sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Foi só um aperitivo do MOVIMENTO PRÓ-DEMOCRACIA

MOVIMENTO PRÓ DEMOCRACIA http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=74069409
Mais de 3000 mil pessoas fizeram uma manifestação na sede do TRE-RJ, para pressionar a Justiça a investigar denúncias de irregularidades nas eleições.
Tico Santa Cruz (da banda Detonautas ), discursou no carro de som criticando o presidente do TRE, o desembargador Alberto Motta Moraes, que classificou a passeata de
" manifestação de perdedor".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

3 ANJINHOS - Familiares de mortos da Providência processam Google


Familiares dos três jovens do Morro da Providência, no centro do Rio, assassinados em junho após serem entregues por militares do Exército a traficantes do Morro da Mineira, na zona norte, entraram na Justiça contra o site de buscas Google. O objetivo da ação, impetrada na 30ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado, é remover da internet um e-mail apócrifo intitulado "As fotos dos três anjinhos mortos no Rio".
Reproduzido em várias páginas, o texto relata as passagens dos jovens pela polícia e traz fotos deles armados e identificados como os mortos. "As informações sobre as passagens pela polícia são falsas e os adolescentes mostrados não são eles", afirma o advogado das vítimas e presidente do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos, João Tancredo.
Segundo ele, a defesa dos militares anexou o e-mail ao autos do processo. Usuários do site de relacionamentos Orkut, da Google, publicaram o texto e as fotos. Um deles na comunidade chamada "Marinha do Brasil". Após listar os supostos crimes cometidos pelas três vítimas e até pela mãe de um deles, o e-mail, sem assinatura, critica o presidente Lula por "dar pensão para esta gente" e acusa a "mídia parcial, o governo sem caráter, os políticos abaixo da crítica e ONGs defensores do crime". Tancredo informou que a Advocacia-Geral da União já estuda os valores das indenizações que serão pagas aos familiares dos jovens mortos.
Rede Globo, a OAB e as ONGS defensoras dos Direitos Humanos
Elas fizeram questão de apoiar esse caso para criar na população um clima de alerta. Isso seria o ideal se esses atos não fossem comandados e talvez `pagos` pelos maiores interessados, que são os traficantes e marginais, para desvalorizar o exército e as polícias impedindo-as subir nas favelas.
Vejam a realidade: Segundo os registros, os três civis "inocentes" entregues pelo exército à traficantes, possuíam passagem pela polícia `e que passagem`.
David Wilson Florenço da Silva, conhecido como "Deivão", foi preso em flagrante, em junho de 2004, por porte ilegal de munição e corrupção de menores. Também seria segurança do traficante Carlinhos Fininho, gerente da boca de fumo do Morro da Providência, favela dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Marcos Paulo Rodrigues Campos, era primo do traficante Carlinhos Fininho e provavelmente prestava serviços como segurança da boca-de-fumo. A mãe adotiva de Marcos, Maria de Fátima Barbosa, foi presa em flagrante delito pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, no dia 18 de dezembro de 2004, em companhia de três cidadãos, por estarem de posse de 04 (quatro) fuzis, sendo três de calibre 7.62mm e um de calibre .223, além de cartuchos de munição para os calibres supra citados.
Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, também conhecido como "Negão" possui registro policial por ser acusado de associação para o tráfico, em maio de 2006. Seria também segurança do traficante Carlinhos Fininho. Lílian Gonzaga da Costa de Souza, mãe de Wellington, já foi presa por posse de cocaína, em 2001.
E diante de todos esses registros e fatos, ainda o mais incrível:
O presidente Lula, como gosta de distribuir bolsas e indenizações com o dinheiro público, quer dar pensão para esta gente. Repasse para todos da sua lista, para que o povo brasileiro tome conhecimento de que tipo de mídia parcial, de *governo sem caráter*, de políticos abaixo da crítica, ONG`s defensores do crime e candidato a prefeito do Rio estamos tendo que conviver.
Veja as fotos dos 3 ANJINHOS:

MOVIMENTO PRÓ-DEMOCRACIA


Dez mil protestam contra resultado da eleição na Cinelândia

Um movimento denominado "Pró-Democracia" marcou para esta sexta-feira, às 14h, uma manifestação por eleições sem manipulações. Em comunidade em um site de relacionamentos, já são mais de 10 mil membros que se preparam para o movimento em frente à Câmara dos Vereadores.

"Esta comunidade foi feita com a intenção de reunir todos os cidadãos cariocas que anseiam por eleições mais limpas e democráticas, com lisura e sem manipulações", diz a descrição no Orkut.

