segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Valor do IPVA pode ser questionado

Os motoristas insatisfeitos com o valor do IPVA que terão que pagar este ano podem contestar o imposto na Justiça. A defesa do consumidor explica que os donos de carros devem procurar a Vara de Fazenda Pública, já que o pagamento do imposto não se caracteriza como relação de consumo.
Além de processos na Justiça, os especialistas acreditam que, se os contribuintes fizerem pressão sobre o Poder Executivo, a legislação do IPVA poderá ser alterada. Em São Paulo, o governo do estado criou uma lei que autoriza a redução do imposto, por ocasião de queda dos valores médios dos veículos.
Caso o IPVA já tenha vencido, o contribuinte não deve pagá-lo e entrar com ação. Se não passou do prazo, deve quitar a primeira parcela e mover o processo depois. Se ganhar, a diferença será descontada nas últimas das três parcelas.
O licenciamento anual, porém, só é feito mediante quitação do IPVA.
Final 2 Os donos de carros com final de placa 2 devem ficar atentos. O IPVA dos veículos vence na próxima segunda-feira.
Desconto O prazo vale para quem quer efetuar o pagamento integral, com desconto de 10%, e para a quitação da primeira parcela.
Banco Os proprietários dos veículos devem ir a uma agência do banco Itaú para fazer o pagamento.
Multas Para o pagamento integral, sem desconto, o proprietário paga multa de 5% se perder o prazo, caso faça o pagamento até 30 dias após o vencimento. A multa aumenta para 10%, se o motorista o fizer entre 31 e 60 dias; e para 15% (entre 61 e 90 dias).
Táxi cai em buraco em Inhaúma.
Um táxi caiu, no final da madrugada desta segunda-feira, num buraco aberto na Estrada Adhemar Bebiano, próximo à Praça de Inhaúma, na Zona Norte. Segundo as primeiras informações, o motorista, identificado até o momento apenas como Flávio, ficou ferido e foi
levado para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), na Penha.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Milícias crescem 25% no Rio

Desvio de função - Beltrame quer pagamento por policiais cedidos

Ao admitir que o estado ainda não conseguiu reaver policiais cedidos a setores da administração pública, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou que pediu ao governador Sérgio Cabral Filho que cobre daqueles órgãos que paguem os salários dos servidores que não foram devolvidos às suas corporações, conforme solicitação feita desde o início do governo, em 2007.
É um problema que se torna muito sério para as corporações policiais. A solução só vai se dar quando os órgãos que têm esses policiais tiverem seus próprios quadros. O problema é ainda maior num estado como o nosso, que carece de pessoal no policiamento ostensivo - afirmou Beltrame, acrescentando que o mínimo que os órgãos deverão fazer é pagar os salários dos policiais desviados de suas funções.

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/01/16/beltrame-quer-pagamento-por-policiais-cedidos-754024561.asp

