do flagrante, ele tentou oferecer R$ 3 mil aos policiais, ele também foi autuado por tentativa de suborno. Na ação, a PM apreendeu 129 papelotes de cocaína, 34 frascos de cheirinho da loló, 1 rádio transmissor e 1 celular. A ocorrência foi registrada na 77ª DP".
Mas quem acredita?
Fica a recomendação para a Polícia Militar e até para a Secretaria de Segurança do Rio começar urgentemente uma campanha interna e externa para recuperar a boa imagem perdida de uma das corporações mais tradicionais do Brasil.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

JUSTIÇA MANDA SOLTAR CABO PESSOA

Informe do Dia: Justiça e tiro no pé

Filmado, no dia 31, ao dar um tiro no pé de um preso que havia sido dominado, o cabo PM Maurício Fabiano Braga Pessoa foi solto por ordem da Justiça.
Para o juiz Marcius da Costa Ferreira, da Auditoria da Justiça Militar, não havia motivo para manter sua prisão preventiva. Citou que não houve flagrante e que o PM é primário, tem bons antecedentes e residência fixa.
Apesar de ter atirado no preso, menor de idade, Braga foi denunciado por lesão corporal leve, ou seja, “ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem”. A pena varia de três meses a um ano.
Faltou o laudo
Falhas no processo favoreceram o PM. O juiz frisou que não constam dos autos o depoimento da vítima “das supostas lesões” nem o exame de corpo delito. Para ele, as lesões “podem ter natureza leve”. O Ministério Público foi favorável à libertação do policial.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Oficial da PM é preso por extorquir ex-funcionários

O capitão Luciano Martins de Araújo, 40 anos, foi preso nesta segunda-feira por agentes da Corregedoria da PM quando chegava de Miami, Estados Unidos, no aeroporto Internacional Tom Jobim.
Ele é acusado de tomar, com escolta armada, os valores da rescisão de contratos trabalhistas de R$ 56.879,21 de ex-funcionários da empresa Alfaseg Vigilância e Segurança Ltda que prestou serviço ao Hospital Federal do Andaraí de 2006 a 2011.
Para impedir que os vigilantes, que trabalharam na empresa, que está no nome da mulher do oficial, entrassem na Justiça, o policial lotado no Estado-Maior da PM fez reunião dia 20 de junho dentro da unidade. Na ocasião, ele afirmou que se alguém prejudicasse a sua mulher iria "detonar", como clara ameaça aos ex-funcionários, que gravaram o aúdio do encontro.

Para pressionar duas advogadas e os ex-funcionários, muitos contratados pela Infratec Vigilância e Segurança, que presta serviço ao Andaraí, o capitão contou com Adalberto de Andrade Freitas. Ele é coordenador de patrimônio da Infratec e organizou a reunião com os vigilantes.
De acordo com a assessoria de imprensa da PM, um Inquérito Policial-Militar (IPM) foi aberto, ao fim do qual o capitão poderá ser submetido a Conselho de Justificação, que pode resultar na demissão dele da corporação.
Em 2000, então lotado no gabinete do deputado estadual Domingos Brazão, foi indiciado pela morte do estudante Flávio Augusto filho, de 14 anos, na saída do jogo Flamengo x Vasco no Maracanã. Ele foi absolvido pela Justiça, com a tese da legítima defesa.
Em 26 de setembro do ano passado, o oficial retornou à corporação. O capitão está preso na Unidade Prisional, antigo BEP, da PM. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal e teve a prisão preventiva decretada pelos crimes de extorsão, frustração de direito assegurado por lei trabalhista, coação no curso do processo, falsidade ideológica e abuso de autoridade. As penas variam de um a dez anos de prisão.
Abaixo, o áudio de alguns trechos da reunião. Neles  o senhor Adalberto, ameaça em alto e bom que que: "...se continuar...vai ser pior...isso vai fugir da raia da Justiça. Vai fugir lá de dentro (...) sacanagem se paga com sacanagem...aquele que começar a vacilar... (...) eu desligo e mando embora...até para não tomar dimensão monstruosa...vai todo mundo para o mesmo barco...vai achar que é mole".
Em seguida, o capitão PM faz ameaças "Só que vai sair caro...estou te falando de coração. Se a minha esposa for indiciada, eu vou ver indiciado junto. Tô te falando de coração, eu não vou engolir isso. Tem questão judicial, tem, tem questão de alguma coisa que eu devo. Tem só que aí, meu irmão...você me sacaneou, essa questão de indiciar minha mulher criminalmente. Pô aí...parceiro, eu vou tomar atitude de polícia. Eu vou detonar, explodir tudo"
Dentro de poucos instantes, ele continua ameaçando os presentes "Se o troço vai descambar para o outro lado, sacanear minha mulher, por exemplo...eu não tenho medo de processo não. Já respondi por homicídio, sentei no banco dos reús e não tenho medo não (...) quando você faz sacanagem com os outros, tem que estar preparado para a volta da sua sacanagem (...) polícia mata e polícia morre também, é carne e osso...(...) não adianta vocês fazerem justiça com injustiça, o critério de justiça é você ser injusto com o injusto. A vingança nunca deixa rastro positivo"


