quarta-feira, 24 de novembro de 2010

OPERAÇÃO " ARRANCA O COURO DO PM"

Dois carros do 16º BPM de Olaria foram atacados por criminosos nesta terça-feira na Penha.

Um carro foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, nesta terça-feira no Rio Comprido.

Uma cabine da PM foi metralhada, na Praça do Relógio, nesta terça-feira em Duque de Caxias.

Ataques em Niterói
Três carros foram incendiados nesta terça-feira nas ruas Soares Miranda e São Januário, ambas no bairro Fonseca, e na Rua Santo Antônio, na região de São Lourenço.

E nesta madrugada
Um carro foi incendiado no Parque Lafaiete, em Duque de Caxias.
E em São João de Meriti, um ônibus foi queimado.

Operação “Fecha Quartel”, anunciada pela cúpula da corporação.

Na operação, todos os homens serão utilizados nas ruas, reforçando o patrulhamento e prendendo os envolvidos nos recorrentes ataques. Todos os policiais foram convocados a trabalhar.Os 300 PMs lotados em hospitais e na banda de música também auxiliam no patrulhamento. Outros 1200, que estavam em trabalho administrativo, também estão nas ruas.

DETALHE:

"Ouvindo a BandNews, o jornalista Ricardo Boechat colocou no ar um soldado da PM, que disse estar ligando do QG da corporação indignado. Ele relatou que policiais militares estão sendo obrigados no dia de hoje (terça) a irem para a rua reforçar o policiamento, mas faltam coletes à prova de bala e pasmem até pistolas ponto 40, usadas pela PM".BLOG SOBREVIVENTES DA PMERJ

CONHEÇA O BLOG DO HOSPITAL PEDRO II


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cinco razões para detestar ser policial militar

Razão UM: Queria Deus que eu esteja errado! A pior parte de ser da polícia militar é o militarismo. Em parte porque esse traço sempre representou uma arma contra o próprio militar. O militar é contra tudo e todos, o que não o libera de ser contra si mesmo ou contra seus semelhantes. Nada mais contraditório do que servir ao Estado e tê-lo contra você. Em toda a História da humanidade, não há um único exemplo em que ‘o militar’ tenha agido e não tenha pecado de alguma forma, pelo excesso ou pela falta. A farda tem uma simbologia singularmente paradoxal. É um misto de controle ao outro e autocontrole. O protesto alheio é reprimido pela força policial em defesa do Estado, e este invalida as ações da polícia com base na Lei e contra a própria polícia, que é quem é responsável por fazê-la cumprir; talvez seja essa a razão de o militar não ter vez com o governo. E muito se ouve que o poste não pode fazer xixi no cachorro. E o militarismo amordaça o militar e dilui nele a democracia e – por vezes até – o trancafia atrás das grades como um meliante. O militar tem dois fardos a carregar, a hierarquia e a disciplina.

Razão DOIS:
o povo. A relação da polícia com o povo é como uma faca de dois gumes. Alguém sempre sai perdendo nesse embate. Em meio à população, há de tudo: pais de família, trabalhadores, homens de bem, pessoas de boa índole, estudantes, menores, grupos vulneráveis, doentes e incapazes, e os que reúnem um pouquinho de tudo. Ao que parece, só não tem bandido. Todos, na intenção de demonstrar sua indignação, gritam aos quatros cantos do mundo que não são isto, não são aquilo ou que são assim ou daquele jeito. À polícia cabe a ação. E, se ela não age, erra pois foi chamada para agir e, se não ia fazer nada, para que foi até lá(?); se age, erra também porque exagera. Se não ia dar flores, também não precisava ser grosseiro(!). É chamada para controlar. E quando controla, aparecem especialistas de todas as brechas para criticar. O povo está quase sempre contra, pois é do seu meio que provém toda a mazela da vivência humana. E, quem quer ser a mazela? Quem admite ser pai, mãe de uma ou ser a materialização da mazela? Quem quer ser a ‘pessoalização’ do que é ruim no meio social? Daí a se compreender o porquê da relação pífia entre polícia e sociedade...