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O PAC EMPACOU

PAC: risco de um calote preocupa moradores do Complexo de Manguinhos
O risco de um calote preocupa moradores do Complexo de Manguinhos. O programa de Aceleração do Crescimento (PAC), retomado na região e no Complexo do Alemão, na Zona Norte, prevê a desapropriação de casas a fim de abrir espaço para as obras. O medo da população é ficar sem a residência e a indenização, a exemplo do que aconteceu em Nova Mandela, na primeira etapa. Em visita aos locais que receberão as melhorias, o prefeito Eduardo Paes descartou a hipótese.
– Uma coisa é malandro construir prédio em área irregular. Outra são as famílias humildes que precisam de novas moradias. Elas vão ter da prefeitura respeito, alternativa e indenização. Os outros casos serão tratados dentro da lei – prometeu Paes.
O prefeito explicou que a nova etapa vai usar o tesouro do município, em vez de recursos federais, na indenização. A prefeitura vai avaliar o preço do imóvel e autorizar a compra assistida de outra moradia, no mesmo valor. A compra assistida impede que o dinheiro do imóvel seja usado para outro fim. O presidente da Associação de Moradores da Nova Mandela, Leonardo Januário da Silva, contou que as pessoas removidas receberam o prazo de cinco dias para receberem as indenizações. As obras na Nova Mandela começaram em março e o dinheiro até hoje não foi entregue.
– Removeram os moradores sem pedir nenhuma documentação. Depois, alegaram que as casas não têm Registro Geral de Imóvel (RGI) e por isso a Caixa Econômica Federal (CEF) não indeniza. Só que as casas com RGI são muito mais caras. Tem gente que teve a casa demolida e passou a morar de favor – reclama Leonardo.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores de Vila Turismo, cerca de 150 família enfrentam o problema em Nova Mandela. Parte delas recebe o Aluguel Social – verba para quem vive em área de risco alugar um imóvel em uma área segura.
Atraso
O secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, disse que as obras do PAC em Manguinhos e no Complexo do Alemão pararam em setembro por causa do atraso nas desapropriações. Na Favela da Grota, no Alemão, a pausa não aconteceu, segundo moradores. Bittar explicou, ao saber do comentário, que as “pendências de licenciamentos, pagamentos e reassentamentos fizeram o ritmo cair a quase zero”.
– As empreiteiras só não retiraram os canteiros porque isso tem um custo muito alto – acrescentou.
As obras do PAC nos dois complexos somam R$ 200 milhões – cerca de 70% do governo federal e o restante da prefeitura. As obras incluem pavimentação de ruas, construção de creches e postos do programa Saúde da Família (PSF); implantação de redes de água e esgoto e drenagem, praças, áreas de esporte e lazer; além de iluminação, arborização e coleta de lixo. Em Manguinhos, o investimento de R$ 93,3 milhões contempla sete localidades. Para o Alemão, são R$ 106,7 milhões para a Nova Brasília, Joaquim Queiroz e Grota.
– Até setembro terminamos o reassentamento de 2.642 famílias e no fim do ano as obras – disse Bittar.
Outra preocupação são as chuvas de verão. É urgente a dragagem do Rio Faria Timbó e a remoção das 300 famílias que vivem às margens do Canal do Cunha.
– Se chover forte, vamos ficar embaixo d´água e perder tudo. O nosso medo é a chuva carregar aquelas casas – alertou o presidente da Associação de Moradores da Mandela de Pedra, Valério dos Santos.
Jorge Bittar também anunciou a implantação de programas sociais, visando a preservação ambiental, junto com as obras do PAC.
– Vamos criar um departamento de inclusão social na secretaria de Habitação para promover, em parceria com a Educação, a formação profissional, inclusão digital, a educação de adultos e a preservação do meio ambiente.

FONTE: JB Online


Cidades da Baixada Fluminense amargam obras paradas.


BOLA DE CRISTAL

Policiais da 96ª DP (Miguel Pereira) apreenderam nesta quinta-feira uma metralhadora de calibre .30, três fuzis de calibre 7.62 e uma escopeta de calibre 12 na Estrada da Saibreira, no Centro de Miguel Pereira. Segundo a investigação, o armamento foi levado para Miguel Pereira por traficantes do Morro Dona Marta, em Botafogo, logo depois da ocupação feita pela Polícia Militar. As armas estavam escondidas, dentro de uma gruta, afastada cerca de 300 metros da estrada, sem segurança, e ninguém foi preso.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/01/15/policia-apreende-armas-do-dona-marta-em-miguel-pereira-714662315.asp

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

DE VOLTA PARA O AR CONDICIONADO.


CABRAL VETA


Cabral decide abrir três mil vagas para a PM ainda em 2009

MAS AUMENTO SALARIAL QUE É BOM...NEM SINAL!


