quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Oficial da PM é preso por extorquir ex-funcionários

O capitão Luciano Martins de Araújo, 40 anos, foi preso nesta segunda-feira por agentes da Corregedoria da PM quando chegava de Miami, Estados Unidos, no aeroporto Internacional Tom Jobim.
Ele é acusado de tomar, com escolta armada, os valores da rescisão de contratos trabalhistas de R$ 56.879,21 de ex-funcionários da empresa Alfaseg Vigilância e Segurança Ltda que prestou serviço ao Hospital Federal do Andaraí de 2006 a 2011.
Para impedir que os vigilantes, que trabalharam na empresa, que está no nome da mulher do oficial, entrassem na Justiça, o policial lotado no Estado-Maior da PM fez reunião dia 20 de junho dentro da unidade. Na ocasião, ele afirmou que se alguém prejudicasse a sua mulher iria "detonar", como clara ameaça aos ex-funcionários, que gravaram o aúdio do encontro.

Para pressionar duas advogadas e os ex-funcionários, muitos contratados pela Infratec Vigilância e Segurança, que presta serviço ao Andaraí, o capitão contou com Adalberto de Andrade Freitas. Ele é coordenador de patrimônio da Infratec e organizou a reunião com os vigilantes.
De acordo com a assessoria de imprensa da PM, um Inquérito Policial-Militar (IPM) foi aberto, ao fim do qual o capitão poderá ser submetido a Conselho de Justificação, que pode resultar na demissão dele da corporação.
Em 2000, então lotado no gabinete do deputado estadual Domingos Brazão, foi indiciado pela morte do estudante Flávio Augusto filho, de 14 anos, na saída do jogo Flamengo x Vasco no Maracanã. Ele foi absolvido pela Justiça, com a tese da legítima defesa.
Em 26 de setembro do ano passado, o oficial retornou à corporação. O capitão está preso na Unidade Prisional, antigo BEP, da PM. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal e teve a prisão preventiva decretada pelos crimes de extorsão, frustração de direito assegurado por lei trabalhista, coação no curso do processo, falsidade ideológica e abuso de autoridade. As penas variam de um a dez anos de prisão.
Abaixo, o áudio de alguns trechos da reunião. Neles  o senhor Adalberto, ameaça em alto e bom que que: "...se continuar...vai ser pior...isso vai fugir da raia da Justiça. Vai fugir lá de dentro (...) sacanagem se paga com sacanagem...aquele que começar a vacilar... (...) eu desligo e mando embora...até para não tomar dimensão monstruosa...vai todo mundo para o mesmo barco...vai achar que é mole".
Em seguida, o capitão PM faz ameaças "Só que vai sair caro...estou te falando de coração. Se a minha esposa for indiciada, eu vou ver indiciado junto. Tô te falando de coração, eu não vou engolir isso. Tem questão judicial, tem, tem questão de alguma coisa que eu devo. Tem só que aí, meu irmão...você me sacaneou, essa questão de indiciar minha mulher criminalmente. Pô aí...parceiro, eu vou tomar atitude de polícia. Eu vou detonar, explodir tudo"
Dentro de poucos instantes, ele continua ameaçando os presentes "Se o troço vai descambar para o outro lado, sacanear minha mulher, por exemplo...eu não tenho medo de processo não. Já respondi por homicídio, sentei no banco dos reús e não tenho medo não (...) quando você faz sacanagem com os outros, tem que estar preparado para a volta da sua sacanagem (...) polícia mata e polícia morre também, é carne e osso...(...) não adianta vocês fazerem justiça com injustiça, o critério de justiça é você ser injusto com o injusto. A vingança nunca deixa rastro positivo"


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tentativa de assalto a restaurante na Tijuca deixa três mortos