"Queremos deixar bem claro que nosso movimento é PACÍFICO, DEMOCRÁTICO, APARTIDÁRIO e ESPONTÂNEO", afirma o texto, com os destaques em caixa alta.

A concentração começa ao 12h e segue pela Avenida Treze de Maio até a Avenida Rio Branco, até o Tribunal Regional Eleitoral.

"PEDIMOS QUE NÃO LEVEM BANDEIRAS, CAMISAS OU ADESIVOS DE PARTIDOS, TIMES DE FUTEBOL, GRUPOS RELIGIOSOS. SERÁ ÓTIMO QUE LEVEM BANDEIRAS DO RIO DE JANEIRO, BANDEIRAS DO BRASIL, NARIZES DE PALHAÇO E QUALQUER MANIFESTAÇÃO PACÍFICA E IMPARCIAL CONTRA O OCORRIDO", afirmam os organizadores do protesto, também em caixa alta.


Batman foge do presídio Pedrolino Werling de Oliveira - Bangu 8.


Diretor de Bangu 8 é exonarado após fuga do Batman
Luiz Henrique Burgos, foi exonerado nesta terça-feira, após a fuga do ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz. Conhecido como Batman, ele é acusado de fazer parte da milícia Liga da Justiça. O tentente-coronel da reserva Reginaldo Alves de Pinho é o novo diretor de Bangu 8.
O secretário de Administração Penitenciária, coronel Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, afirmou que houve corrupção por parte de funcionários do sistema penitenciário, o que permitiu a fuga de Ricardo Teixeira Cruz, o Batman. "Não houve falha, houve corrupção. O sistema de filmagem funcionou. Não há como evitar alguém que tenha a chave do cadeado e abra a cadeia indevidamente. Ele (Batman) não pulou muro, não cerrou grade, ele não usou de nenhum artifício. Ele usou de profissionais realmente corruptos. Se tiver corrupção, não há tecnologia que funcione", explicou o secretário.
O resgate de Batman durou 12 minutos: os criminosos entraram na unidade às 7h35 e saíram às 7h52.


DEPUTADO MARCELO FREIXO COBRA DAS AUTORIDADES EXPLICAÇÃO SOBRE FUGA DE BATMAN

Em discurso na tarde desta terça-feira (28/10), no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação das milícias no estado, deputado Marcelo Freixo (PSol), cobrou das autoridades estaduais uma resposta para a fuga do ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, apelidado Batman, e ligado a um grupo de milicianos denominado Liga da Justiça. Batman fugiu na noite desta segunda-feira (27/10) do presídio Bangu 8, na zona Oeste da cidade. “Na próxima sexta-feira (31/10), receberemos o secretário César Monteiro de Carvalho para uma audiência pública das Comissões de Segurança e de Direitos Humanos da Casa. O objetivo era cobrar explicações sobre o assassinato do ex-diretor de Bangu 3, mas certamente este assunto também será abordado”, disse ele, referindo-se ao secretário de Administração Penitenciária. Freixo também é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.
De acordo com informações divulgadas pela polícia, Ricardo Batman teria saído em um carro branco semelhante aos carros oficiais, acompanhado de homens de preto. “Esta Casa precisa tomar uma providência e pedir que o Governo se manifeste sobre a questionável segurança máxima deste presídio”, criticou o parlamentar, alertando para o risco oferecido pela liberdade do miliciano, que foi preso no dia 27 de agosto, junto a outros comparsas, em Araruama, região dos Lagos, sob acusação de ter praticado o atentado contra o sargento Francisco César Silva Oliveira, do 25º BPM (Cabo Frio). “Este homem solto oferece enorme risco a todos nós”, acentuou Freixo.