Serão abertas três mil vagas para a PM em 2009 e mais quatro mil vagas em 2010. A decisão foi tomada em reunião na tarde desta terça-feira, no Palácio Guanabara, entre o governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança José Mariano Beltrame. A secretaria e a PM vão ampliar a capacidade de formação da polícia para que estes 7 mil novos policiais estejam prontos para atuar até o fim de 2010.
Atualmente, a PM forma cerca de 900 recrutas a cada curso. A ideia é que medidas administrativas sejam tomadas para aumentar esta capacidade de formação como, por exemplo, remunerar os professores, que atualmente dão aulas sem receber mais nada por isso. Desta forma, cria-se um incentivo para atrair novos instrutores.
Foi decidido ainda que o Batalhão de Polícia Ferroviária (BPFer) será extinto. Dos 255 policiais atualmente lotados nesta unidade, 90 seguirão fazendo o policiamento das ferrovias através da criação de uma Companhia da PM. Os demais 165 policiais militares serão redistribuídos para outras unidades como mais uma medida para reforçar o policiamento ostensivo no estado.
Também participaram da reunião os subsecretários de Inteligência, Rivaldo Barbosa, e de Integração Operacional, Roberto Sá, além do comandante-geral da PM, coronel Gilson Pitta.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Tudo que seu mestre mandar!


O ex-cabo da Polícia Militar, William de Paula, informou que vai recorrer da decisão da PM de expulsá-lo da corporação. Absolvido no caso da morte do menino João Roberto, de apenas 3 anos, ocorrida em julho do ano passado, ele afirma que a expulsão só aconteceu porque o governador Sérgio Cabral criticou o resultado do julgamento, que o absolveu.



Caso João Roberto: Jornal O dia

Os dois policiais militares envolvidos na morte do menino João Roberto, em 6 de julho de 2008, foram expulsos da corporação em decisão publicada no boletim interno da PM, na última sexta-feira. Os advogados do cabo Willian de Paula e do soldado Elias Gonçalves da Costa Neto prometem recorrer da decisão, que foi tomada por um colegiado da corporação e ratificada pelo comandante-geral da PM, o coronel Gilson Pitta Lopes. O menino João Roberto, na época com 3 anos, foi morto após o carro em que estava com a mãe e o irmão ser atingido por 17 tiros, na Tijuca, durante uma perseguição policial.Em dezembro do ano passado, o juiz Paulo Lanzelloti Baldez absolveu o cabo Willian de homicídio culposo e o condenou a sete meses por lesão corporal. Na Justiça comum, o julgamento de Elias ainda não foi marcado pois o processo foi desmembrado. Na PM, a decisão do Conselho de Disciplina — formado por três oficiais do batalhão da Tijuca, onde os dois trabalhavam — não foi seguida na íntegra. O colegiado havia decidido pela absolvição de Elias, mas o coronel Pitta optou por expulsá-lo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Baile Funk com uso de drogas na escola Municipal Almirante Tamandaré no Vidigal