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tentativa de assalto a restaurante na Tijuca deixa três mortos

Três pessoas morreram após tentativa de assalto a um restaurante na Rua Mariz e Barros, esquina com Professor Gabizo, na Tijuca, Zona Norte da cidade, na manhã desta segunda-feira. De acordo com PMs do 4º BPM (São Cristóvão), um casal entrou no estabelecimento e anunciou o assalto. Uma viatura passava pela região e foi acionada.
Policiais então abordaram a dupla, mas a mulher reagiu e atirou contra os militares, que revidaram. O casal morreu dentro do restaurante. Um terceiro assaltante tentou escapar, mas foi baleado e acabou caindo próximo à Praça Afonso Pena. Militares disseram que ele morreu a caminho do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.
Segundo a PM, outros três homens que faziam parte do grupo fugiram pulando o muro do restaurante. A PM faz buscas na região para tentar localizá-los. O restaurante estava fechado na hora do assalto. Foram apreendidas duas pistolas e dois revólveres. Segundo informações dos funcionários que estavam no local, foram levados pelo menos R$ 10 mil, além de pertences das vítimas.
O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Ronal Langres Freitas de Santana, prometeu reforçar o policiamento na região. "A polícia trabalhou com cautela, mas com rapidez. Os bandidos agiram com muita ousadia", disse. O caso será registrado na 18ª DP (Praça da Bandeira). Segundo os agentes, 14 testemunhas serão ouvidas na tarde desta segunda-feira.
Por conta do crime, a Rua Professor Gabizo teve um trecho interditado, entre as ruas Heitor Beltrão e Mariz e Barros.





JORNAL O DIA

MILÍCIA NA BAÍA DE GUANABARA

A polícia investiga a existência de um grupo de milicianos na Baía de Guanabara. Segundo Wellington Vieira, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, a quadrilha, formada por policiais ligados a pescadores, teria delimitado áreas de pesca na baía. Assim, pescadores da Barra estariam impedidos de trabalhar perto de Niterói. A existência do grupo foi revelada por testemunhas do desaparecimento de dois pescadores

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO E A CONDIÇÕES DESUMANAS DE TRABALHO DO POLICIAIS MILITARES

Na Rocinha, policiais reclamam de condição "desumana" de trabalho
Formados há três meses, soldados ainda recebem como alunos

O governo do Rio de Janeiro está improvisando na área da Segurança Pública para instalar Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em comunidades aonde não houve preparo antecipado, como acontece na Rocinha. Curiosamente, isto ocorre em um ano eleitoral.
Na Rocinha, o policiamento é feito, segundo admitiu a própria Polícia Militar, por “estagiários” e não soldados. Por serem tratados ainda como em “fase de treinamento”, os recém-formados recebem como recrutas, menos do que é pago aos soldados. Mas, no fundo, todos exercem as mesmas funções de policiar.
Eles se formaram em maio, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na turma conhecida como 5ª Companhia Bravo, composta por 600 recrutas. Destes, cerca de 200 foram para a Rocinha. Lá ainda não há previsão de instalação das UPPs. Os demais formandos foram para o Complexo do Alemão, aonde a falta de estrutura também foi denunciada ao Jornal do Brasil na segunda-feira (30), por outro policial militar insatisfeito com o pouco caso do governo para as condições de trabalho nas UPP.( leia)

