segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Debate VEJA: Candidatos ao governo do Rio

VEJA eleições 2014
'Não participei do seu plano de governo', diz Pezão a Garotinho



VEJA - Eleições 2014
'O Estado está quebrado', diz Lindbergh


Veja - Eleições 2014
'Ladrão, eu não sou. Tem gente nessa mesa que é', diz Garotinho



VEJA - Eleições 2014
'Agências reguladoras viraram cabide de emprego', diz Tarcísio Motta


VEJA - Eleições 2014
'É difícil concorrer com campanhas faustosas, perdulárias', diz Crivella


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

E O CORONEL E O TENENTE? Nove PMs são expulsos, acusados da morte da juíza Patrícia Acioli. Detalhe: TODOS PRAÇAS PRAÇAS

De acordo com o Boletim Reservado da Polícia Militar do dia 16/09/2014 (ontem), nove dos onze policiais militares acusados pela morte da juíza Patrícia Acioli, em 2011, foram expulsos da corporação. No entanto, os nove policiais expulsos trata-se apenas dos praças envolvidos. Os oficiais envolvidos no crime, o tenente-coronel Claudio Oliveira e o Tenente Benitez, ainda continuam nos quadros da corporação, apesar de, no caso, do tenente, já ter sido condenado a 36 anos de prisão.

Como sempre, em se tratando de polícia militar do Rio de Janeiro, a corda arrebentou do lado mais fraco, primeiro. E os dois oficiais envolvidos no mesmo crime pelo qual os praças foram condenados, presos e agora expulsos, continuam nos quadros da corporação e provavelmente seus processos vão demorar anos e anos, até que suas permanências na corporação sejam julgadas por um colegiado e pelo tribunal de justiça do estado. Os processos de exclusão do coronel e do tenente sequer foram iniciados. Estão esperando o quê?

Como o sr José Mariano Beltrame, o governador, o comandante geral da PM e o tribunal de justiça (órgão responsável pelos processos de exclusão dos oficiais da PM) explicam isso? Somente os praças foram expulsos, sendo que, são acusados do mesmo crime, e, no caso, do tenente, o mesmo também já é condenado pelo crime, e mesmo assim, continua nos quadros da PM e, seu processo de exclusão pode demorar anos e anos e o mesmo pode até não ser excluído da corporação.

Por que se passa tanto a mão na cabeça de oficiais criminosos, por mais que seja provado que tais oficiais são verdadeiros bandidos, criminosos? Até quando essa desigualdade nos processos de exclusão de praças  e oficiais vai durar?

Isso precisa ter um fim !!! O processo de exclusão de um oficial não pode demorar tanto assim. Por que os praças são excluídos tão rápido e um oficial demora anos para ser expulso e, em muitos casos, consegue se livrar da exclusão, mesmo que tenha sido preso e condenado pela justiça? 