Razão TRÊS:
a justiça. Povo, Estado e justiça estão sempre aliados contra a polícia. O judiciário é quase inócuo quando o assunto é o direito do policial nas situações-problema geradas pelo serviço. Não há apoio. Não é feito o mínimo para compreender que quem está em desvantagem no confronto armado contra o crime organizado é o agente, porque tem muito a perder e deve esperar o primeiro tiro (que pode ser fatal) para contra-atacar.
O povo e o Estado vivem uma relação de amor e ódio. Um mendigando o que lhe é de direito e penando socialmente, e o outro se omitindo quanto ao cumprimento de suas obrigações, das leis que cria para ludibriar o cidadão, desconsiderando sua necessidade.
O que dizer da Constituição? A justiça, assim como o Estado, depende da polícia para ter suas ações legitimadas; ações judiciais e estatais seriam validadas frente ao povo por quem, senão pela força policial? Porém, nem juiz nem governador veem isso, e – se veem – fingem não ver. Há muito, a polícia não tem o respeito da população, jamais teve do Estado, porque patrão não respeita empregado nem justiça nenhuma comunga com ela. É uma relação triangular contraditória e injusta e a corda sempre arrebenta do lado mais fraco; neste caso, de quem não pode se manifestar porque contraria o regimento.

Razão QUATRO: Os Direitos Humanos. Policial militar é militar, não é humano. Quando começa a vida de militar ainda aluno-recruta, é tratado por bicho. Na intenção de recrudescer a ‘pessoa civil’ para torná-lo ‘um militar de verdade’, o treinamento beira a inconsequência desumana; são pressões psicológicas, situações de estresse físico, humilhações e outras torpezas, buscando preparar o recruta para a vida a pronto, para poder estar frente a frente com o perigo e não amarelar nem colar as placas. O que resulta disso tudo, em alguns casos, se vê pelas ruas e nos noticiários. O militar passa a não ser humano e a viver entre eles. Talvez seja por esse motivo que quando um deles é trucidado, faz-se o enterro, dá-se uma salva de tiros e se põe a farda em outro. Muitas vezes a morte de um agente passa em branco.
O jornalismo não acha interessante relatar o fato de um qualquer fardado e a serviço do Estado (recebe para isso) ser assassinado, às vezes com requintes de crueldade, e os Direito Humanos jamais se manifestam. Entretanto, se morre um vagabundo, viciado, traficante, ladrão ou assassino, esse logo vira estudante, e o policial bandido fardado. Os Direitos Humanos se põem na defesa do ‘ser humano’, o povo julga a polícia e os juízes batem em seus birôs e proferem falas do alto de suas magistraturas impecavelmente incorruptíveis e condenam a instituição à desmoralização.

Quinta e última razão (para não entristecer mais): a valorização. Quanto vale a vida de um juiz? A de um professor? Quanto vale a de um trabalhador da indústria petrolífera, que corre perigo constante de acidente? Quanto valem a saúde e a vida de quem trabalha com radiação e outros produtos químicos? Quanto vale a vida de um político, de um gerente de banco? E a de um policial militar? É certo que definir valor para a vida de quem quer que seja é impossível. É certo também que cada um tem sua parcela de colaboração na construção de uma sociedade justa e ambiente habitável. Mas, o que justifica um juiz ganhar infinitamente mais que um professor? A partir desse questionamento surgirão muitas respostas nas cabeças de todos, que se explicarão com base em fatores como formação, cargo, investimento e etc. Mas, o que justifica tal disparidade? Um juiz é graduado, é doutor, estuda muito e sua educação escolástica teve origem numa escola, reduto do professor, que também é graduado, doutor, estuda muito, lida na relação interpessoal com o alunado e forma cidadãos. O que o faz inferior? Por que um professor pós-doutor (e que forma juizes) não ganha metade do que um juiz?