A Escola Municipal Almirante Tamandaré – que à noite é usada pelo estado – transformou-se em salão de festas particulares e bailes funk, com direito a desfile de homens armados e vasto consumo de entorpecentes, inclusive por menores de idade.
Apesar das festas acontecerem “há anos sem o consentimento do município”, segundo a própria prefeitura, o último evento foi promovido por uma rádio comunitária – apoiada pela ONG Viva Rio – numa suposta parceria com a direção da escola, cujo objetivo seria levantar fundos para melhorar a infra-estrutura da rádio e do próprio estabelecimento de ensino.
“A última festa do ano”, como anunciaram cartazes na comunidade, aconteceu dia 27, começou às 18h e entrou madrugada adentro. Moradores da região reclamaram por diversas vezes junto às ouvidorias das secretarias estadual e municipal de Educação sem que o problema fosse resolvido. Segundo os moradores, a escola – que fica na Avenida Presidente João Goulart 296, no meio do caminho entre dois postos da Polícia Militar – é usada a cada dois meses para eventos de vários tipos.
A Rádio Estilo Livre – promotora do evento – cobrou R$ 3 de entrada e sorteou brindes aos participantes. Do lado de fora, porém, outros brindes ficaram a cargo de homens armados que passavam de moto. Segundo moradores, é constante o vai-e-vem de traficantes no local, onde jovens – alguns aparentando serem menores de idade – consomem maconha e cocaína.
– Há muita ingestão de bebidas alcoólicas e presença de menores de idade – relatou um dos moradores. – O barulho se estende até altas horas da madrugada. O evento estimula badernas e brigas, além de haver farto consumo de entorpecentes.
Problema antigo
Procurada, a Secretaria Estadual de Educação informou desconhecer o problema e que usa o local apenas para ministrar aulas de ensino médio para adultos, das 18h às 22h, em dias de semana. Após esse horário, as chaves são entregues a um vigia da prefeitura.
Inicialmente, a Secretaria Municipal de Educação – na gestão anterior – informou que o caso seria de responsabilidade do estado, que usa o imóvel à noite. Procurada novamente, a prefeitura informou que “esta situação no Vidigal é antiga” e que “o problema chegou a ser resolvido há algum tempo”, após negociações com o estado.
Já a atual gestão da secretaria informou que “considera a situação inadmissível e que nenhuma escola municipal pode sediar bailes funk e festas que descumprem a lei do silêncio, em vigor a partir das 22h. A secretaria vai averiguar a denúncia e avaliar se houve envolvimento do vigia da escola. Caso seja comprovada alguma irregularidade, providências serão tomadas”.
O diretor da Rádio Estilo Livre, Wanderley Gomes, afirmou que a própria direção da escola autoriza os eventos. Ninguém da diretoria, porém, foi encontrado para falar sobre o caso.
– Temos uma parceria – contou Gomes. – Nas festas juninas, nós cedemos aparelhos de som e divulgamos na rádio tudo o que eles precisam. Já doamos tinta para grafite e bola de futebol.
O comandante em exercício do 23º BPM (Leblon), tenente-coronel Décio Bonfim, informou que não foi dada autorização para a realização de festas na comunidade. Décio disse ainda que vai solicitar aos policiais responsáveis pelo policiamento naquela região que fiquem atentos às faixas colocadas nas ruas, e que levará a questão ao Conselho Comunitário de Segurança.
– O batalhão não foi comunicado. Vamos buscar informações junto à comunidade e aos policiais responsáveis pela área para fazer uma operação na região caso seja confirmada a realização de festas dentro de um estabelecimento de ensino.

http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/10/e100118669.asp

Justiça tira sites de PMs do ar em Santa Catarina.

A Justiça de Santa Catarina determinou a retirada do ar de dois sites da associação de policiais militares de Santa Catarina, que paralisou parte das atividades da corporação nos últimos dias de 2008.
A suspensão das páginas foi pedida pelo governo do Estado, que argumentou que os policiais incitavam pela internet a greve na corporação, o que é ilegal. O governo de Luiz Henrique da Silveira (PMDB) também quer a dissolução da entidade, chamada Aprasc (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina), mas a Justiça ainda não tomou nenhuma decisão sobre o pedido.
Após seis dias de paralisações em protesto por aumentos salariais, o movimento dos policiais militares concordou, no último dia 27, em suspender as manifestações até hoje, mas pode voltar a protestar.
O governo inicialmente conseguiu na Justiça a retirada do site oficial da instituição (www.aprasc.org.br). Os integrantes da associação, que reúne PMs e bombeiros, criaram, então, um endereço alternativo para divulgar as posições da entidade. O site acabou suspenso pela Justiça no último dia 2. A associação ficou proibida de criar sites alternativos.
O deputado estadual e presidente da entidade, Amauri Soares (PDT), disse que houve censura. Ele afirmou que a categoria vai retomar as manifestações hoje, mas sem paralisar as atividades da PM. Acampamentos devem ser montados em Florianópolis e no interior.
Durante o protesto em dezembro, os manifestantes e seus familiares chegaram a suspender o serviço 190 em parte do Estado e a montar piquetes para bloquear a entrada em quartéis da PM.
Os manifestantes pedem o cumprimento imediato de uma lei aprovada em 2003, que prevê aumento salarial de 96%. Segundo o governo, a lei não estabelece prazo para o reajuste e vincula o aumento à disponibilidade orçamentária.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u487023.shtml

CENSURADOS E PASSÍVEIS DE PUNIÇÕES


Liberdade de expressão e militarismo

"o militar tem a permissão para dizer o que quiser, mas na posição de sentido".