PM exonera coronel acusado de chefiar esquema de propina

Acusado de ser o chefe de uma ‘sociedade empresária da propina’, o ex-comandante do Comando de Operações Especiais (COE), coronel Alexandre Fontenelle, é também investigado por patrimônio milionário. Na casa dele, agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança apreenderam comprovantes de depósitos bancários de altos valores. Só dois eram equivalentes a R$ 2 milhões, na conta de um parente oficial do Exército. Ontem, Fontenelle, que tem salário de mais de R$ 32 mil e está preso, foi exonerado do COE. Em seu lugar assume o coronel Rogério Luiz Teixeira Leitão.
Estão presos os 25 denunciados à Justiça — entre eles cinco oficiais — por envolvimento no megaesquema de corrupção na operação batizada de Amigos S/A, da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Na manhã desta terça-feira, o major Edson Alexandre Pinto de Góes se entregou na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), no Méier.
Durante a operação, na segunda-feira, foram encontrados na casa de Góes, subcomandante do COE, R$ 287 mil e joias. O mototaxista José Ricardo de Jesus Oliveira, único do esquema que não era PM, também foi preso ontem, na Vila Aliança. Impressiona o volume de dinheiro movimentado por Fontenelle, segundo as investigações. Comprovantes bancários revelam, em dois extratos, depósitos que somados chegam a R$ 2 milhões, além de outros de R$ 150 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil.
Prédio onde o ex-comandante Alexandre Fontenelle foi detido, no Leme. Preço médio de um apartamento no local é de R$ 1,5 milhão
No apartamento de Fontenelle no Leme, em nome da mãe dele e estimado em R$ 1,5 milhão, foram apreendidas anotações com lista de imóveis nos valores de R$ 2 milhões. Suspeita-se que ele procurava cobertura no condomínio Mandarim e Península, na Barra, além de ser dono de mansão fora do Rio. Sem dar detalhes do material, o subsecretário de Inteligência da Seseg, Fábio Galvão, informou que os documentos serão encaminhados à Corregedoria Geral Unificada (CGU) e à 1ª Vara Criminal de Bangu.
“Será instaurada sindicância para verificar a incompatibilidade entre o que ele recebia e o patrimônio”, explicou Galvão. Com isso, o oficial deverá ter seus sigilos bancário e telefônico quebrados. A investigação pode constatar ainda lavagem de dinheiro e subsidiar ação de improbidade administrativa, com devolução de parte dos valores aos cofres públicos.

“Todos os militares poderão responder por concussão (extorsão praticada por servidor público)”, explicou o promotor Cláudio Calo, do Gaeco. Segundo ele, será investigado ainda o período de Fontenelle à frente do BPM 41º (Irajá) no período de 2010 a 2012, e também a passagem do oficial pelo Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE). Foi aberto Inquérito Policial Militar para apurar o envolvimento dos policiais no esquema. Eles serão submetidos a processo administrativo disciplinar, que pode resultar na exclusão da corporação.
Gravações telefônicas
Em uma das escutas autorizadas pela Justiça, os PMs comemoram a nomeação do coronel Alexandre Fontenelle, então comandante do 14º BPM (Bangu), para o 2º Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável pelos batalhões da capital. Disseram que, com a permanência do oficial na região, poderiam fazer financiamento dos carros porque estariam ‘empregados’ por mais um ano, referindo-se a permanência deles na Aptran, equipe que mais arrecadava propina para os oficiais.
PM 1- Oi
PM2 - Fiquei sabendo que o coronel aqui não vai sair não, parceiro. O coronel vai ficar aí mais uma temprada. Só deve sair daqui para o CPA
PM1 - E agora eu posso fazer o financiamento do New Civic?
PM2 - Como é que é?
PM1 - E agora eu posso fazer o financiamento do New Civic que eu continuo empregado
PM2 - Pode fazer o financiamento do New Civic e o Coelho da Ecosport que a gente tá empregado. Mais um aninho, hein
O outra interceptação telefônica mostra como eles liberavam os veículos irregulares abordados mas que faziam parte do esquema de propinas. Os policiais tinham que falar entre si quando interceptavam algum veículo para ter a certeza de que eles faziam ou não parte do esquema. Se pagassem propina, eram liberados.

Na ocasião do diálogo, um PM pede que o carro seja liberado porque o motorista já pagava o arrego e que o dinheiro arrecadado ia para a administração (como era chamado o Estado Maior do 14º BPM formado por cinco oficiais, entre eles, coronel Fontenelle).

A.Rocha - Irmão, vou te pedir um negócio aí. Tu tá parado com um carro aí, tipo van. É da administração, cara, isso aí, quebra um galho
Rocha - Lá de Santa Cruz?
A.Silva - Isso, o cara falou em teu nome, Rocha. Falei: ‘é meu amigo’. Aí, achei que ele tava em outro lugar. Ele: ‘não tô na Vila Kennedy’. Aí, falei: ‘valeu. Falar com ele aqui’
Rocha - O primo dele, o que tá aqui... tá, vou deixar lá então. Vou complementar aqui. Vou deixar ele só aqui. Vou resolver da melhor forma aqui
A.Silva - Parceiro só tô te pedindo isso, é da administração, aí o cara vai desenrolar contigo aí, depois manda faltando, aí vai ser f. vê isso aí
Rocha - Então já é, já é
Propina para autorização de eventos