http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=27134

terça-feira, 28 de outubro de 2008

DEBANDADA


A CBN NÃO SERÁ MAIS A MESMA

Sidney Rezende: "Fui demitido da CBN"
Taí uma informação que, do fundo do coração, eu não gostaria de dar. Mas tenho o dever de cultuar o profundo amor que me liga aos ouvintes. São 23 anos de carreira radiofônica. Quase um "bom dia" diário. Uma idéia fixa martela a cabeça: preciso dizer ao ouvinte que me acompanha que quando ele ligar o rádio segunda-feira eu não estarei lá.
Aos meus amigos queridos que me ajudaram a levar informação de qualidade ao público, muito obrigado. Um carinhoso abraço ao operador de áudio Laerte Afonso. Afetuoso, afável e construtivo, mesmo quando tinha críticas fortes a fazer e que me obrigaram a corrigir. Agradeço o empenho das produtoras Carolina Quintella e Maira Menezes.
Como também a todos os outros que construíram elos profissionais éticos e decentes. O meu beijo de gratidão para as produtoras Ludmila Fróes e Adriana França; A minha melhor lembrança para a companheira Ermelinda Rita, sempre alegre. Uma craque do rádio; agradecimento à Marco Antonio Monteiro, pelo trabalho nos primórdios; ao José Augusto, Luis Nascimento, Maurício Martins...Todos, enfim!
Meu Deus, quanta gente!
Parece que foi ontem o dia que José Roberto Marinho me deu a oportunidade de participar da criação da CBN. A ele, o meu sincero agradecimento.
Agora, peço desculpas. Neste momento eu preciso respirar. Eu sei que você vai entender.
http://www.sidneyrezende.com/noticia/21219+sidney+rezende+fui+demitido+da+cbn

domingo, 26 de outubro de 2008

A PIOR VITÓRIA É A VITÓRIA ROUBADA!


EU NÃO MEREÇO, VOCÊ NÃO MERECE, NÓS NÃO MERECEMOS EDUARDO PAES!

sábado, 25 de outubro de 2008

O MELHOR PARA O RIO!

Fernando Gabeira 43
Escritor, jornalista e deputado federal do Rio, nascido em 1941, é mineiro de Juiz de Fora e carioca por opção desde 1963. É pai de duas filhas: Tâmi e Maya. Destacou-se como jornalista, logo no início da carreira, na função de redator do Jornal do Brasil, onde trabalhou de 1964 a 1968. Os colegas de redação diziam que o estilo marcante dos textos de Gabeira podia ser reconhecido até em bilhetes. No final dos anos 60, ingressou na luta armada contra a ditadura militar. Em 1969, participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Elbrick, a ação mais radical da guerrilha contra o regime autoritário. Foi baleado, preso e, mais tarde, exilado, numa operação que envolveu a troca de presos políticos pelo embaixador da Alemanha, também sequestrado pela guerrilha. Em dez anos de exílio, esteve em vários países. Testemunhou no Chile, em 1973, o golpe militar que derrubou Salvador Allende. Mais tarde, retrataria a queda e o assassinato de Allende em roteiro para a TV sueca. Na Suécia, país onde viveu mais tempo durante o exílio, exerceu desde o jornalismo, principalmente na Rádio Suécia, até a função de condutor de metrô, em Estocolmo. Na passagem pela Itália, em meados dos anos 70, participou do tribunal Bertrand Russel, que investigou os crimes da ditadura brasileira. Com a Anistia, voltou ao Brasil no final de 1979, quando lançou o best seller O que é isso, companheiro?, obra que se tornou referência da história da resistência contra a ditadura militar no Brasil. Transformado em filme pelo cineasta Bruno Barreto, O que é isso, companheiro? ganhou as telas brasileiras em 1997. Nos anos seguintes, Gabeira dedicou-se a uma intensa produção literária, construindo as primeiras análises críticas da luta armada e impulsionando no Brasil temas como as liberdades individuais e a ecologia. Livros como O crepúsculo do macho, Entradas e bandeiras, Hóspede da utopia, Nós que amávamos tanto a revolução e Vida alternativa apontaram novos horizontes no campo das mentalidades e colocaram na berlinda uma série de velhos conceitos da vida brasileira. Em 1985, voltou a ser preso no Rio, numa sess‹o "pirata" do filme "Je vous salue, Marie", censurado pelo Governo Sarney. Desta vez, a prisão foi breve. Nessa época, Gabeira já liderava o nascente movimento ecológico e pacifista que daria origem ao Partido Verde, fundado por um grupo de ecologistas, artistas e intelectuais. Em 1986, candidatou-se ao governo do estado pelo PV (em coligação com o PT) e realizou uma campanha de características transformadoras. Revirou o debate político com temas como qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, liberdades individuais (e coletivas), direitos das minorias e democratização das comunicações. Foi considerado o vencedor do principal debate entre os candidatos na TV. A campanha de Gabeira para governador inaugurou também uma nova forma de militância política. Os tradicionais comícios e passeatas, sisudos e cinzentos, ganharam uma nova estética com cores, performances, prazer e arte. Dois momentos culminantes: a passeata Fala, mulher, que coloriu a avenida Rio Branco de rosa e a cobriu de flores; e o Abraço à Lagoa, em que milhares e milhares de pessoas deram-se as mãos em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, produzindo um dos momentos de maior força simbólica e plástica da cena politica brasileira. Um marco na relação da população urbana com o meio ambiente, o Abraço ˆ Lagoa criou uma nova instituição entre as manifestações públicas, originando uma série de outros abraços a instituiçõeses, empresas, espaços urbanos e patrimônios ambientais. Nos anos seguintes, Gabeira manteve simultaneamente suas atuações como jornalista, escritor e principal líder do PV, partido que já assumia uma dimens‹o nacional. Em 1987, cobriu em Goiânia o acidente radioativo com o césio 137, reportagem que gerou seu décimo livro, Goiânia, Rua 57 - O nuclear na Terra do Sol. Sua atuação política e jornalística _ trabalhando para os jornais O Dia e Folha de S. Paulo e para a TV Bandeirantes _ foi marcante em diversos outros fatos importantes da vida nacional, particularmente os ligados à questão ambiental, como a investigação do assassinato de Chico Mendes, a interdição da usina nuclear de Angra I por problemas de segurança e o encontro mundial dos povos indígenas em Altamira (PA). Em 1988, lançou o livro Greenpeace: Verde guerrilha da paz, uma reportagem-ensaio que apresentou ao Brasil a filosofia e os bastidores da maior organização ecologista do mundo. Gabeira iniciou a década de 90 como correspondente da Folha de S. Paulo em Berlim, após uma candidatura alternativa à presidência da República, em 1989. Viveu dois anos na Alemanha, onde cobriu o day after da queda do Muro de Berlim e os primeiros movimentos da maior transformação política mundial dos últimos tempos. Na volta ao Brasil, prosseguiu seu trabalho de repórter especial nos jornais Folha de S. Paulo e Zero Hora. Em 1994, elegeu-se deputado federal pelo Partido Verde. Como parlamentar, é conhecido pela defesa do meio ambiente, das minorias e pela luta intransigente contra a corrupção. Foi reeleito em 1998 e 2002. Em 2003, rompeu com o PT por discordar das práticas do partido no governo e no Congresso. Em 2006, foi o deputado federal mais votado do Estado do Rio de Janeiro, com 293.057 votos. Diz a cientista política Lúcia Hippolito que Gabeira "representa a face mais avançada da esquerda mundial, que não nega a modernidade, não rejeita o mercado nem a globalização e ao mesmo tempo defende as minorias. Ele não ficou embolorado naquela esquerda ultrapassada, albanesa". Segundo a revista Veja, Gabeira é um "guerrilheiro da lucidez, a materialização das utopias possíveis".