Alguns destes “recrutas” que estão na Rocinha, como um deles - o policial “Y” - confessou ao JB, têm dificuldades até para chegar ao 23º BPM, no Leblon, corporação à qual estão lotados. “A gente precisa de dinheiro para trabalhar. Para eles (oficiais), não importa se eu tenho aluguel, se eu preciso pagar a fralda dos meus filhos”, queixa-se. O curioso, pelo que diz, é que "até a Companhia que se formou depois de nós recebe vencimentos de soldados”, narra. 
O improviso, porém, é maior. Além da falta de pagamento, o policial "Y" enumera outras situações pelas quais passam cotidianamente que, segundo entende, afetam a “dignidade” da tropa.
Com ou sem instalações, os policiais dão jornada de 12h em pé. A medida, segundo a PM, visa protegê-los contra possíveis ataques. Se estiverem em viaturas, ficam ao lado delas. Mas muitos chegam à Rocinha em ônibus da corporação e tiram o serviço a pé. “Se sentarmos, por dez minutos que sejam, e algum superior nos ver, podemos ser presos”, revela o policial “Y”, que não se deixou fotografar e cuja identidade foi preservada para evitar represálias. Segundo ele, durante as 12 horas de jornada, uma única refeição é distribuída.  Ao contrário do que ocorre no Alemão, onde os PMs ainda têm o banheiro das estações do teleférico que acabam usando, na Rocinha não há algo parecido. 
Segundo o policial “Y”, é preciso avisar antes de sair da viatura para ir a um banheiro, do contrário é possível sofrer autuação por abandono de posto. “Não temos banheiro. Ficamos a mercê da boa vontade dos comerciantes para utilizar os sanitários deles. Pedimos pelo rádio para ser liberados, e se um colega tiver um problema intestinal e não tiver tempo de avisar, como faz?” 
Ele insiste: "Não temos a quem recorrer, ficamos a mercê da sorte”, diz a fonte do JB.

Pagamento
Os policiais formados na Companhia Bravo, imediatamente lotados no Alemão e na Rocinha, recebem o salário bruto dos alunos do CFAP, cerca de R$ 1.040. Com os descontos, os vencimentos são inferiores a mil reais. Benefícios como auxílio transporte - cerca de R$ 100 -, e a gratificação prometida pela prefeitura do município - R$ 500 -, também não foram pagos até hoje. No caso dessa gratificação, a justificativa para não receberem é de que a Rocinha ainda não tem uma UPP. Por isto, os policiais têm dificuldade até para chegarem ao quartel. Como soldados, eles deveriam receber cerca de R$ 1.700 brutos.
Por causa da demora nesta promoção a soldados, ele relata um drama pessoal. “Entrei no CFAP com meu nome limpo e saí sujo, devendo dinheiro ao banco. Se não fossem meus amigos, nem telefone eu teria”, queixa-se. “Nem o auxílio transporte, que é pouco, estamos recebendo", completa.
A surpresa da não promoção só foi conhecida quando os policiais checaram a conta bancária na data em que deveriam receber seus vencimentos. “A gente só soube do salário quando entrou na conta. Nem contracheque temos”, afirma.
O policial “Y” critica a falta de informações dentro da corporação. Segundo ele, recentemente um superior avisou que seria aberto um processo de expulsão sumária da Polícia Militar para o soldado que faltasse a um dia de trabalho. "Na maioria das vezes somos coagidos. O superior informou que se tiver falta no próximo serviço, vamos responder junto a um Conselho, em um processo de expulsão sumária da corporação, porque um companheiro, numa eventualidade, não teve dinheiro para ir ao trabalho”, conta.