Investigações mostraram que o grupo cobrava propinas de produtores de eventos na área do 14º BPM (Bangu) em troca do ‘nada a opor’ do batalhão para a realização de shows e festas. O documento com o aval da unidade militar da área é obrigatório para a realização de eventos, em locais fechados ou ao ar livre.
Em gravações telefônicas, um PM identificado como Campos pede ao sargento Oldair (também acusado) uma indicação para “desenrolar” (pagar propina) o documento. Oldair indica o major Edson Alexandre Pinto de Góes, a quem chama de “vaca velha”, termo usado para corruptos de longa data.
Briga interna pelos ‘arregos’

Tamanha era a organização do esquema de propina montado pelos PMs que, em algumas ocasiões, havia conflitos entre as equipes responsáveis pela arrecadação dos ‘arregos’, quando um determinado grupo invadia a área do outro, e até entre oficiais.

Segundo as investigações, o sargento William Jeferson Ferreira Bicego, que atuava com o cabo Leonardo Rocha Figueiredo de Mello, disputava a propina de um mesmo ponto de mototáxis Bangu com o sargento Rafael Renan Costa Pontes e o cabo Jefferson Machado de Souza Campo. O local fica numa área limítrofe entre as regiões patrulhadas pelos dois grupos. De acordo com o MP, o ponto “era” da equipe do cabo Rocha, com quem o mototaxista responsável por recolher a propina mantinha contatos e fazia a escolta quando ia buscar o dinheiro.
Na casa do major Edson Alexandre Pinto de Góes foram apreendidos documentos, joias e R$ 287 mil
“Em sendo assim, havia discordância sobre qual equipe deveria atuar, não na repressão e fiscalização, mas na exigência e arrecadação de propinas para a associação criminosa do 14º BPM”, diz a denúncia.
Já entre os oficiais, o mal-estar pela disputa de propina foi entre os sargentos Marcelo Valim dos Santos e Luiz Fernando Paganinni. De licença, devido a um atropelamento, o sargento Valim continuou a receber a propina, o que desagradou ao sargento Paganinni. Foi preciso o coronel Fontenelle ordenar que o dinheiro continuasse sendo pago ao PM.
 
Trinta caixas de cerveja serviam como propina para policiais
Nem só de propina em dinheiro viviam os policias. Os ‘arregos’ também eram pagos em bebidas. A quantidade era estipulada pela quadrilha. Segundo a investigação, um dos alvos era a Ambev, obrigada a entregar ao bando, por mês, 30 caixas de cerveja. Já um motorista da Julio Simões Logística S/A, empresa que loca carros para a PM, tinha que dar ao grupo engradados de seis garrafas de um litro e meio de refrigerante.

Para chegar aos oficiais, a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança percorreu um longo caminho de investigação e cruzamento de dados. Em maio de 2013, a Subsecretaria desbaratou esquema de propina envolvendo policiais civis e militares em feiras de Bangu e Honório Gurgel, na Zona Oeste, na operação batizada de Compadre.

O grupo também era chamado de ‘Tropa da Mixaria’ por tomar até baldes de R$ 1,99 de trabalhadores ambulantes nas feiras. Roubar mercadorias era a punição a quem não tinha dinheiro para pagar a propina de R$ 5 a R$ 70, o ‘alvará’ do bando que permitia a venda em pontos irregulares. Do esquema, faziam parte 53 PMs, do 14º BPM (Bangu) e 9º BPM (Rocha Miranda), e sete civis, da 34ª DP (Bangu) e Delegacia de Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial (DRCPIm), além de 18 ‘cobradores’.
Em agosto de 2013, foi a vez da deflagração da operação Perigo Selvagem. Nela, foram identificados dez PMs, entre eles Walter Colchone, e o tenente-coronel Marcos Bastos Leal. Outros 15 acusados, entre eles o bicheiro Fernando Iggnácio, foram denunciados pelo Ministério Público à Justiça. “O trabalho foi sendo feito e, à medida que fomos comprovando, ocorreram as prisões. Fomos dos praças aos oficiais, num processo de investigação contínuo até culminar com a responsabilização do alto escalão”, explicou o subsecretário de Inteligência, Fábio Galvão.