Policiais não são números, são seres humanos!

O JOVEM POLICIAL ( Lya Luft )

"Se fôssemos um país mais educado, menos policiais morreriam por nós, menos cidadãos seriamassaltados e mortos, menos jovens se tornariam malfeitores, menos força teriam os narcotraficantes"

Eu estava botando gasolina no tanque de meu carro e do meu lado estavam dois carros da Brigada Militar. Dois policiais falavam com alguém do posto. Um terceiro, bem junto da minha janela, de costas para mim, portava uma arma grande, que na minha ignorância acho que poderia ser um fuzil ou uma metralhadora. Estava ali, sozinho, e comecei a observá-lo sem que me notasse. Tenso, alerta, consciente de sua missão, olhava para os lados empunhando sua arma com o cano voltado para baixo. Seu rosto era jovem, tão jovem que me comovi. Podia ser meu filho. Mais: podia ser meu neto. Estava tão concentrado no seu dever, tão alerta na sua posição, que fiquei imaginando se, ou quando, ele poderia levar um tiro de algum bandido. Poderia ficar lesado gravemente. Poderia morrer. Por mim, por você, por um de nós, em qualquer parte do Brasil, não importa que nome se dê à sua corporação nem se é da guarda estadual, municipal, federal. Esses jovens se expõem por nós. Morrem por nós. Tentam, num país tão confuso, proteger o cidadão. A gente realmente pensa nisso? Uma vez ao dia, uma vez por semana, uma vez ao mês?

Tentei imaginar também como eu me sentiria se um de meus netos tivesse essa profissão. Que suspiro de alívio a cada noite, ou a cada manhã, sabendo que ele estava em casa. Que angústia sempre que se noticiasse uma perseguição, um tiroteio. Quanto ganha para se expor assim um rapaz desses? Esse tinha na mão esquerda uma fina aliança. Podia ter filhos, com certeza muito pequenos, dada sua pouca idade. Que vida a de milhares de famílias, em troca, penso eu, de uma compensação financeira diminuta.