No juramento de formatura da polícia, o agente diz defender a sociedade ainda que com o sacrifício da própria vida. Quanto vale esse sacrifício? Um juiz se sacrificaria pelo salário que ganha? E os políticos, se tivessem que morrer em nome do benefício popular, assim o fariam? A valorização da força policial tem que começar na própria instituição, o comando tem que se ater a PESSOA do militar e não com o vinco da farda ou a cobertura. Isso é secundário. A valorização pelo estado e pela justiça é utópica, mas seria a ideal. O povo? Esse nunca vai valorizar quem o reprime. Se alguém invade sua privacidade, logo pensa na ajuda policial; a polícia – nesse instante – é tudo que ela mais precisava. Se protesta, e o governo convoca a polícia; aí o diabo vira anjo e os praças, diabos. E se tornam as mais repugnantes criaturas do mundo. Em suma, o serviço policial é em si contraditório e nunca se ajustarão as relações entre Estado, povo e polícia. A base da valorização do trabalhador é um bom salário, que faça valer o tempo e o esforço que dedica à prática laboral, no caso do policial, que faça valer o risco. Caso contrário, não é justo.

O que consola é que a fé e a esperança são bases da existência humana. E, queira ou não, o militar é HUMANO, escondido atrás de uma farda (indumentária institucional apenas), mas é humano e também as traz em si, e são elas que os faz continuar, ainda que com todos os impedimentos. E tais virtudes fazem o militar crer que alguém, algum dia, vai ter uma luz e acordar para a sua situação e mudar tudo, para melhor. E ninguém mais vai ter razão para detestar ser da Briosa.

FONTE: SER POLICIAL É UMA ARTE

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um minuto de silêncio pela morte do policial militar


HOJE, às 14:30h faremos um minuto de silêncio pela morte do policial militar BRUNO DE CASTRO FERREIRA que morreu em defesa da população!
Local: Av. Rio Branco esquina com Rua Sete de Setembro

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ERVA MALDITA NÃO É APROVADA NEM NA CALIFÓRNIA

Os californianos rejeitaram em plebiscito a legalização da maconha no estado, segundo projeções da emissora CNN. Se aprovada, a chamada Iniciativa 19 faria da Califórnia, que já autoriza o uso medicinal da planta, o primeiro estado americano a permitir a posse.

A proposta legalizaria a posse de até 28,5 gramas para maiores de 21 anos; seu uso em local privado; em local público, desde que licenciado para isso; e o cultivo residencial num espaço de até 2,3 metros quadrados.

Ao mesmo tempo, permitiria ao estado e prefeituras regulamentarem e controlarem as atividades de cultivadores de maior porte, incluindo a fiscalização e a tributação no comércio. Hoje, a maconha já é vendida para consumo medicinal em centenas de dispensários credenciados na Califórnia.

Há diversos argumentos contra e a favor, mas poucos realmente factuais. O Public Safety First, principal grupo de oposição à medida, alega que o perigo no trânsito aumentaria e o ambiente nas escolas e empresas seria contaminado pela utilização indiscriminada da maconha - embora motoristas continuem não podendo dirigir sob seu efeito, e as leis e regras que estipulam ambientes livres de drogas (seja álcool, cigarro ou drogas) continuem em prática.

Os grupos a favor oferecem argumentos mais concretos, mas que também não se sustentam totalmente numa análise mais profunda. Sugerem que a iniciativa criaria uma indústria de peso, cuja tributação ajudaria a equilibrar o orçamento do estado.

O déficit da Califórnia chega a US$ 20 bilhões por ano. Na melhor das hipóteses, com uma indústria e comércio maduros, as receitas tributárias não bateriam US$ 200 milhões anuais.

sábado, 30 de outubro de 2010

Hospital Estadual Pedro II

Funcionários do Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz pedem que as investigações sobre as causas do incêndio sejam plenamente esclarecidas, pois alguns consideram que a origem pode ter sido criminosa, viabilizando o fim do hospital. o governo está removendo os profissionais de saúde para outros hospitais e está retirando os equipamentos. Assim sendo, a cada dia que passa o fim do hospital está mais próximo!
O Deputado Paulo Ramos, convocou o secretário de saúde Sérgio Côrtes para prestar esclarecimentos sobre as condições de trabalho dos servidores em decorrência do incêndio. A reunião está marcada para dia 04/11 às 13:30H na sala 311 – Palácio Tiradentes.

E o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande está sofrendo com a superlotação desde o fechamento do Hospital Pedro II.

Funcionários e a população local fizeram uma manifestação dia 28.