Equipamento
Em relação ao equipamento, o policial deu informações similares às publicadas pelo JB, na segunda-feira, com base em depoimento de outro PM. O armamento da "UPP da Rocinha", segundo diz, é composto majoritariamente por pistolas com mais de oito anos de uso. A quantidade de fuzis é ínfima, o que deixa vulneráveis os policiais no caso de ataques violentos. E eles ocorrem, embora nem sempre sejam noticiados.
Outros recrutas da Rocinha narram que, há um mês e meio, uma guarnição com quatro deles foi atacada por bandidos na Rua 1, uma das principais vias de acesso da comunidade. Ao cruzarem um beco, os PMs em serviço se depararam com cinco bandidos armados. 
Os marginais abriram fogo. Foram mais de 60 disparos contra o veículo da PM. Os calibres das armas eram PT 380, PT 40 e uma submetralhadora de 9 mm. O fato aconteceu em um domingo, à tarde, quando havia muita gente no local. Os policiais não atiraram para preservar a integridade dos civis. O reforço pedido pelo rádio levou 30 minutos para chegar. Mas era tarde, os bandidos já tinham fugido.
“Entrou um armamento novo que também já está dando problema . Há pouquíssimos fuzis, não chega a um por viatura. Isso não existe. Se sofrermos uma investida de marginais com fuzis, vamos ter que procurar abrigo. Não há como revidar”. 

Tráfico de drogas e doação
A Secretaria de Segurança Pública do Estado já explicou que o objetivo da pacificação das comunidades não é acabar com o tráfico de drogas, mas erradicar a ostentação de traficantes com armas e seu domínio territorial na região. O policial “Y” confirma, portanto, que o tráfico de drogas continua naturalmente na favela. Embora os marginais não disponham de armamento tão poderoso como no passado, ainda circulam com pistolas PT45, calibre capaz de grandes estragos.
“De vez em quando vemos alguém portando uma pistola PT45 dentro da comunidade. Não tem ostentação, mas há gente armada. O problema é a exposição”, relata. “Acredito que mesmo o nosso fuzil não vá funcionar, é muito antigo. Posso até dar dois tiros, mas ele vai acabar travando."
O soldado conta ainda que os coletes usados pelos PMs na Rocinha foram doados por uma empresa, cujo nome não revelou.
De armas não letais, eles dispõem apenas de spray de pimenta. Seu uso, contudo, é controlado. No caso de um tumulto, de uma agitação da multidão, a única reação cabível, segundo ele, é a “covardia”.
“Se houver uma grande confusão, teremos de dar uma de covardes (apenas assistir ao fato). Se atirarmos para o alto, responderemos por incitação. Respondemos pelo tiro dado a esmo”.

Rádios
Ele também reclama que os rádios não funcionam, tal como denunciou o outro policial na semana passada. Segundo o policial "Y", é comum o equipamento estar quebrado. Ele acrescenta: “Há viaturas paradas na Rocinha que não funcionam. Para socorrer alguém temos de pedir apoio. Faltam condições de trabalho, pessoal e financeira”, resume.

Jornada e alimentação 
Na Rocinha, o regime é de doze horas trabalhadas por 24 horas de folga. Segundo o policial "Y", o contingente de um plantão só é liberado com a chegada da rendição, o que costuma ultrapassar a jornada de 12 horas, sem nenhuma compensação.
“A gente acorda às quatro da manhã para chegar ao batalhão na hora, e só consegue sair da Zona Sul lá pelas nove horas da noite. É subumano ficar doze horas em pé". 
Outra reclamação é a comida. De acordo com ele, os soldados recebem apenas uma refeição por dia. A quantidade é econômica: arroz, feijão, carne e farofa. Além da escassez de alimento, os policiais precisam se revezar para comer.
“Recebemos uma quentinha e não temos onde comer, nem na viatura. Temos de esperar o colega almoçar para comer. Gastamos muita energia e aquele pingo de comida não é suficiente para alimentar quem está de prontidão. Se não tirarmos do bolso, ficamos só nessa refeição”.