Impressionada com sua seriedade, com a realidade concreta daquela arma enorme, e com quanto de repente me senti em dívida com aquele quase menino, teimei em adivinhar: quanto ganharia ele? Tanto quanto uma boa empregada doméstica, que não arrisca a vida embora seja importantíssima numa casa bem organizada onde a valorizam? Tanto quanto uma professora de escola elementar, que vende quinquilharias ou doces feitos em casa para colegas no intervalo das aulas, a fim de se sustentar?

Tanque cheio, saí rodando, pensativa: a educação e a segurança são o primeiro eixo da vida de um país digno. Elas e outros tantos fatores. Mas eu, naquele dia, quis pensar em educação e segurança. Com elas gastam-se quilômetros de papel e uma eternidade em falação. Se fôssemos um país mais educado, menos policiais morreriam por nós, com certeza menos cidadãos seriam assaltados, violentados e mortos, menos jovens se tornariam malfeitores, menos força teriam os narcotraficantes. Menos jovens de classe média alta se matariam nas estradas ou venderiam drogas mortais a seus colegas nas escolas ou nos bares.

O problema, o dilema, a tragédia é saber por onde começar: educação começa em casa. Mas, diz um psicólogo amigo meu, os meninos (e meninas) problemáticos (aqui não falo dos saudáveis, que constroem uma vida) em geral não têm pai ou mãe em casa, e têm poucos modelos bons a seguir. Nas escolas, professores e professoras são mal pagos, desestimulados, sobrecarregados e desanimados (não todos, portanto não me xinguem por isso). Nesse caso, a educação deveria começar pelo alto: pelas autoridades, pelos políticos, pelos líderes. Não posso dizer que o Brasil está sendo brindado com uma maioria de políticos modelares, de líderes positivos, de autoridades de atitude impecável.

Então vivemos um dilema triste: começar por baixo, pela faixa etária menor, pela educação em casa e nos primeiros anos na escola, ou começar a reformar a mentalidade dos altos escalões, nos quais alguns líderes se destacam pela autoridade moral e elevada postura, mas a maioria, sinto muito, está longe disso?

Não creio que haja resposta. Eu não a tenho. Quem a tiver que sugira aos governos, ou aos pais, ou aos colégios. De momento, parece-me que estamos apenas despertando para essa questão crucial, sem a qual nada se fará de importante neste nosso país das utopias.
Lya Luft

Fonte: http://veja.abril.com.br/230108/ponto_de_vista.shtml

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Policiais do Rio decidem segunda se aderem a greve nacional

Rio - O Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL) está convocando a categoria e demais associações classistas para uma assembléia na segunda-feira, às 10h, na porta da Chefia de Polícia, no Centro. Em pauta, o apoio dos policiais cariocas aos policiais de São Paulo em greve há mais de um mês.
Também será deliberada uma paralisação de 24 horas nas delegacias e IML no próximo dia 29, quando os policiais civis de todo o país farão uma greve nacional, em protesto ao recente confronto entre a PM e Polícia Civil paulistana. O Sinpol do Rio informa que foi procurado pelo Sindicato dos Investigadores de São Paulo, assegurando-lhe que todas as associações de policiais civis do Rio já estão mobilizadas para a assembléia decisiva por melhores condições salariais e de trabalho.
Os policiais civis do Rio reivindicam o reescalonamento salarial que proporcionaria um reajuste médio entre 50% e 70%, entregue ao governador Sérgio Cabral há mais de um ano. Pela proposta do Sindicato o reescalonamento viria substituir a falta do pagamento da Geat – Gratificação Especial de Atividade – retirada dos contracheques dos agentes em 2001, no entanto, mantida para os delegados, PMs e bombeiros.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/policiais_do_rio_decidem_segunda_se_aderem_a_greve_nacional_208379.asp



Leia
O MIGALHISMO
Francisco Chao de la Torre
Inspetor de Polícia - PCERJ

http://grupopcerj.tumblr.com/post/56133720/o-migalhismo-francisco-chao-de-la-torre#disqus_thread

INDIGNAÇÃO E INSATISFAÇÃO - POLÍCIA CIVIL UNIDA.