Três pessoas morreram após tentativa de assalto a um restaurante na Rua Mariz e Barros, esquina com Professor Gabizo, na Tijuca, Zona Norte da cidade, na manhã desta segunda-feira. De acordo com PMs do 4º BPM (São Cristóvão), um casal entrou no estabelecimento e anunciou o assalto. Uma viatura passava pela região e foi acionada.
Policiais então abordaram a dupla, mas a mulher reagiu e atirou contra os militares, que revidaram. O casal morreu dentro do restaurante. Um terceiro assaltante tentou escapar, mas foi baleado e acabou caindo próximo à Praça Afonso Pena. Militares disseram que ele morreu a caminho do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.
Segundo a PM, outros três homens que faziam parte do grupo fugiram pulando o muro do restaurante. A PM faz buscas na região para tentar localizá-los. O restaurante estava fechado na hora do assalto. Foram apreendidas duas pistolas e dois revólveres. Segundo informações dos funcionários que estavam no local, foram levados pelo menos R$ 10 mil, além de pertences das vítimas.
O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Ronal Langres Freitas de Santana, prometeu reforçar o policiamento na região. "A polícia trabalhou com cautela, mas com rapidez. Os bandidos agiram com muita ousadia", disse. O caso será registrado na 18ª DP (Praça da Bandeira). Segundo os agentes, 14 testemunhas serão ouvidas na tarde desta segunda-feira.
Por conta do crime, a Rua Professor Gabizo teve um trecho interditado, entre as ruas Heitor Beltrão e Mariz e Barros.





JORNAL O DIA

MILÍCIA NA BAÍA DE GUANABARA

A polícia investiga a existência de um grupo de milicianos na Baía de Guanabara. Segundo Wellington Vieira, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, a quadrilha, formada por policiais ligados a pescadores, teria delimitado áreas de pesca na baía. Assim, pescadores da Barra estariam impedidos de trabalhar perto de Niterói. A existência do grupo foi revelada por testemunhas do desaparecimento de dois pescadores

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO E A CONDIÇÕES DESUMANAS DE TRABALHO DO POLICIAIS MILITARES

Na Rocinha, policiais reclamam de condição "desumana" de trabalho
Formados há três meses, soldados ainda recebem como alunos

O governo do Rio de Janeiro está improvisando na área da Segurança Pública para instalar Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em comunidades aonde não houve preparo antecipado, como acontece na Rocinha. Curiosamente, isto ocorre em um ano eleitoral.
Na Rocinha, o policiamento é feito, segundo admitiu a própria Polícia Militar, por “estagiários” e não soldados. Por serem tratados ainda como em “fase de treinamento”, os recém-formados recebem como recrutas, menos do que é pago aos soldados. Mas, no fundo, todos exercem as mesmas funções de policiar.
Eles se formaram em maio, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na turma conhecida como 5ª Companhia Bravo, composta por 600 recrutas. Destes, cerca de 200 foram para a Rocinha. Lá ainda não há previsão de instalação das UPPs. Os demais formandos foram para o Complexo do Alemão, aonde a falta de estrutura também foi denunciada ao Jornal do Brasil na segunda-feira (30), por outro policial militar insatisfeito com o pouco caso do governo para as condições de trabalho nas UPP.( leia)

Alguns destes “recrutas” que estão na Rocinha, como um deles - o policial “Y” - confessou ao JB, têm dificuldades até para chegar ao 23º BPM, no Leblon, corporação à qual estão lotados. “A gente precisa de dinheiro para trabalhar. Para eles (oficiais), não importa se eu tenho aluguel, se eu preciso pagar a fralda dos meus filhos”, queixa-se. O curioso, pelo que diz, é que "até a Companhia que se formou depois de nós recebe vencimentos de soldados”, narra. 
O improviso, porém, é maior. Além da falta de pagamento, o policial "Y" enumera outras situações pelas quais passam cotidianamente que, segundo entende, afetam a “dignidade” da tropa.
Com ou sem instalações, os policiais dão jornada de 12h em pé. A medida, segundo a PM, visa protegê-los contra possíveis ataques. Se estiverem em viaturas, ficam ao lado delas. Mas muitos chegam à Rocinha em ônibus da corporação e tiram o serviço a pé. “Se sentarmos, por dez minutos que sejam, e algum superior nos ver, podemos ser presos”, revela o policial “Y”, que não se deixou fotografar e cuja identidade foi preservada para evitar represálias. Segundo ele, durante as 12 horas de jornada, uma única refeição é distribuída.  Ao contrário do que ocorre no Alemão, onde os PMs ainda têm o banheiro das estações do teleférico que acabam usando, na Rocinha não há algo parecido. 
Segundo o policial “Y”, é preciso avisar antes de sair da viatura para ir a um banheiro, do contrário é possível sofrer autuação por abandono de posto. “Não temos banheiro. Ficamos a mercê da boa vontade dos comerciantes para utilizar os sanitários deles. Pedimos pelo rádio para ser liberados, e se um colega tiver um problema intestinal e não tiver tempo de avisar, como faz?” 
Ele insiste: "Não temos a quem recorrer, ficamos a mercê da sorte”, diz a fonte do JB.