Leia: Dia 29/10 - Incêndio atinge prédio do Iaserj no Centro

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Câmera do circuito interno de uma farmácia mostra o pânico de pessoas que tentavam fugir de tiroteio

Tudo começou quando dois homens roubaram um carro Honda Civic e o tiroteio foi entre os bairros da Lagoa Rodrigo de Freitas e Humaitá.


sábado, 23 de outubro de 2010

Duas pessoas morrem ao entrar por engano em favela no Rio

Um policial militar e o amigo dele morreram depois que entraram por engano de carro na Favela Acari, na zona norte do Rio, na madrugada de hoje. De acordo com a versão de sobreviventes, dois policiais militares à paisana acompanhados por dois amigos saíram de uma casa de shows na Baixada Fluminense e erraram o caminho.

Baleados, o cabo Carlos Luiz, do 6º Batalhão de Polícia Militar da Tijuca, o office boy Diego Alves de Araújo, de 26, morreram na hora. Eduardo Guimarães Monteiro, 27 anos, lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar de Duque de Caxias, fugiu mesmo ferido. Ele foi levado ferido para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, onde foi operado. Adriano Carvalho de Araújo, de 27, outro amigo que acompanhava os policiais, também foi atendido. O carro usado por eles ficou crivado por marcas de tiros.

FONTE: ÚLTIMO SEGUNDO

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

INCÊNDIO NO HOSPITAL PEDRO II

"É VERGOHOSO VER A POPULAÇÃO SER ENGANADA MAIS UMA VEZ PELA SECRETARIA DE SAÚDE, DIZENDO QUE ESTÁ TUDO BEM... A UNIDADE NÃO TEM BRIGADA DE INCÊNDIO, AS ESCADAS DE EMERGÊNCIA ESTÃO CHEIAS DE ENTULHOS E NÃO HÁ LUZES E EMERGÊNCIA. HOJE FOI UM CAOS, MAS FELIZMENTE CONSEGUIMOS SAIR SEM FREIMENTOS GRAVES, JÁ QUE TIVEMOS QUE QUEBRAS VIDROS POIS ALGUMAS JANELAS NÃO ABREM, ACHO QUE JÁ ESTÁ MAIS DO QUE NA HORA DO DIRETOR DA UNIDADE PEDIR DEMISSÃO. VAMOS VER SE DESSA VEZ TEREMOS UM GESTOR QUE UTILIZE A VERBA TRIMESTRAL QUE A UNIDADE RECEBE, DE FORMA CORRETA. A PRIORI, SUGERIMOS UMA CONSULTORIA COM TECNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO, JÁ QUE A UNIDADE NÃO POSSUI SINALIZAÇÃO CORRETA NAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA E SE POSSÍVEL NÃO DEIXAR ENTULHOS NAS ESCADAS O QUE SÓ CONTRIBUIU PARA AUMENTAR O CAOS. GENTE, VAMOS COMEÇAR A COBRAR O NOSSO DINHEIRO AOS NOSSOS GOVERNANTES. HOJE FOMOS NÓS QUEM PASSAMOS POR ISSO, AMANHÃ PODERÁ SER UM DE VOCÊS".

FUNCIONÁRIO DA UNIDADE


PÂNICO

"Segundo o subsecretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Coelho, com medo do incêndio, uma enfermeira que estava no 2º andar do prédio se jogou pela janela. Com uma fratura, ela foi levada para o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, também Zona Oeste, e, de lá, será transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Centro".


"Ainda segundo a secretaria, o incêndio teve início por volta das 11h30, e foi controlado por bombeiros em 30 minutos. Não houve feridos".

sábado, 9 de outubro de 2010

“Em defesa da família e da preservação da espécie humana, Deus fez macho e fêmea (Gen. 1.27)”

Enfurecidos com a apologia à família feita pelo pastor Silas Malafaia, em 600 outdoors espalhados pelo Rio de Janeiro e região metropolitana, cerca de 30 homossexuais partiram para a INTOLERÂNCIA, expressando seu ÓDIO, e estão manchando dezenas de outdoors, no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Os revoltosos estão alegando que as mensagens são preconceituosas e estimulam a violência contra os gays.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Marcelo Freixo diz que novo mandato foi 'uma votação de opinião'