Cerceamento de direitos fundamentais pelo governo
MAJOR WANDERBY


A prisão ilegal e arbitrária do
MAJOR VIANNA


Mais um PM é censurado por opinião em blog
CAPITÃO LUIZ ALEXANDRE

Justiça tucana tira blog do ar.
O blog Flit Paralisante, do delegado Roberto Conde Guerra, líder da greve da polícia civil de São Paulo, foi tirado do ar por decisão da justiça paulista.


Governador Sérgio Cabral ordena a prisão de blogueiro
TENENTE MELQUISEDEC

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Especialistas avaliam operação de choque de ordem pública no Rio como 'marqueteira'

Desde a última segunda-feira, a Prefeitura do Rio vem realizando diversas operações de choque de ordem pública na capital fluminense. De acordo com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), as ações têm como objetivo reprimir e combater a desordem urbana e a ilegalidade na cidade. Para alguns especialistas em planejamento urbano, as medidas que vêm sendo tomadas devem ser avaliadas criteriosamente. Segundo eles, as ações são necessárias para que se restabeleça a ordem pública, mas a forma como vêm sendo conduzida é “marqueteira”.

“Eu não sei se há realmente um projeto de construção da ordem na cidade do Rio de Janeiro ou se essas são medidas de marketing”, declarou José Augusto Rodrigues, diretor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Para Rodrigues, essa política de governo adotada por Eduardo Paes é uma forma de marcar o início de uma nova gestão que, sem dúvida, será comparada com a anterior, de Cesar Maia (DEM). “Tem uma política por trás muito nítida que pretende inventar uma nova era, ou seja, um novo Rio que se ergue das cinzas”, analisou.

O último mandato de Cesar Maia, principalmente, foi marcado por brigas e falta de políticas cooperadas entre o governo estadual e a prefeitura. Segundo o cientista social, o fato de Eduardo Paes ser do mesmo partido do governador Sérgio Cabral e de ter sido apoiado por ele durante a campanha eleitoral dá indícios de que as políticas de ordem urbana serão mais eficazes na atual gestão municipal.
“Todas as ações de ordem pública tomadas pela prefeitura nesses últimos dias contaram com o apoio de órgãos estaduais, como a Polícia Militar. Isso mostra para o povo que há uma integração entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado”.

Mesmo avaliando as ações, de certa maneira, como “marqueteiras”, José Augusto Rodrigues ressalta que elas são cabíveis. Segundo o especialista, se a nova prefeitura quer de fato combater a desordem urbana, ela terá que estipular parâmetros rígidos para que o objetivo seja alcançado.
“A reconstrução provável da ordem pública exigirá medidas drásticas”, disse Rodrigues. “Se você quer restabelecer a ordem vai ter que ferir o interesse de muitos. Os interesses que você vai ferir pressupõem estratégias de sobrevivência da população de baixa renda. No momento em que há cooperação entre a prefeitura e o governo estadual, podem ser desenvolvidas medidas compensatórias”.
Até ontem, segundo o balanço da Secretaria Especial de Ordem Pública, os fiscais da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) da Prefeitura do Rio haviam recolhido 189 moradores de rua, multado 897 veículos, rebocado outros 189 automóveis e apreendido mais de 100 toneladas de entulhos e produtos diversos. No bairro do Flamengo, zona sul da cidade, os agentes encontraram um galpão que era utilizado como estoque por ambulantes irregulares. No local foram apreendidos alimentos perecíveis, cadeiras, mesas, freezers, carrocinhas e espreguiçadeiras de praia.