Pagamento
Os policiais formados na Companhia Bravo, imediatamente lotados no Alemão e na Rocinha, recebem o salário bruto dos alunos do CFAP, cerca de R$ 1.040. Com os descontos, os vencimentos são inferiores a mil reais. Benefícios como auxílio transporte - cerca de R$ 100 -, e a gratificação prometida pela prefeitura do município - R$ 500 -, também não foram pagos até hoje. No caso dessa gratificação, a justificativa para não receberem é de que a Rocinha ainda não tem uma UPP. Por isto, os policiais têm dificuldade até para chegarem ao quartel. Como soldados, eles deveriam receber cerca de R$ 1.700 brutos.
Por causa da demora nesta promoção a soldados, ele relata um drama pessoal. “Entrei no CFAP com meu nome limpo e saí sujo, devendo dinheiro ao banco. Se não fossem meus amigos, nem telefone eu teria”, queixa-se. “Nem o auxílio transporte, que é pouco, estamos recebendo", completa.
A surpresa da não promoção só foi conhecida quando os policiais checaram a conta bancária na data em que deveriam receber seus vencimentos. “A gente só soube do salário quando entrou na conta. Nem contracheque temos”, afirma.
O policial “Y” critica a falta de informações dentro da corporação. Segundo ele, recentemente um superior avisou que seria aberto um processo de expulsão sumária da Polícia Militar para o soldado que faltasse a um dia de trabalho. "Na maioria das vezes somos coagidos. O superior informou que se tiver falta no próximo serviço, vamos responder junto a um Conselho, em um processo de expulsão sumária da corporação, porque um companheiro, numa eventualidade, não teve dinheiro para ir ao trabalho”, conta.

Equipamento
Em relação ao equipamento, o policial deu informações similares às publicadas pelo JB, na segunda-feira, com base em depoimento de outro PM. O armamento da "UPP da Rocinha", segundo diz, é composto majoritariamente por pistolas com mais de oito anos de uso. A quantidade de fuzis é ínfima, o que deixa vulneráveis os policiais no caso de ataques violentos. E eles ocorrem, embora nem sempre sejam noticiados.
Outros recrutas da Rocinha narram que, há um mês e meio, uma guarnição com quatro deles foi atacada por bandidos na Rua 1, uma das principais vias de acesso da comunidade. Ao cruzarem um beco, os PMs em serviço se depararam com cinco bandidos armados. 
Os marginais abriram fogo. Foram mais de 60 disparos contra o veículo da PM. Os calibres das armas eram PT 380, PT 40 e uma submetralhadora de 9 mm. O fato aconteceu em um domingo, à tarde, quando havia muita gente no local. Os policiais não atiraram para preservar a integridade dos civis. O reforço pedido pelo rádio levou 30 minutos para chegar. Mas era tarde, os bandidos já tinham fugido.
“Entrou um armamento novo que também já está dando problema . Há pouquíssimos fuzis, não chega a um por viatura. Isso não existe. Se sofrermos uma investida de marginais com fuzis, vamos ter que procurar abrigo. Não há como revidar”. 