Em apoio aos POLICIAIS CIVIS de São Paulo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro e os Policiais Civis de todos os estados do Brasil vão demonstrar a sua INDIGNAÇÃO e INSATISFAÇÃO com o desrespeito dos políticos para com os SERVIDORES PÚBLICOS POLICIAIS.
Dia 27/10/2008, às 13h00m, porta da Chefia da PCERJ.
Dia 29/10/2008! Dia nacional de paralisação das polícias civis brasileiras

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A SOPA NA ESQUINA DO GOVERNADOR!

O SOPÃO NO ASFALTO e TEATRO NO ASFALTO .
Os manifestantes saíram do Arpoador e foram até o posto 12 no Leblon. A rua onde Cabral mora, já estava bloqueada por policiais militares. Houve distribuição de sopa nas esquinas da Av. Delfim Moreira e Rua Aristides Espínola. Um grupo de atores fez um bela apresentação ironizando a política do estado.

NO CENTRO DO RIO
Os servidores da justiça também fizeram uma manifestação, mas no Centro do Rio. Os 200 manifestantes ocuparam as escadarias da ALERJ.
















quarta-feira, 22 de outubro de 2008

É PROIBIDO COMENTAR CONTRA OU À FAVOR!

Na mordaça e no chicote
"É mais fácil levar a tropa, do soldado ao coronel, na mordaça e no chicote, como acontece no Rio, que dar dignidade a esses profissionais. Governador, vamos dar o primeiro passo para implantar uma democracia para os militares"A frase foi escrita pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) em artigo publicado nesta segunda-feira em O DIA. O artigo foi devastador, caiu como uma bomba. Vem mais por aí.Comentários? Melhor ir logo ler o artigo e depois comentar por lá, onde o papo parece estar quente e bombando.
http://gustavodealmeida.blogspot.com/

Ou melhor, parecia estar quente ou bombando!

O último comentário foi publicado às 14:12, num total de 12. Como pode um assunto tão polêmico receber só 12 comentários? Cadê os comentários após as 14:12? Cadê o meu comentário? Cadê o seu comentário? Cadê a liberdade de expressão?

É proibido se expressar, basta ler o texto abaixo:


Flávio Bolsonaro: Democracia para militar

Deputado estadual pelo PP

Rio - A democracia está longe de existir no Brasil. Hoje, não há segurança, educação, respeito à Constituição Federal, ao direito adquirido. Enfim, só há os direitos de votar e falar. Para os militares, nem isso. Neste ano, 10 mil militares não puderam votar porque foram empregados nas eleições.

Recentemente, o País inteiro testemunhou o general Heleno, comandante da Amazônia, ainda na ativa, classificar a demarcação de terras indígenas, em áreas estratégicas para a soberania nacional, como crime de lesa-pátria e ser reprimido, vergonhosamente, pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que se intitula grande democrata, no melhor estilo cubano.

Nesta semana, o major Vianna, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi punido com 12 dias de prisão por ter postado em um blog na Internet comentário se solidarizando com seu colega de corporação, major Wanderby, que vem sendo perseguido por publicar verdades que doem em algumas autoridades do estado. Onde está o direito constitucional de livre manifestação do pensamento? Se um militar não pode falar sobre segurança, quem irá fazê-lo? Um sociólogo de plantão, como sempre?

Apresentei na Assembléia Legislativa o projeto de decreto legislativo 11/2008 para revogar o Regulamento Disciplinar da PM, para que seja substituído por um Código de Ética e Disciplina, a exemplo de Minas Gerais. Lá, o militar não é punido administrativamente com prisão. O resultado foi uma polícia respeitada e que respeita seus semelhantes.

É mais fácil levar a tropa, do soldado ao coronel, na mordaça e no chicote, como acontece no Rio, que dar dignidade a esses profissionais. Governador, vamos dar o primeiro passo para implantar uma democracia para os militares.

COMENTE ESSE ARTIGO

http://odia.terra.com.br/opiniao/htm/flavio_bolsonaro_democracia_para_militar_207099.asp

terça-feira, 21 de outubro de 2008

ATENÇÃO SERVIDORES DO ESTADO!


DESTA VEZ OS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS QUEREM ENTREGAR SUAS REIVINDICAÇÕES PARA O GOVERNADOR EM DOMÍCILIO!


DIA 23/10

HORÁRIO: 12:00 horas

CONCENTRAÇÃO: Arpoador



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Polícia Civil de São Paulo novas manifestações

Os policiais civis de São Paulo decidiram que vão fazer novas manifestações em todo o estado no dia 23. Na capital Paulistana a manifestação será em frente à Assembléia Legislativa do estado. Os policiais civis dizem que as negociações não avançaram e não existe um interlocutor para negociar.