“Efetivamente existe uma rede clandestina de contrabando de alimentos e mercadorias. Sem uma ação rígida de repressão a esses depósitos não vai haver ordem”, afirmou o cientista social. “É alarmante o número de ambulantes que surgem vendendo a mesma marca de guarda chuva ou capa de chuva assim que um temporal atinge a cidade”.
Para Rodrigues, o argumento usado por muitos de que é melhor que os ambulantes “trabalhem honestamente” do que cometam crimes pelas ruas não é convincente. Segundo o especialista, dessa forma os ambulantes “não estão ganhando a vida”.
“Eles estão contribuindo para um sistema clandestino que foi se montando nos últimos anos. Um sistema que não paga os direitos dos trabalhadores e que explora a força de trabalho dessas pessoas”, argumentou.
Mudanças
Para o cientista social Dario Souza, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), especialista em sociologia urbana, as ações de ordem pública na capital fluminense criam uma grande expectativa na população de que a segurança se restabeleça. No entanto, de acordo com ele, as mudanças na cidade não podem partir somente do governo. Segundo Souza, é preciso que a população também mude a mentalidade e evite atitudes como dar esmolas e comprar produtos piratas.
“Essa ambiguidade é uma cultura do brasileiro. Ao mesmo tempo em que pede ordem pública, ele contribui para a ilegalidade”, analisou. “O grande desafio que a nova gestão terá de enfrentar será como tratar a questão da informalidade. As pessoas se sentem incomodadas com o camelô atrapalhando a movimentação nas calçadas, mas não deixam de comprar um programa pirata de computador com eles”.

Assim como José Augusto Rodrigues, Dario Souza enxerga um cunho “marqueteiro” nas operações de combate à desordem urbana. Para ele, há uma necessidade política na nova gestão municipal de marcar uma nova administração que se contraponha à anterior. O especialista, entretanto, acha válida a tentativa de melhora contato que ela que seja criteriosa. Souza lembra que a desordem pública tem motivos variados e, por isso, a nova política deve possuir um objetivo claro para que não se perca.

“Essas renovações têm que ser consistentes e criteriosas”, disse o cientista social. “Uma política que se preza deve ter estipulado qual é a ordem mínima a ser atingida. Quais são as metas a serem alcançadas”, finalizou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/01/08/especialistas+avaliam+operacao+de+choque+de+ordem+publica+no+rio+como+marketeira+3241880.html

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um PM morto e outro ferido em tentativa de assalto

O sargento da PM Antônio dos Santos Filho, lotado no 1º PM (Estácio), foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto, no fim da noite desta quarta-feira, no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias.Ele atravessava uma passagem de nível com seu carro, quando foi abordado por quatro homens em um Golf prata. O policial reagiu mas foi morto dentro do veículo.

Em outra tentativa de assalto no Jardim Primavera, também em Duque de Caxias, o soldado Fernando Queiróz, lotado no Batalhão de Choque (BPChoque), foi baleado no peito quando chegava em casa. Ambos estão internados no Hospital de Saracuruna. Um dos bandidos morreu na troca de tiros.

Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) investigam as duas ações criminosas contra os PMs.

JB On Line

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Secretário de Saúde é interpelado por pacientes em hospital na Barra

O que seria uma vistoria tranquila se transformou em uma tarde de protestos. Em sua passagem pelo Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, terceiro hospital visitado desde que assumiu o cargo, o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, teve trabalho para conter dezenas de pacientes revoltados com o atendimento no setor de ortopedia da unidade. De acordo com os doentes, alegações de equipamentos quebrados, adiamentos de cirurgias e ausência de médicos chegaram a um ponto crítico no Hospital Lourenço Jorge. Hans Dohmann chegou a intervir para que um paciente desesperado, que teve um prego fincado no braço, fosse atendido na unidade.

– Cheguei ao meio dia com um prego enfiado no meu braço. Caí de um andaime quando estava trabalhando. Um médico que me examinou fez o curativo e me mandou para casa sem receitar qualquer medicamento. Disse que amanhã, a ferida estaria melhor. Minha mão não para de inchar – se desesperou o operário da construção civil, Ricardo Rodrigues, 27 anos.