Na ocasião, os agentes encontraram R$ 25 mil e lista de propinas no apartamento, em Olaria, do major Edson Alexandre Pinto de Goes, ligado ao coronel Alexandre Fontenelle. Porém, Edson não foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça na época por falta de mais provas. A estratégia de continuar investigando será mantida pela subsecretaria e o Gaeco. “Com o material apreendido, vamos alimentar outras investigações, como, por exemplo, a partir de 2010, quando o coronel Fontenelle estava à frente do 41ª BPM (Irajá) ”, exemplificou o promotor Cláudio Calo.
 
Fontenelle não quis julgar PM Colchone

Sorteado para integrar o Conselho Especial para julgar o capitão Walter Colchone, seu braço-direito no esquema de corrupção, e outros nove réus, como juiz da Auditoria de Justiça Militar, o coronel Alexandre Fontenelle, como a coluna ‘Justiça e Cidadania’ publicou ontem, foi à audiência no dia 30 de agosto do ano passado. Mas limitou-se a assinar a assentada, que relata o que ocorreu no dia. Isso porque o interrogatório dos acusados foi adiado, como esclareceu ontem a Auditoria de Justiça Militar. Fontenelle pediu para sair do Conselho. Na ocasião, o oficial alegou “motivo de ordem pessoal”

Na auditoria, Colchone é acusado de integrar a máfia dos caça-níqueis. O grupo — suspeito de ligação com o bicheiro Fernando Iggnácio — teria montado ainda plano para matar o ex-comandante da PM, coronel Erir Ribeiro, quando ele estava à frente do 2º Comando de Policiamento de Área (CPA), na Zona Oeste, por combater o jogo do bicho. O julgamento ainda não foi concluído.
 
PM pode ter novo comando
A revelação do megaesquema de corrupção que levou à prisão de seis oficiais e 16 praças balançou as estruturas da Polícia Militar. Durante toda esta terça, o clima dentro do Quartel General foi de incerteza diante dos boatos de que o comandante-geral da corporação, coronel José Luiz Castro, seria exonerado do cargo.

Pressionado, o governador Luiz Fernando Pezão jogou a decisão sobre os ombros do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a quem atribuiu as nomeações e demissões de sua pasta. Até o fim da noite de ontem, o nome mais cotado para assumir o comando da tropa era o do coronel Waldyr Soares, ex-corregedor e atual chefe de gabinete da PM. Ele negou ter sido convocado.
JORNAL O DIA

PM volta a informar: concurso não será anulado

  

Apesar da pressão feita por um grupo de candidatos e por diversos deputados, que pretendem abrir uma CPI e prender diretores da Exatus (organizadora), a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) voltou a informar na última segunda, dia 15, que não vai anular as provas do concurso para soldado, aplicadas no dia 31 de agosto. Segundo a Assessoria de Imprensa da corporação, até o momento, não há indícios que comprovem irregularidades e que a seleção ainda está em fase recursal, de administração da Exatus. Frente aos argumentos da PM-RJ, o cronograma do concurso segue normalmente, com os resultados dos recursos contra os gabaritos e provisório da prova objetiva mantidos para o próximo dia 30. Assim que forem liberados, poderão também ser consultados na FOLHA DIRIGIDA Online.