Sidney Rezende entrevista o
Deputado Estadual Marcelo Freixo do PSOL


Um dos recordistas de voto na eleição para deputado estadual, Marcelo Freixo (PSOL) falou ao SRZD sobre o sentimento de conquistar um novo mandato e sobre o futuro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele obteve 177.253 votos, ficando atrás apenas de Wagner Montes (PDT). Militante pelos direitos humanos e conhecido por sua atuação na CPI das Milícias, Freixo avaliou o resultado eleitoral:

"Isso expressa a concordância que a população teve com relação ao 1º mandato. Foi uma votação de opinião. Não tivemos uma campanha baseada em marketing nem militância paga. Vamos continuar com a ênfase dos direitos humanos e educação", declarou.

Sobre a futura legislatura, Freixo acredita que a base de apoio ao governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) vai ficar reduzida, embora ainda esteja analisando quem serão os novatos na Casa.

"Fiquei feliz com a reeleição de nomes com quem eu convivi e aprendi a respeitar, como os deputados Luiz Paulo (PSDB), Cidinha Campos e Paulo Ramos (ambos do PDT) Ainda estou analisando a nova composição, mas creio que Cabral vai ter uma base oposição maior na Alerj. Resta saber se vai ser com mais ou menos ênfase".

A respeito de quem pode ser o futuro presidente da Casa, o parlamentar socialista faz suposição entre três nomes: "Tem o Paulo Melo, Domingos Brazão e Edson Albertassi (PMDB). Mas o principal é saber qual vai ser o grau de independência, de autonomia da relação entre o Legislativo e o Executivo", completou.

SRZD

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PMDB perde sete na ALERJ

O governador reeleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), precisará contar com aliados de outros partidos na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), já que seu partido despencou de 19 para 12 deputados estaduais, dentre o total de 70 parlamentares da casa.

Contando os 16 partidos que apoiaram a reeleição do governador, na coligação "Juntos Pelo Rio", Cabral teria 46 deputados em sua base, um a menos para ter dois terços da Alerj. No entanto, a conta não é tão simples, já que há deputados da coligação que não o apoiam, assim como há membros de partidos adversários que são seus aliados pessoais.

No primeiro grupo, de coligados com os quais Cabral não deve poder contar, estão, por exemplo, Paulo Ramos, que sempre se opôs ao atual governo e defendeu candidatura própria do PDT até a convenção do partido, Gilberto Palmares (PT), que presidiu a CPI das Barcas Rio-Niterói e foi crítico permanente da política estadual de transportes, e Flávio Bolsonaro (PP), ligado às causas militares como o pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP).

Entre os apoiadores de fora do PMDB, mas dentro da coligação "Juntos Pelo Rio", destacam-se dois deputados eleitos pelo PMN: Alessandro Calazans e Christino Áureo, este último ex-secretário de Agricultura de Sérgio Cabral.

Vem de fora da coligação, entretanto, um dos principais apoiadores de Cabral: reeleito pelo PPS, André Correa foi, em 2006, um dos coordenadores de campanha da juíza Denise Frossard, adversária do atual governador no segundo turno. Correa acabou se aliando ao governo por intermédio do presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB) - terceiro colocado na eleição para o Senado.

Após participar de diversas cerimônias oficiais, como inaugurações de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), Correa trabalhou diretamente como cabo eleitoral do governador, em eventos como o Rio Pela Moda, promovido no Jockey Clube Brasileiro por empresários do setor.

Durante o evento, Correa lembrou que ele e Cabral estiveram em lados opostos em 2006, mas que neste ano iria contrariar a decisão de seu partido de apoiar Fernando Gabeira (PV).

PDT pode ser fiel da balança na base governista
Puxada pelo apresentador de TV Wagner Montes, deputado estadual mais votado no Rio, com 528 mil votos (6,38% do total), o PDT teve o maior crescimento de bancada na Alerj, passando de seis para 11 deputados estaduais e pode se tornar o fiel da balança.