Quando soube que teria dificuldades para ser atendido novamente no hospital, o bombeiro se desesperou e teve que ser contido tanto pelos seguranças quanto pelo secretário Hans Dohmann.

– Sou trabalhador e somente com a presença da imprensa e do secretário somos tratados como gente – frisou Rodrigues.

Outra paciente do setor de ortopedia, Cassilda Branco, 50 anos, que sofre de tenossinovite, uma tendinite no pulso, foi operada no punho direito em outubro no Hospital Lourenço Jorge. Ela afirmou ter tido seu quadro agravado após a cirurgia.

– Estou com meu punho torto, as dores não param. Desesperada, procurei um médico particular que revelou que eu não fui operada da maneira correta. Disse que estou com várias lesões. Cheguei hoje ao Lourenço Jorge e o médico que me operou não veio trabalhar – reclamou Cassilda.

Como ela, vários pacientes que esperavam a perícia de ortopedia aguardavam a saída do novo secretário municipal de Saúde e Defesa Civil para reclamar sobre o atendimento prestado na unidade. Quando saiu, Hans Dohmann tentou tranquilizar os pacientes no saguão do hospital.

– Um médico que provavelmente combinou com os pacientes que eles poderiam ser atendidos sem marcação, não veio trabalhar. Recebi a informação do hospital de que o médico que não compareceu para os atendimentos receberá sua falta e arcará com as consequências cabíveis – justificou o secretário.

Quanto ao resultado da vistoria no Hospital Lourenço Jorge e diante dos gritos de revolta dos pacientes, Hans Dohmann foi direto. Para ele, a grande questão primordial é completar as equipes de plantão.

– Precisamos melhorar o fluxo dos pacientes no sistema e recompor o atendimento primário. Encontrei uma equipe de recursos humanos, conforme venho dito, que precisa ser completada – detalhou o secretário. – Hoje, o profissional que faltou fez agendamentos fora do padrão. Os 28 pacientes que estavam agendados corretamente pela ortopedia foram atendidos. O colega que fez as marcações fora da rotina, talvez até com o intuito de facilitar a vida das pessoas, não veio trabalhar. O fato é que temos que nos preparar para recompor as emergências não somente do Hospital Lourenço Jorge, mas de todos hospitais.

Segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, na próxima sexta-feira, Hans Dohmann visitará novamente o Hospital Municipal Salgado Filho. O objetivo conhecer a real situação dos hospitais para a partir daí traças as metas de governo no âmbito da saúde.

http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/07/e070117282.asp

CRUELDADE - SEPARAÇÃO DE UM MENINO DE RUA E SEU CACHORRO DE ESTIMAÇÃO

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Jornal americano compara polícia do Rio com soldados americanos no Iraque


Washington Post publicou matéria, nesta terça-feira, afirmando que a polícia do Rio está adotando táticas de ocupação nas favelas cariocas iguais às que os soldados americanos usam no Iraque. A reportagem cita a ação no morro Santa Marta.


O jornal americano Washington Post publicou matéria, nesta terça-feira, afirmando que a polícia do Rio está adotando táticas de ocupação nas favelas cariocas iguais às que os soldados americanos usam no Iraque.

A reportagem cita a ação no morro Santa Marta, no Rio de Janeiro, e afirma que as autoridades estão usando-a como um projeto piloto para o combate ao crime organizado na cidade.

"Os oficiais de polícia brasileiros estão usando táticas contra a insurgência parecidas com as usadas por soldados americanos no Iraque - estabelecendo pequenas bases ocupadas 24 horas por dia em vizinhanças violentas, desenvolvendo inteligência ao viver entre os adversários e usando fundos do governo para reconstruir áreas arruinadas e gerar boa vontade", diz o Washington Post.