Caroline Zago, do Departamento Jurídico da Exatus, em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, na semana passada,  também informou que não vê motivo para anulação do concurso, mas salientou que serão eliminados os candidatos que infringiram o edital. Inclusive, afirmou que já foram identificados os participantes que tiraram fotos do cartão-resposta em branco e as veicularam na internet. Segundo ela, os problemas estão discriminados nas atas, sendo a relação dos excluídos do concurso divulgada juntamente com os resultados dos recursos relativos ao gabarito preliminar, bem como o provisório da prova objetiva.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sérgio Cabral envolvido em escândalo da Petrobras

O ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência Eduardo Campos, morto em um acidente de avião no último dia 13 de agosto, e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) estariam entre os beneficiários de um esquema de corrupção da Petrobras, segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.
Os nomes dos dois ex-governadores e da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), teriam sido mencionados por Costa em depoimento à Polícia Federal, informa reportagem publicada pela revista Veja em sua edição deste fim de semana.
O ex-executivo da Petrobras foi preso em março deste ano sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef e optou por colaborar com a polícia, concordando com a delação premiada.
Nos depoimentos prestados à Polícia Federal desde o dia 29 de agosto, Paulo Roberto Costa teria dito que os três governadores mencionados (todos de Estados com grandes projetos da Petrobras), seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados embolsaram dinheiro ou tiraram algum proveito da parte dos valores desviados dos cofres da Petrobras.
LEIA "AQUI" A REPORTAGEM COMPLETA DA REVISTA VEJA

ANULAÇÃO DO CONCURSO DA POLÍCIA MILITAR

Entre os deputados que deram apoio aos candidatos que foram à Assembléia Legislativa pedir a anulação da prova da Policia Militar, Paulo Ramos (Psol) disse esperar que esse seja o último concurso terceirizado pela corporação. Segundo ele, que atuou 22 anos na PM, tudo transcorria bem quando a organização ficava a cargo do Centro de Recrutamento e Seleção de Praças, o que não é bem assim. O parlamentar ainda disse que a organizadora Exatus não tem credibilidade e que os candidatos foram "extorquidos".


Alerj encaminha ao MP denúncias de irregularidades em concurso para PM/RJ

A Comissão de Segurança Pública da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) decidiu encaminhar ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado um conjunto de denúncias de irregularidades sobre o último concurso da Polícia Militar do Rio, realizado no dia 31 de agosto.
Na tarde desta terça, enquanto os deputados debatiam o caso, um grupo com cerca de 100 candidatos realizou um protesto nas escadarias da Alerj, no centro do Rio, pela anulação do concurso. A manifestação transcorreu de forma pacífica.
 Os deputados aprovaram por unanimidade a entrega ao MP e ao TCE de um dossiê sobre as irregularidades no concurso da PM
Segundo a Comissão de Segurança Pública, houve erros flagrantes, “desde a dissonância entre as questões aplicadas e o conteúdo previsto no edital até o uso irregular de telefones celulares durante as prova, o que era proibido”. Ainda de acordo com a Alerj, “também há indícios de falhas de conteúdo programático e erros de enunciados”. O concurso teve 105 mil candidatos inscritos, que disputam 6.000 vagas. 
FONTE: R7

terça-feira, 2 de setembro de 2014

40 oficiais da Polícia Militar estão passeando na Espanha, França, Portugal, Inglaterra e EUA.

Curso no exterior
paulo 
                                                                        
De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, julho registrou uma explosão de quase todos os índices de criminalidade no Estado em comparação ao mesmo mês do ano passado.
Foram 23% a mais de homicídios, 11% de roubos de veículos e 29% no total de assaltos.
Em meio a uma das maiores crises vividas pela segurança pública durante o governo Cabral/Pezão, boa parte dos homens que deveriam estar planejando soluções para os problemas estão passeando no exterior.
São 40 oficiais da Polícia Militar, que participam do Curso Superior de Polícia em variados destinos como Espanha, França, Portugal, Inglaterra e EUA.
Chefe do Estado Maior Operacional, o coronel Paulo Henrique de Moraes viaja como ‘chefe da delegação’. Revista Veja

sábado, 16 de agosto de 2014

A POLÊMICA DOS GUARDAS MUNICIPAIS ARMADOS

Lei autoriza guardas de todas as cidades brasileiras a usarem arma.