Com votações expressivas de Clarissa Garotinho, filha do ex-governador Anthony Garotinho, e de Samuel Malafaia, irmão do pastor evangélico Silas Malafaia, o PR também aumentou, de seis para oito, sua bancada, enquanto o PT passou de cinco para seis deputados estaduais.

Na oposição, o PSDB caiu de cinco para quatro e o DEM, de três para uma deputada estadual: Graça Pereira, na prática, do partido de seu marido, Jorge Pereira, vereador há quatro mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, atualmente no PT do B. Para se ter uma idéia, Jimmy Pereira, filho do casal, tentou uma vaga de deputado federal por um terceiro partido, PRTB, apoiando ativamente a reeleição de Cabral.

O PV, que não tinha nenhum deputado na Alerj, elegeu dois: Aspásia Camargo e Xandrinho. Segundo mais votado, com 177 mil eleitores (2,14% do total), Marcelo Freixo conseguiu puxar Janira Rocha, aumentando de um para dois a bancada do PSOL.

Confira os deputados estaduais eleitos no Rio de Janeiro

1 º Wagner Montes PDT 6,4% 528.628
2 º Marcelo Freixo PSOL 2,1% 177.253
3 º Samuel Malafaia PR 1,6% 134.515
4 º Paulo Melo PMDB 1,5% 121.684
5 º Clarissa Garotinho PR 1,4% 118.863
6 º Alexandre Correa PRB 1,4% 112.676
7 º Pedro Augusto PMDB 1,3% 111.407
8 º Rafael Picciani PMDB 1,2% 96.034
9 º Domingos Brazão PMDB 1,1% 91.774
10 º Cidinha Campos PDT 1,1% 89.553
11 º Carlos Minc PT 1,1% 87.210
12 º Edson Albertassi PMDB 1,0% 83.254
13 º Edino Fonseca PR 0,9% 77.061
14 º Dionisio Lins PP 0,9% 75.707
15 º Christino Áureo PMN 0,9% 74.336
16 º Pedro Fernandes PMDB 0,8% 69.571
17 º Lucinha PSDB 0,8% 67.035
18 º Andreia do Charlinho PDT 0,8% 62.599
19 º Sabino PSC 0,8% 62.522
20 º Graça PMDB 0,7% 61.294
21 º Dica PMDB 0,7% 59.220
22 º Flavio Bolsonaro PP 0,7% 58.322
23 º Rafael do Gordo PSB 0,7% 55.831
24 º Andre Correa PPS 0,7% 55.484
25 º Marcio Panisset PDT 0,7% 55.027
26 º Marcos Abrahao PT do B 0,6% 52.525
27 º Marcos Soares PDT 0,6% 52.099
28 º André Lazaroni PMDB 0,6% 49.839
29 º Fabio Silva PR 0,6% 47.939
30 º Comte PPS 0,5% 45.541
31 º Marcelo Simão PSB 0,5% 45.046
32 º Alessandro Calazans PMN 0,5% 44.549
33 º Miguel Jeovani PR 0,5% 44.135
34 º Gustavo Tutuca PSB 0,5% 44.015
35 º Bernardo Rossi PMDB 0,5% 43.607
36 º Rogerio Cabral PSB 0,5% 43.215
37 º Iranildo Campos PR 0,5% 42.398
38 º Chiquinho da Mangueira PMDB 0,5% 39.740
39 º Roberto Dinamite PMDB 0,5% 39.730
40 º Marcio Pacheco PSC 0,5% 39.537
41 º Paulo Ramos PDT 0,5% 39.023
42 º Rodrigo Neves PT 0,5% 38.856
43 º Coronel Jairo PSC 0,5% 38.791
44 º Graca Pereira DEM 0,5% 38.746
45 º Ricardo Abrao PDT 0,5% 37.742
46 º Gilberto Palmares PT 0,4% 36.519
47 º Marcus Vinicius - Neskau PTB 0,4% 35.508
48 º Altineu Cortes PR 0,4% 35.176
49 º Gerson Bergher PSDB 0,4% 35.069
50 º Waguinho Sempre Juntos PRTB 0,4% 34.820
51 º Aspasia PV 0,4% 34.733
52 º Luiz Paulo PSDB 0,4% 34.502
53 º Claise Maria Zito PSDB 0,4% 33.664
54 º Joao Peixoto PSDC 0,4% 33.203
55 º Felipe Peixoto PDT 0,4% 32.855
56 º Samuquinha PR 0,4% 32.563
57 º Roberto Henriques PR 0,4% 32.369
58 º Salomão PT 0,4% 31.249
59 º Zaqueu PT 0,4% 30.583
60 º Inês Pandeló PT 0,3% 28.798
61 º Jose Luiz Nanci PPS 0,3% 28.798
62 º Bebeto Tetra PDT 0,3% 28.328
63 º Luiz Martins PDT 0,3% 26.002
64 º Myrian Rios PDT 0,3% 22.169
65 º Geraldo Moreira PTN 0,3% 21.987
66 º Enfª Rejane PC do B 0,3% 21.033
67 º Thiago Pampolha PRP 0,2% 19.329
68 º Xandrinho PV 0,2% 16.151
69 º Rosangela Gomes PRB 0,1% 10.586
70 º Janira Rocha PSOL 0,1% 6.442