Tráfico de drogas e doação
A Secretaria de Segurança Pública do Estado já explicou que o objetivo da pacificação das comunidades não é acabar com o tráfico de drogas, mas erradicar a ostentação de traficantes com armas e seu domínio territorial na região. O policial “Y” confirma, portanto, que o tráfico de drogas continua naturalmente na favela. Embora os marginais não disponham de armamento tão poderoso como no passado, ainda circulam com pistolas PT45, calibre capaz de grandes estragos.
“De vez em quando vemos alguém portando uma pistola PT45 dentro da comunidade. Não tem ostentação, mas há gente armada. O problema é a exposição”, relata. “Acredito que mesmo o nosso fuzil não vá funcionar, é muito antigo. Posso até dar dois tiros, mas ele vai acabar travando."
O soldado conta ainda que os coletes usados pelos PMs na Rocinha foram doados por uma empresa, cujo nome não revelou.
De armas não letais, eles dispõem apenas de spray de pimenta. Seu uso, contudo, é controlado. No caso de um tumulto, de uma agitação da multidão, a única reação cabível, segundo ele, é a “covardia”.
“Se houver uma grande confusão, teremos de dar uma de covardes (apenas assistir ao fato). Se atirarmos para o alto, responderemos por incitação. Respondemos pelo tiro dado a esmo”.

Rádios
Ele também reclama que os rádios não funcionam, tal como denunciou o outro policial na semana passada. Segundo o policial "Y", é comum o equipamento estar quebrado. Ele acrescenta: “Há viaturas paradas na Rocinha que não funcionam. Para socorrer alguém temos de pedir apoio. Faltam condições de trabalho, pessoal e financeira”, resume.

Jornada e alimentação 
Na Rocinha, o regime é de doze horas trabalhadas por 24 horas de folga. Segundo o policial "Y", o contingente de um plantão só é liberado com a chegada da rendição, o que costuma ultrapassar a jornada de 12 horas, sem nenhuma compensação.
“A gente acorda às quatro da manhã para chegar ao batalhão na hora, e só consegue sair da Zona Sul lá pelas nove horas da noite. É subumano ficar doze horas em pé". 
Outra reclamação é a comida. De acordo com ele, os soldados recebem apenas uma refeição por dia. A quantidade é econômica: arroz, feijão, carne e farofa. Além da escassez de alimento, os policiais precisam se revezar para comer.
“Recebemos uma quentinha e não temos onde comer, nem na viatura. Temos de esperar o colega almoçar para comer. Gastamos muita energia e aquele pingo de comida não é suficiente para alimentar quem está de prontidão. Se não tirarmos do bolso, ficamos só nessa refeição”.

Curso de formação
O soldado também critica o curso ministrado no CFAP, preparação “jogada” nos alunos da 5ª Companhia Bravo. A matéria de sobrevivência urbana, fundamental aos recém-ingressados para aprenderam a se portar em comunidade, teve apenas uma aula. “Quem gosta de combate treina por conta própria. Jogaram a gente lá dentro sem saber nada da geografia e da tática militar necessárias", denuncia.
O trabalho na comunidades é dividido em três: na ‘visibilidade’, viaturas se espalham pelo local para monitorar a movimentação; o Grupo de Policiamento de Proximidade (GPP) faz o patrulhamento por rua; e o Grupo Tático de Policiamento de Proximidade (GTPP), estuda as ações táticas tomadas em incursões. Sua turma não pôde escolher entre as três áreas.
“Muitas vezes cheguei para trabalhar como GPP e descobri que estava em 'visibilidade', ou vice-versa. Sempre tínhamos que chegar mais cedo porque os horários das funções variavam. Antes de ir para a Rocinha, fizemos um serviço de praia. Esse foi o nosso estágio para vir para a rua e defender a sociedade”, ironiza.
Em relação à falta de estrutura, há situações risíveis: “Podemos parar uma moto que esteja irregular, mas não há quem reboque o veículo. Até temos liberdade de ação, mas faltam condições para dar continuidade ao trabalho”, diz.