Cidades brasileiras já haviam armado suas guardas antes da sanção presidencial que legitimou o Estatuto Geral das Guardas Municipais. A nova lei garante direitos trabalhistas importantes à categoria, a exemplo do plano de carreira. Por outro lado, confere a esses profissionais o poder de polícia e lhes assegura, nacionalmente, o uso da arma de fogo. Estes são os aspectos do estatuto que reacenderam a polêmica.
Wadih Damous, presidente licenciado da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, classificou como “duvidosa” a constitucionalidade da mudança por meio de Lei Complementar ao invés de Emenda à Constituição, pois a Carta Magna prevê a quais órgãos cabe o exercício da segurança pública. As guardas municipais não estão entre eles: polícias civis, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal e polícias e corpos de bombeiros militares.
“A omissão às guardas municipais quando trata dos órgãos policiais e militares deixa clara a intenção dos constituintes de que elas não façam parte do sistema de segurança pública. Seu papel é outro: a proteção de bens, serviços e instalações públicas. Qualquer modificação exigiria emenda à Constituição”, escreveu o Wadih Damous para a Carta Maior, no último dia 2, antes da sanção da presidente Dilma Rousseff.
O cenário político atual, em que se discute a desmilitarização das polícias, corrobora contra a militarização de mais uma categoria. “Que ninguém se iluda. Estamos diante de um absurdo de grandes proporções”, afirmou Damous. Ele também questionou as implicações de subordinar uma polícia a cada prefeito brasileiro, enquanto o debate avança no sentido de unificar as instituições policiais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO : TRE desmantela suposto esquema de fraude para o PMDB


A fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro lacrou, por tempo indeterminado, a empresa de comunicação visual High Level Signs, no Méier, na sexta-feira (8). Segundo o TRE, a gráfica mantém contratos com a prefeitura do Rio e o governo estadual, com indícios de participação em esquema de desvio de dinheiro público para elaboração da propaganda de candidatos governistas da coligação PMDB, PP, PSC, PSD e PTB, em especial do ex-chefe da Casa Civil do prefeito Eduardo Paes (PMDB), o candidato a deputado federal Pedro Paulo (PMDB). Foram apreendidos R$ 28 mil em dinheiro, farto material de campanha, oito computadores e documentos.
De acordo com o TRE, a empresa produzia material gráfico do candidato à reeleição ao governo estadual Luiz Fernando Pezão (PMDB), a deputado federal Pedro Paulo (PMDB), Leonardo Picciani (PMDB), Sávio Neves (PEN) e Rodrigo Bethlem (PMDB) e a deputado estadual Lucinha (PSDB), Osório (PMDB), Serginho da Pastelaria (PTdoB), André Lazaroni (PMDB) e Rafael Picciani (PMDB).  O dinheiro apreendido ficará sob a custódia do TRE-RJ, que vai encaminhar fotos, gravação, documentos e material irregular de campanha ao Ministério Público Eleitoral e ao Ministério Público Estadual, responsáveis por ajuizar ações nas áreas eleitoral e criminal contra a empresa e os candidatos suspeitos de participar da fraude.
Segundo o TRE, a High Level Signs aparecia também como beneficiária em pelo menos onze boletos bancários de pagamento da Secretaria de Estado da Casa Civil, com valor total de R$ 340 mil. As investigações foram iniciadas após os candidatos a deputado federal Pedro Paulo (PMDB) e a deputado estadual Lucinha (PSDB) terem espalhado placas no bairro de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Como a tiragem declarada era pequena, a responsável pela fiscalização da propaganda, juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, determinou a verificação do endereço da gráfica, mas no local funcionava apenas um salão de beleza, levando à suspeita de que a empresa era usada como "laranja". A poucos metros funcionava a High Levels Signs, que impressionou pela quantidade, variedade e sofisticação das máquinas do parque gráfico e pelo volume de propaganda política, inclusive de placas semelhantes às de Sepetiba.
Os fiscais do TRE-RJ simularam, então, serem assessores de candidatos interessados na produção de material de campanha, desde que a gráfica concordasse em fazer constar nas placas uma tiragem inferior à efetivamente entregue. "Claro que fazemos, essa é uma prática muito comum", respondeu a recepcionista, que passou a elencar nomes de candidatos que encomendam material com tiragem adulterada, sem saber que tudo estava sendo gravado. Pela legislação eleitoral, a tiragem, o CNPJ do candidato e o da gráfica devem ser divulgados na propaganda. Os fiscais notaram ainda que o CNPJ da empresa de fachada aparecia em várias placas no depósito da High Level Signs, que agora está lacrado.
Entre os documentos apreendidos estão ordens de serviço, com tiragem de placas, banners e panfletos menor que a quantidade realmente entregue aos candidatos. Também há o email de um cliente, que pode revelar um provável esquema de maquiagem de CNPJ e lavagem de dinheiro. Dizendo seguir instruções de uma "conversa no escritório", o cliente repassa um CNPJ, que diz ser de sua empresa, para emissão ?das notas fiscais da campanha?. Em seguida, ele escreve que receberá 10% e pagará 6,5%, "como combinamos". Nas placas e banners produzidas na High Level Signs, foram identificados pelo menos três CNPJ diferentes.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Subtenente reformado cria personagem para criticar a PM