Flávio Bolsonaro: Democracia para militar

Deputado estadual pelo PP

Rio - A democracia está longe de existir no Brasil. Hoje, não há segurança, educação, respeito à Constituição Federal, ao direito adquirido. Enfim, só há os direitos de votar e falar. Para os militares, nem isso. Neste ano, 10 mil militares não puderam votar porque foram empregados nas eleições.
Recentemente, o País inteiro testemunhou o general Heleno, comandante da Amazônia, ainda na ativa, classificar a demarcação de terras indígenas, em áreas estratégicas para a soberania nacional, como crime de lesa-pátria e ser reprimido, vergonhosamente, pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que se intitula grande democrata, no melhor estilo cubano.
Nesta semana, o major Vianna, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi punido com 12 dias de prisão por ter postado em um blog na Internet comentário se solidarizando com seu colega de corporação, major Wanderby, que vem sendo perseguido por publicar verdades que doem em algumas autoridades do estado. Onde está o direito constitucional de livre manifestação do pensamento? Se um militar não pode falar sobre segurança, quem irá fazê-lo? Um sociólogo de plantão, como sempre?
Apresentei na Assembléia Legislativa o projeto de decreto legislativo 11/2008 para revogar o Regulamento Disciplinar da PM, para que seja substituído por um Código de Ética e Disciplina, a exemplo de Minas Gerais. Lá, o militar não é punido administrativamente com prisão. O resultado foi uma polícia respeitada e que respeita seus semelhantes.
É mais fácil levar a tropa, do soldado ao coronel, na mordaça e no chicote, como acontece no Rio, que dar dignidade a esses profissionais. Governador, vamos dar o primeiro passo para implantar uma democracia para os militares.

http://odia.terra.com.br/opiniao/htm/flavio_bolsonaro_democracia_para_militar_207099.asp

sábado, 18 de outubro de 2008

ATENÇÃO POLICIAIS MILITARES E CIVIS!

AMEAÇA DE ATENTADO A DELEGACIAS E A POLICIAIS MILITARES

Desde a tarde de ontem, quatro delegacias — 6ª DP (Cidade Nova), 12ª DP (Copa), 14ª DP (Leblon) e 22ª DP (Penha) — entraram em alerta. Foi descoberta ordem de ataque a policiais civis e militares dadas por traficantes de dentro de presídios. Agentes da Core e da Polinter circularam entre essas delegacias. O coronel Marcus Jardim, comandante de Policiamento da Capital, confirmou que PMs foram avisados sobre o risco. A ameaça é em represália pela transferência, na madrugada de ontem, dos traficantes Aldair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, e Ronaldo Pinto Lima Silva, o Ronaldinho Tabajara, para celas individuais de 6 metros quadrados no presídio Segurança Máxima de Campo Grande (MS). Eles são suspeitos de terem dado a ordem para matar o diretor de Bangu 3.

http://odia.terra.com.br/rio/htm/conflitos_na_direcao_de_presidio_207029.asp

Ué, o cara foi eleito para comandar o estado ou não?

O confronto entre a polícia militar e polícia civil em São Paulo, mostrou que realmente estamos vivendo uma crise de comando sem precedentes. Foram cenas lamentáveis.Um vexame histórico e que envergonhou o estado no mundo todo.Tiros, bombas, feridos, caos total.
A greve dos civis, que completava um mês, chegou a este ponto devido a intransigência do governador(?) José Serra em negociar com a Polícia Civil.
As reivindicações dos policiais são justas, visto que possuem o pior salário entre as polícias civis do país.
O mais incrível foi ver a cara de pau do governador José Serra colocar a culpa nos sindicatos e insinuar que há partidos políticos por trás da greve.
É brincadeira?

Policiais rejeitam BOs de PMs

Em Dracena, Civil atendem só caso grave; em Jales, houve carreata

Policiais civis da capital e do interior se recusaram ontem a registrar boletins de ocorrência encaminhados às delegacias por policiais militares. Em Dracena, no oeste paulista, os civis rejeitam BOs desde anteontem, data do confronto no Morumbi. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Antônio Diniz, encaminhou uma mensagem com pedido de calma, serenidade e até paciência aos chefes dos oito Comando de Policiamento do Interior (CPI) e das duas unidades da capital, que juntos somam 135 mil PMs. A relação está tensa entre as corporações e há relato de provocações e hostilidade.