Curso de formação
O soldado também critica o curso ministrado no CFAP, preparação “jogada” nos alunos da 5ª Companhia Bravo. A matéria de sobrevivência urbana, fundamental aos recém-ingressados para aprenderam a se portar em comunidade, teve apenas uma aula. “Quem gosta de combate treina por conta própria. Jogaram a gente lá dentro sem saber nada da geografia e da tática militar necessárias", denuncia.
O trabalho na comunidades é dividido em três: na ‘visibilidade’, viaturas se espalham pelo local para monitorar a movimentação; o Grupo de Policiamento de Proximidade (GPP) faz o patrulhamento por rua; e o Grupo Tático de Policiamento de Proximidade (GTPP), estuda as ações táticas tomadas em incursões. Sua turma não pôde escolher entre as três áreas.
“Muitas vezes cheguei para trabalhar como GPP e descobri que estava em 'visibilidade', ou vice-versa. Sempre tínhamos que chegar mais cedo porque os horários das funções variavam. Antes de ir para a Rocinha, fizemos um serviço de praia. Esse foi o nosso estágio para vir para a rua e defender a sociedade”, ironiza.
Em relação à falta de estrutura, há situações risíveis: “Podemos parar uma moto que esteja irregular, mas não há quem reboque o veículo. Até temos liberdade de ação, mas faltam condições para dar continuidade ao trabalho”, diz.

Porte de arma
Apesar de ter o porte de arma, o policial “Y” ainda não conseguiu a liberação do documento necessário para retirar o armamento de uma loja legal. Para agravar a situação, diz, todo policial precisa portar a carteira de militar. Em caso contrário, pode ser preso.
“É muito fácil alguém nos pegar do serviço ou até sequestrar. Temos de ficar nos escondendo, essa é a realidade. A carteira de policial tem de ficar escondida.”
Este quadro de penúria e improviso o leva a concluir que há má aplicação dos recursos, prejudicando o serviço: "Estamos subutilizados. Somos como fantoches, para ser filmados pela Globo dizendo: ‘olha, a UPP funciona, tem muito policial na rua'”, critica. “Fiz concurso para melhorar de vida, não para ficar com o nome sujo. Vai ter gente ficando maluca, e para fazer uma besteira, como agredir alguém, não custa muito. A gente quer é trabalhar”.



domingo, 5 de agosto de 2012

PMs INOCENTES ESTÃO PRESOS

Manisfestação em busca de JUSTIÇA!!!!
O Ministério Público tem a obrigação de pedir a absolvição do réu quando não há provas de autoria, por força legal.

Manifestantes exigem prisão de Cabral por corrupção

Esquina do governador do Rio de Janeiro está ocupada por tempo indeterminado desde o dia 26 de julho
 
Um grupo de pessoas realiza desde o dia 26 de julho uma manifestação permanente na esquina da avenida Delfim Moreira com a rua Aristides Espínola, em frente à casa do governador Sérgio Cabral Filho, na Praia do Leblon, zona sul do Rio, e diz ter sido ameaçado de morte na terça-feira por homens armados no local. Eles estão exigindo a prisão de Cabral por suspeitas de envolvimento em uma série de crimes, como suas ligações com milícias e com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, acusada de estar no centro do esquema de corrupção comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, e isenções fiscais concedidas a boates termas (prostíbulos de luxo), entre outras suspeitas.
Nesta sexta-feira os manifestantes fizeram a ‘festa do guardanapo’. Com guardanapos na cabeça, encenaram a festança de Cabral em Paris com Fernando Cavendish e os secretários Wilson Carlos, Sérgio Côrtes, Julio Lopes e Régis Fichtner, amigo de Cavendish escalado por Cabral para investigar os contratos da Delta com o governo do estado, supostamente paga com dinheiro público e cujas fotos vazaram para a imprensa.
“O governador Sérgio Cabral Filho é líder de uma quadrilha que transformou o Rio de Janeiro em uma ditadura de mafiosos”, falava ao megafone o cinegrafista independente e ativista Pedro Rios Leão, que iniciou a manifestação.
Os manifestantes carregam cartazes com dizeres como "nesta rua mora um ladrão", “Cabral: chefe de milícia”, “rouba nosso dinheiro e isenta imposto de puteiro”, “assassino de hospital”, “vergonha do Rio” e “Fora Cabral? Buzine!” Enquanto o Epoch Times permaneceu no local, no início da noite, houve buzinaço em diversos momentos e moradores de passagem pararam para conversar com os manifestantes e mostrar apoio.
“A gente está fazendo uma resistência pacífica, tendo um bom relacionamento com os vizinhos e uma adesão massiva de quem passa. De repente, quando as coisas começaram a ganhar corpo, a gente começou a sofrer ameaças. Eu estava saindo daqui e um policial da guarda do governador identificado como Pacheco me abordou agressivamente, me revistou e falou que eu não sabia o que ia acontecer comigo se eu continuasse com isso”, conta Leão.
“Nessa mesma noite, por volta das 22h, dois homens desceram de uma motocicleta sem placa, nos fotografaram, nos mostraram armas e falaram que nós estávamos mesmo com muita pressa de morrer, que estávamos incomodando o governador. Há imagens das câmeras de segurança”, diz Pedro informando que fizeram em seguida uma denúncia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e um boletim de ocorrência no 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Leblon.