sábado, 2 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

POLÍCIA FEDERAL investiga compra de votos com cestas básicas no DISTRITO FEDERAL

A Polícia Federal apreendeu na tarde desta sexta-feira cerca de 2 mil cestas básicas num galpão da Administração Regional de Planaltina, órgão vinculado ao Distrito Federal, por suspeita de que o material seria usado para compra de votos. A corporação agora investiga a origem do material, descarregado nesta quinta-feira no local.

No esquema de loteamento de cargos do governo local, a Administração Regional de Planaltina – uma espécie de subprefeitura – é controlada por aliados do deputado distrital Aylton Gomes (PR), que pertence ao grupo do ex-governador Joaquim Roriz. Ninguém foi preso na operação. A Polícia Federal vai comunicar o fato ao Ministério Público Eleitoral, e deve ouvir funcionários da administração nos próximos dias. A corporação chegou ao galpão depois de uma denúncia anônima.

A Administração Regional nega que as cestas básicas fossem usadas para a compra de votos. De acordo com a coordenadoria de ação social do órgão, o material ainda precisa ser identificado e cadastrado antes da distribuição, o que só vai ocorrer daqui aproximadamente 10 dias.

Candidato à releição, Aylton Gomes é um dos parlamentares citados na Operação Caixa de Pandora como beneficiário do esquema de propina que derrubou o então governador José Roberto Arruda. Apesar das acusações, o parlamentar se livrou da cassação. A assessoria do deputado distrital nega que ele tenha relação com o episódio, atribuiu a denúncia a adversários políticos e afirma que o processo de compra das cestas básicas teve início cinco meses atrás.


FONTE

E se a eleição fosse na internet?

Se pudéssemos contar os votos na internet com base nos seguidores dos quatro principais candidatos a presidência do Brasil, Marina Silva do PV levaria fácil esta disputa. Pode parecer incoerente, já que a candidata é a terceira colocada, muito distante de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), mas próxima de Plínio Arruda (PSOL).

As redes sociais que olhamos para realizar a pesquisa foram: Twitter, Youtube, Facebook e Orkut. No Orkut e Facebook, a presença de Marina é substancialmente maior do que a dos outros candidatos. No Orkut, há 46.584 seguidores de Marina, 9.076 de Dilma, 4.560 de Plínio e apenas 976 para Serra. Já no Facebook a coisa muda um pouco, pois há 41.977 seguidores de Marina, 17.218 de Serra, 6.886 para Dilma e 1.048 para Plínio (nesta rede não há perfil oficial de campanha para o candidato Plínio Arruda).

No twitter Serra toma a liderança com 455.186 pessoas em seu perfil (@joseserra_), Marina tem 244.057 (@silva_marina), Dilma com 235.519 (@dilmabr) e Plíno tem 41.064 seguidores (@pliniodearruda). Finalmente no Youtube os candidatos se aproximam, Marina tem 84.143, Dilma tem 73.223, Plínio 31.197 e Serra aparece com 31.005 seguidores.

A revista Veja publicou um interessante infográfico que mostra a evolução dos candidatos dentro do Twitter, para ver clique aqui.