Em Dracena, os policiais civis estão revoltados com o conflito ocorrido na capital. "Não vamos receber nenhuma ocorrência apresentada pelos PMs, a não ser que o caso seja grave", disse o policial Milton Matos, chefe dos 11 investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Matos disse que a represália da PM foi muito violenta. "Não precisava disso tudo. Todos têm o mesmo patrão. Estamos revoltados com a PM."

Em Jales, no noroeste paulista, os civis protestaram em desfile de viaturas pelas ruas centrais. Segundo representantes do comando de greve, participaram da manifestação cerca de 200 policiais, com a utilização de 50 veículos oficiais. O objetivo da manifestação, de acordo com grevistas, foi prestar solidariedade aos policiais que se deslocaram até a capital. "Muitos deles foram agredidos. Não queríamos enfrentamento, mas a retomada pacífica das negociações", disse um grevista.Em outras cidades do interior, como Marília e Presidente Prudente, o clima também era tenso ontem. "O atendimento está bem limitado. A animosidade e o constrangimento aumentaram", afirmou o investigador identificado apenas como Paulo, da Delegacia Seccional de Marília. André, chefe dos investigadores da DIG de Marília, afirmou que os policiais civis da região estão indignados. "E quem não estaria?"

Poucos falam abertamente sobre o clima nervoso entre as polícias por temer represálias. "Acabou a amizade. Se eles (PMs) não chegarem com a ocorrência redondinha aqui vão se dar mal", avisou um investigador de Araraquara. Ontem, ao registrar um BO, um soldado foi impedido de se sentar no DP. Os civis também ameaçam os PMs, caso um preso denuncie tortura. "Se depender de mim, peço exame de corpo de delito e prendo o PM em flagrante", disse um civil. "Vamos ter de dar banho no preso porque se chegar sujo é capaz de sobrar para a gente", disse um PM.

O clima tenso entre as polícias levou a provocações em São Paulo. Na frente da sede do Departamento de Homicídios, na Rua Brigadeiro Tobias, no centro, policiais do 2º Batalhão de Choque discutiram com delegados. "Seus coxinhas, traidores", disse um policial civil, incomodado com olhares dos PMs. Em resposta, um dos militares exibiu sua arma aos civis. Em seguida, os PMs arrancaram com as viaturas.

A medida do Comando-Geral da PM visaria a minimizar o reflexo do confronto. A Assessoria de Imprensa da PM disse desconhecer a tal mensagem. O Estado ouviu oficiais da PM de várias cidades do interior de São Paulo que confirmaram o recebimento da carta. "É mais uma medida para tranqüilizar o pessoal. O comandante só pediu serenidade e muita paciência nos próximos dias", disse um oficial da PM.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081018/not_imp262122,0.php

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Policiais civis do país prometem paralisação em apoio a São Paulo

A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) vai fazer uma paralisação nacional por duas horas, no próximo dia 29, em apoio à greve dos policiais civis em São Paulo. De acordo com a Adepol, a paralisação terá início às 14 horas.
Nesta última quinta-feira, os policiais civis paulistas que estão em greve há mais de um mês, entraram em confronto com policiais militares próximo ao Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo.
A intenção dos policiais civis era fazer uma passeata até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Entretanto, as ruas ao redor do Palácio foram bloqueadas pelos policiais militares, já que a área é considerada de segurança e é proibido fazer manifestações no local.
Os manifestantes tentaram furar o bloqueio dos policiais militares e prosseguir com a passeata, mas foram contidos com bombas de gás lacrimogênio. Na confusão, os policiais trocaram tiros com balas de borracha e dezenas de pessoas ficaram feridas.
Na tarde desta sexta-feira, os policiais civis devem se reunir com as centrais sindicais para discutir sobre os rumos da greve no estado. Ontem, o governador José Serra criticou o movimento grevista, dizendo a uma rede de televisão que a manifestação tinha intenções políticas e sindicais, principalmente às vésperas do segundo turno das eleições municipais.
Antes do confronto, o governador já havia reiterado à imprensa que só negociaria o reajuste salarial com os policiais civis quando a greve tivesse fim.
Também ontem, a Força Sindical enviou nota repudiando o posicionamento do governador e dizendo que é "intolerável que um governador eleito democraticamente utilize métodos truculentos contra servidores em luta".
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também criticou o governo afirmando que o "autoritarismo, a falta de diálogo, o desrespeito, a truculência fascista e a irresponsabilidade criminosa" promoveram uma guerra.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/10/17/e171024898.html