Boletim de Ocorrência das ameaças de morte sofridas pelos manifestantes feito no 23º BPM, no Leblon. (Cortesia de Pedro Rios Leão)










 Boletim de Ocorrência das ameaças de morte sofridas pelos manifestantes feito no 23º BPM, no Leblon.

Pedro se diz surpreendido com as ameaças. “No início eu achava que ele (governador Sérgio Cabral) nunca ia tentar fazer nada com a gente, agora eu não estou mais tão tranquilo, porque o cara é protegido pelo governo federal e é realmente crente da impunidade. Ele se filma com empreiteiros corruptos em Paris, então eu não sei realmente em que nível ele está. E as provas são claras, eu adoraria se ele me processasse por eu estar chamando ele de ladrão, porque aí eu poderia pôr os contratos no meu processo, mas ele não vai me processar”, diz Leão apontando também para a residência do empreiteiro Fernando Cavendish, que mora na rua ao lado. “Podia instalar uma UPP aqui para combater a criminalidade.”
A professora universitária Sarah Nery, de 30 anos veio de Niterói depois de saber das ameaças. “Eu fiquei ainda mais indignada e vim, porque a manifestação é pacífica e a causa é totalmente legítima, até funcionários do poder público que passam aqui apoiam e a polícia está dando cobertura”, diz Nery destacando o caráter apartidário e sem lideranças do movimento, que classifica como da sociedade civil. “Qualquer um pode vir. Somos cidadãos indignados que não aguentam mais essa situação.”
Para Sarah, o maior crime do governador é tirar o dinheiro da população e usar em benefício próprio. “Eu estou aqui porque a gente precisa fazer alguma coisa para mudar o que está acontecendo na nossa cara, todo mundo sabe, a gente já se acostumou com a corrupção, a gente já acha que faz parte, mas não faz parte. O Brasil é um país riquíssimo, cheio de possibilidades incríveis, e o que está acontecendo há 500 anos nesse país está destruindo totalmente o território, a população, a fauna e a flora. Então chega num ponto que a gente precisa dar um basta mesmo, a gente precisa gritar na rua, a gente precisa ocupar um espaço, sentar e falar ‘eu vou ficar aqui, esse espaço é público, eu sou o público e o poder público e nós vamos nos manifestar contra o que está acontecendo, porque todos esses recursos são nossos, não dessas pessoas que foram escolhidas para nos representar mas estão representando somente seus interesses particulares”.
“O capital entrou totalmente no poder do estado, o estado vive a serviço de uma máfia de empresas, e as pessoas não têm hospital, não têm educação, não têm transporte, passam fome, e ele sabe disso. Ele sabe que enquanto ele tem uma vida classe AAA+, tem pessoas vivendo em classe E, F, Z, e ele simplesmente tira o dinheiro dessas pessoas em benefício próprio, esse é o maior crime dele”, afirma.
O estudante de jornalismo X, de 18 anos, que preferiu não se identificar por razões de segurança, também veio de longe. “Eu moro na Tijuca (zona norte da cidade), e eu estou aqui na zona sul para cobrar porque eu acho que não está bom, e quando a gente acha que não está bom não adianta ficar em casa de braços cruzados. Eu vim para cá mostrar que tem jovem que está engajado, que quer mudar e eu vou até onde for preciso. Eu gostaria que cada jovem e cada pessoa não ficasse desacreditado, vale a pena lutar e se todo mundo se juntar a gente consegue tirar ele (Cabral) do poder.”
A ocupação é por tempo indeterminado e foi organizada nas redes sociais. Os manifestantes realizam hoje uma marcha até o Arpoador.