Ele é o subtenente Misso. Nome de guerra: SubMisso. O personagem, criado pelo subtenente Ricardo Garcia, foi a forma encontrada pelo PM, reformado há um ano, de mostrar o dia a dia dos policiais militares e ser “a voz dos companheiros”.
- É um jeito descontraído de chamar a atenção para problemas sérios de desvalorização profissional. Durante 33 anos servi à instituição e sei que quem está lá só tem o direito de ser submisso, de ser boneco - diz.
Se o boneco SubMisso é a voz dos PMs, o “YouTube” é a boca. Lá, Garcia hospedou no próprio canal (Subtenente Ricardo Garcia) o primeiro vídeo, que aborda o processo de pacificação de comunidades, entre outros assuntos, sob o título “TPM virtual”. SubMisso deve ganhar um canal próprio na sexta-feira, com a chegada do segundo episódio.

SubMisso ganha vida nas mãos do subtenente Garcia
SubMisso ganha vida nas mãos do subtenente Garcia
O destaque serão os gastos com a importação de cães que, segundo Garcia, chega a custar R$ 30 mil cada.
- Há um problema sério no trabalho do policial, que passa por toda a sociedade e pela instituição. O PM não está sendo valorizado por ninguém. Isso precisa ser pensado - ressalta.
Garcia diz não ter medo de perseguição. E afirma que tem feito mais amigos do que inimigos. O apoio chega na forma de e-mails, com relatos de policiais. As histórias serão contadas ao longo dos programas (o endereço para participações é garcia-domingos@ig.com.br ).
O trabalho é feito à noite, em um estúdio improvisado em casa, no Fonseca. Nele, câmeras amadoras ocupam gruas feitas à mão. O cenário foi construído por Garcia.
- Eu estou fazendo tudo, desde o roteiro até a edição final. Também não tenho como pagar uma equipe, já que minha aposentadoria é de R$ 1.200, depois de 33 anos servindo a PM. Mas me orgulho de não ter me corrompido, tento passar isso para quem está lá - explica.
O item mais caro é o astro SubMisso, que foi comprado por um vizinho de Garcia nos Estados Unidos. Já o boneco do “contrarregra” e “sonoplasta” foi mais barato.
Uma carreira marcada por polêmicas
A carreira militar de Garcia, encerrada no 12º BPM (Niterói), onde ficou por uma década, foi marcada pela polêmicas. Em 1999, ele se tornou o primeiro policial da ativa a escrever um livro: “O direito de não ter direito” rendeu, segundo o autor, 15 transferências de batalhões em um ano, de Campo Grande a Niterói. Depois, gravou o rap “Pancadão do PM”.
A Polícia Militar informou que não vai se pronunciar sobre o novo boneco e nem a respeito das denúncias feitas por Garcia. JORNAL EXTRA