Mas segundo o Washington Post, o modelo vem sendo criticado por moradores dessas comunidades e, também, por organizações de defesa dos direitos humanos. Segundo eles, a ação não poderá ser copiado por qualquer outra comunidade.

O jornal lembra que um dos maiores problemas na eficácia dessas ações é a corrupção e a desconfiança da população.

O oficial da Secretaria de Segurança do Rio, Antônio Roberto Cesário de Sá, diz na matéria que há uma estimativa de que serão necessários mais 10 mil policiais para combater efetivamente o crime e replicar a operação do Santa Marta em outras favelas.

A reportagem ainda afirma que apesar dos números de roubo e assassinatos terem caído, os moradores reclamam da falta de liberdade e do alto número de policiais circulando na família.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O ano de 2009 não começou muito bem.

Os policiais militares Leandro de Moura Teixeira e Rogério Barberino foram mortos por um lunático em Rio das Ostras.

O cabo da polícia militar Marcos Valério de Souza Santos foi baleado na cabeça num ataque de bandidos no Elevado Paulo de Frontin, continua internado em estado crítico no Hospital Central da Polícia Militar. E um outro policial que também foi atacado, o soldado Márcio da Paz Pinto, foi baleado na perna e passa bem.

E hoje um policial sofre atentado em frente a DPO na Baixada

O cabo Polícia Militar Sérgio Henrique Paiva, lotado no 39º BPM (Belford Roxo), sofreu um atentado na madrugada desta segunda-feira. O PM foi baleado no pescoço, peito e num dos braços, em frente ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO), no Lote XV, em Belford Roxo, Baixada Fluminense. Segundo a polícia, o ataque foi promovido por três homens armados. Antes de atirar, os criminosos pediram a arma do policial, que se recusou.

Outros dois policiais estavam dentro do DPO durante o ataque. Quando fugiram, os criminosos lançaram uma granada na porta do destacamento. No entanto, a granada não explodiu e foi removida do local por volta das 2h por técnicos da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (Core).

O policial foi levado para o Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, onde passou por cirurgia na manhã desta segunda-feira. À tarde, ele foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. Segundo boletim médico, o cabo está fora de perigo.

AGENTE DO DESIPE E SARGENTO DO CORPO DE BOMBEIRO FORAM EXECUTADOS

Agente do Desipe é executado em Campo Grande

Um agente do Desipe foi executado a 50 metros de casa, na Rua dos Dentistas, em Campo Grande, Zona Oeste, na tarde desta segunda-feira. Wagner Resende de Miranda, 52 anos, foi alvejado a tiros disparados por dois homens encapuzados que estavam dentro de um Siena prata, de placa não anotada. O sobrinho da vítima, Rafael de Miranda, 28 anos, também foi atingido por um tiro no braço. Ele foi levado para o Hospital Rocha Faria e está fora de perigo.

O agente morava na mesma rua, no número 50. Ele foi executado quando voltava para casa. Peritos do Instituto Carlos Éboli encontraram no local cápsulas deflagradas de pistola 45.

O homicídio foi registrado na 35ª DP (Campo Grande), onde a polícia irá investigar a motivação do crime.

Bombeiro citado na CPI da Milícia foi morto com 28 tiros

A Polícia confirmou na tarde desta segunda-feira, que o 3º sargento do Corpo de Bombeiros Carlos Alexandre Silva Cavalcanti, morto com 28 tiros foi vítima de uma emboscada. A vítima foi alvejada por tiros de fuzil 7.62 e pistola 380, quando deixava um posto de gasolina com seu carro, um Palio Wekkend branco, na Estrada do Gabinal, em Jacarepaguá, Zona Oeste.

O bombeiro foi surpreendido por quatro homens que estavam dentro de um Siena prata. Carlos integra a lista da CPI das Milícias da Alerj, sob acusação de fazer parte do grupo paramilitar “Liga da Justiça”.

Segundo testemunhas, na hora da execução, a mulher do bombeiro, que teve a identidade preservada, gritou: “Foi a milícia”.

FONTE JB