Alegados crimes da gestão Sérgio Cabral Filho



“O que a gente está fazendo aqui é simplesmente demonstrando para o Ministério Público que a gente sabe o que é um contrato sem licitação, superfaturado, fraudado e com aditivos ilegais. A gente sabe que se o Cabral não sofre nada é porque tem mais bandidos ajudando ele. As provas que pesam contra o governador são gigantescas e até foram divulgadas no Jornal Nacional, mas existe uma blindagem em cima dele pelo Governo Federal, que é comprometido com o caso Delta, uma blindagem no Congresso Nacional, na Alerj e existe um bandido no Tribunal de Contas do Estado chamado Aloisio Neves”, explica Pedro Rios Leão.

“Já que o estado não faz nada, o cara vai ter que aturar a gente aqui porque ele ainda está matando gente. Impeachment ele tinha que ter sofrido quando aceitou o jatinho do Eike Batista. Esse cara tem que ir para a cadeia, ele é uma ameaça à sociedade, cada dia que ele passa solto mais pessoas morrem por sua causa, ele realmente é um caso de segurança, ele tem que ser preso.”
Além dos contratos suspeitos de 1,5 bilhão de reais com a construtora Delta, os manifestantes lembram também a isenção fiscal de 50 bilhões de reais entre 2007 e 2010 para empresas que vão desde motéis e boates ao cabeleireiro do governador e a ligação de Cabral com milícias.
“O governador Cabral não tem noção da realidade, ele perdeu completamente a vergonha. O cara lançou no Diário Oficial do estado isenção fiscal de 425 mil reais para boates termas como a Solarium e a Monte Carlo, puteiros na Lagoa Rodrigo de Freitas e em Copacabana. Isenção fiscal é dinheiro público, agora me diz o que leva o governador a fazer isso, é muita cara de pau. Senhor governador, a gente sabe o que é uma boate termas.”
“O vídeo daquela festinha dele em um evento público na zona oeste com os milicianos "Jerominho" e "Natalino"... Quer dizer, quem é que manda ali? Ele estava ali incauto? Os milicianos foram presos em decorrência da CPI das Milícias, mas eles sempre obedecem a um poder maior, o dinheiro sempre sobe”, diz Pedro, para quem a pacificação das favelas é um roubo e um projeto de dominação.
“O processo de pacificação das UPPs servem em primeiro lugar a um projeto de expansão imobiliária para expulsar os pobres da zona sul, e em segundo lugar como projeto de fortalecimento das milícias. Porque só tem UPP em favelas tradicionalmente dominadas pelo tráfico. A única favela de milícia que recebeu UPP foi a do Batan, porque dois jornalistas foram assassinados lá. Aliás, só por isso foi instalada a CPI das Milícias na Alerj e só por isso o Jerominho e o Natalino foram presos, e é óbvio que ouve algum acordo para poupar cabeças maiores. A gestão do governador coincide com o crescimento das milícias no estado.”
O cinegrafista denuncia também a desapropriação de 1500 famílias que há 150 anos vivem de suas terras na região do Açu, área rural no município de São João da Barra, norte do estado, para dar lugar a um parque industrial da empresa LLX, do empresário Eike Batista. “O Sérgio Cabral mandou a polícia, expulsou todo mundo e tem dado 3 mil reais de indenização, isso é crime.”
Pedro lembra também o crescimento espetacular do escritório de advocacia da esposa do governador, Adriana Ancelmo Cabral, que advoga para empresas e concessionárias do estado; o caso da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, em Santa Cruz, denunciada pelo Ministério Público por crimes ambientais como a emissão de ferro-gusa, que tem causado sérios danos de saúde à população local; o envio de bombeiros que reivindicavam melhores salários em fevereiro desde ano para o presídio de segurança máxima Bangu I; o caso do sucateamento dos bondes de Santa Teresa que resultou na morte de seis pessoas e mais de 50 feridos num acidente em agosto do ano passado; a isenção fiscal de 4,16 milhões de reais para a Coca-Cola exibir as Olimpíadas de Londres num telão instalado na Quinta da Boa Vista, que até hoje não funciona; e a precarização da saúde e a ordem de demolição do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), que atende 80 mil pacientes, para dar lugar a um laboratório que custará cerca de 500 milhões de reais, segundo o governo. “Pela ficha do governador e sua gente, vê-se que não são pessoas idôneas”, conclui Leão.