BOPE recebe missão e convoca tropa especial para doar sangue


O Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, em parceria com o Hemorio e Disque Denúncia (2253-1177), realizam nesta terça-feira (5) na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) uma grande campanha de doação de sangue para a população do Rio de Janeiro. No próximo dia 25 de agosto, a segunda fase da campanha será aberta ao público na sede do Hemorio.
O objetivo do COE é unir os  batalhões  para aumentar o número de bolsas em cerca de 40% para cada dia de doação. Com as férias escolares e as baixas temperaturas houve uma acentuada queda no número de doadores, o que deixou o estoque de sangue abaixo do que é necessário para um bom atendimento.  
A campanha de amanhã pretende coletar 120 bolsas de sangue de 240 policiais. Cada bolsa pode atender até quatro pacientes, ou seja, 960 pessoas podem ser beneficiadas nos dois dias do evento.  As bolsas doadas irão compor os estoques para atender pacientes das unidades hospitalares das redes municipal e estadual e também de hospitais da Polícia Militar. Todo o efetivo do COE, mais de 2.000 homens, estará empregado na missão. Brevemente a campanha vai se estender a outros batalhões, multiplicando o número de PMs participando.

MENSAGEM DO DEPUTADO ESTADUAL PAULO RAMOS PARA OS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES

Justiça do Rio bloqueia bens de Rodrigo Bethlem, Vanessa Felippe e do major Magalhães Junior

 A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou os bens do deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB), de sua ex-mulher Vanessa Felippe, da ONG Casa Espírita Tesloo e do major reformado da Polícia Militar Sérgio Pereira de Magalhães Junior, ex-presidente da entidade. 
O pedido foi apresentado  pela promotora Gláucia Santana, da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania e atendido, por meio de liminar (decisão provisória) pela juíza Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio. O processo segue em segredo de Justiça.
A partir de conversas gravadas e divulgadas por Vanessa, nas quais o deputado admite receber propina, a promotora investiga se houve desvio de dinheiro nos contratos firmados entre a ONG Tesloo e a Secretaria Municipal de Assistência Social. Quando alguns desses contratos foram firmados, em 2011, Bethlem era o secretário da pasta.
Os contratos assinados durante a gestão dele somam R$ 17 milhões – ao todo, a prefeitura repassou à ONG cerca de R$ 80 milhões, calcula o Ministério Público. A entidade cuidava do cadastro de famílias de baixa renda e da assistência a usuários de crack.
 O Ministério Público investiga ainda se a pensão paga por Bethlem a Vanessa após a separação do casal foi paga com propina da ONG. Por isso os bens de Vanessa também foram bloqueados. A reportagem não conseguiu localizar, na noite desta segunda-feira, o deputado Bethlem e os demais investigados pelo Ministério Público.
 Na semana passada, Bethlem divulgou que  desistiu de sua candidatura. O comunicado foi feito no perfil oficial do político no Facebook.
“Em face aos recentes acontecimentos envolvendo o meu nome e pela necessidade de cuidar da minha família e preparar a minha defesa, declaro que estou encaminhando ao partido a retirada da minha candidatura para o pleito de 2014,” afirmou o parlamentar.
Na última segunda-feira (28), foi iniciada uma auditoria para apurar os contratos de ex-secretário da Prefeitura do Rio no período de 2009 e 2014. Lembrando que ainda não existe um prazo para a conclusão deste estudo.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pediu rigor nas investigações. Uma revista de grande circulação nacional denunciou, um dia antes, o esquema de corrupção.
Em 2011, Bethlem teria uma receita de R$ 100 mil. A assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que pelo fato de Rodrigo ser parlamentar tem possui foro privilegiado.

Desembargador Luiz Zveiter quer mudar regimento para voltar e ficar na presidência

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Luiz Zveiter encaminhou emenda ao regimento interno do tribunal para que cargos de direção sejam ocupados por até oito anos. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional, no artigo 102, e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não permitem a reeleição do presidente, e tampouco que os outros cargos diretivos sejam ocupados por mais de quatro anos.

O TJ-RJ deve decidir se Luiz Zveiter pode se candidatar a presidente da Casa de novo. As eleições estão marcadas para dezembro.

Zveiter presidiu o Tribunal entre 2009 e 2011, quando negou proteção policial à juíza Patrícia Acioli, que acabou sendo brutalmente assassinada. DIÁRIO DO PODER