(Bruno Menezes/The Epoch Times)
(Bruno Menezes/The Epoch Times)
(Bruno Menezes/The Epoch Times)


(Bruno Menezes/The Epoch Times)


FONTE: EPOCHTIMES.

FOTOS: (Bruno Menezes/The Epoch Times)

Ex-chefe de Polícia Civil diz que não há crime sem 'acerto' e critica as UPPs


A culpa é dos mocinhos'

Difícil de reconhecer, o delegado Hélio Luz, que foi chefe da Polícia Civil fluminense de 1995 a 1997, circula incógnito pelas ruas do Rio. Aos 66 anos, sem barba, cabelos curtos e bem magro, aproveita a aposentadoria levando uma vida tranqüila, alternando-se entre Rio e
              "Como eu vou acreditar nas UPPs se os DPOs nunca deram certo?"
Porto Alegre, sua cidade natal. Longe do poder, mas nunca das polêmicas, Luz não acredita que as UPPs vão dar certo. Além disso, atribui a culpa pela criminalidade aos "mocinhos", ou seja, os integrantes do sistema de segurança do estado.
 
Como o senhor avalia a atual política de segurança pública do Rio?
A verdade é que essa política não existe. Tudo é feito no imediatismo, afinal de ontas, o Brasil é o país do improviso. O que existe é uma política de segurança desse governo, feita para durar quatro anos, e não uma política para a sociedade, a médio e longo prazo.

Mas e as Unidades de Polícia Pacif icadora? Não são algo planejado?
Não. Se fosse planejado, a Polícia Militar teria feito primeiro o dever de casa, que é saber controlar a sua tropa. Ela mesma reconhece o descontrole interno, que há corrupção. Esse controle é o primeiro passo e não foi feito. Então, foi improvisado mais uma vez.
 

A decisão de entrar no Alemão foi correta?
Acabou sendo porque deu certo. Um improviso que acabou funcionando. A população de lá deve estar boquiaberta, nunca teve saúde, transporte. E agora ganha teleférico. É incrível.
 

E a situação do Alemão?
Com o tempo, essa ocupação não resiste. Tá aí, já me-tralharam (a sede da UPP). Não tem eficiência. Eu não sou crítico dessa política. Quem está na linha de fogo é que sabe como o negócio é complicado. Eu só tenho uma percepção diferente.
 

Como o senhor avalia as UPPs?
Eu realmente gostaria que o programa desse certo, mas elas são a reprodução de algo que já conhecemos, os Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPO), que já existem há mais de 40 anos, e não deram certo por causa da corrupção. A idéia é a mesma: alocar policiais numa área geográfica. Como vou acreditar na UPP se os DPOs nunca deram certo?
 

Então, se não é a UPP, qual é a solução para o tráfico?
O problema é que a UPP é a política voltada para o en-frentamento dos bandidos. Mas acho que se nós temos que ter atenção com os mocinhos. Assim, teríamos de fato uma redução de criminalidade de longo prazo. Gostam de dizer que a criminalidade no Rio é resultado da ação dos denominados bandidos. Mas, para mim, é culpa dos mocinhos, porque eles é que são os verdadeiros bandidos.

2918


JORNAL EXTRA

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Estão com peninha do bandido? Então leva ele pra morar com você!!!

A vítima do sequestro-relâmpago foi uma mulher, rendida na Avenida Lúcio Costa por quatro homens. Ela estava com um sobrinho, que tinha acabado de buscar na escola. Os criminosos renderam a mulher dentro do carro dela, e seguiram com ela e o sobrinho.
A Polícia Militar foi avisada da ação dos bandidos e conseguiu interceptá-los ainda na Barra da Tijuca. Os quatro homens foram presos e as vítimas libertadas sem ferimentos.