Porte de arma
Apesar de ter o porte de arma, o policial “Y” ainda não conseguiu a liberação do documento necessário para retirar o armamento de uma loja legal. Para agravar a situação, diz, todo policial precisa portar a carteira de militar. Em caso contrário, pode ser preso.
“É muito fácil alguém nos pegar do serviço ou até sequestrar. Temos de ficar nos escondendo, essa é a realidade. A carteira de policial tem de ficar escondida.”
Este quadro de penúria e improviso o leva a concluir que há má aplicação dos recursos, prejudicando o serviço: "Estamos subutilizados. Somos como fantoches, para ser filmados pela Globo dizendo: ‘olha, a UPP funciona, tem muito policial na rua'”, critica. “Fiz concurso para melhorar de vida, não para ficar com o nome sujo. Vai ter gente ficando maluca, e para fazer uma besteira, como agredir alguém, não custa muito. A gente quer é trabalhar”.



domingo, 5 de agosto de 2012

PMs INOCENTES ESTÃO PRESOS

Manisfestação em busca de JUSTIÇA!!!!
O Ministério Público tem a obrigação de pedir a absolvição do réu quando não há provas de autoria, por força legal.

Manifestantes exigem prisão de Cabral por corrupção

Esquina do governador do Rio de Janeiro está ocupada por tempo indeterminado desde o dia 26 de julho
 
Um grupo de pessoas realiza desde o dia 26 de julho uma manifestação permanente na esquina da avenida Delfim Moreira com a rua Aristides Espínola, em frente à casa do governador Sérgio Cabral Filho, na Praia do Leblon, zona sul do Rio, e diz ter sido ameaçado de morte na terça-feira por homens armados no local. Eles estão exigindo a prisão de Cabral por suspeitas de envolvimento em uma série de crimes, como suas ligações com milícias e com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, acusada de estar no centro do esquema de corrupção comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, e isenções fiscais concedidas a boates termas (prostíbulos de luxo), entre outras suspeitas.
Nesta sexta-feira os manifestantes fizeram a ‘festa do guardanapo’. Com guardanapos na cabeça, encenaram a festança de Cabral em Paris com Fernando Cavendish e os secretários Wilson Carlos, Sérgio Côrtes, Julio Lopes e Régis Fichtner, amigo de Cavendish escalado por Cabral para investigar os contratos da Delta com o governo do estado, supostamente paga com dinheiro público e cujas fotos vazaram para a imprensa.
“O governador Sérgio Cabral Filho é líder de uma quadrilha que transformou o Rio de Janeiro em uma ditadura de mafiosos”, falava ao megafone o cinegrafista independente e ativista Pedro Rios Leão, que iniciou a manifestação.
Os manifestantes carregam cartazes com dizeres como "nesta rua mora um ladrão", “Cabral: chefe de milícia”, “rouba nosso dinheiro e isenta imposto de puteiro”, “assassino de hospital”, “vergonha do Rio” e “Fora Cabral? Buzine!” Enquanto o Epoch Times permaneceu no local, no início da noite, houve buzinaço em diversos momentos e moradores de passagem pararam para conversar com os manifestantes e mostrar apoio.
“A gente está fazendo uma resistência pacífica, tendo um bom relacionamento com os vizinhos e uma adesão massiva de quem passa. De repente, quando as coisas começaram a ganhar corpo, a gente começou a sofrer ameaças. Eu estava saindo daqui e um policial da guarda do governador identificado como Pacheco me abordou agressivamente, me revistou e falou que eu não sabia o que ia acontecer comigo se eu continuasse com isso”, conta Leão.
“Nessa mesma noite, por volta das 22h, dois homens desceram de uma motocicleta sem placa, nos fotografaram, nos mostraram armas e falaram que nós estávamos mesmo com muita pressa de morrer, que estávamos incomodando o governador. Há imagens das câmeras de segurança”, diz Pedro informando que fizeram em seguida uma denúncia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e um boletim de ocorrência no 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Leblon.

Boletim de Ocorrência das ameaças de morte sofridas pelos manifestantes feito no 23º BPM, no Leblon. (Cortesia de Pedro Rios Leão)










 Boletim de Ocorrência das ameaças de morte sofridas pelos manifestantes feito no 23º BPM, no Leblon.

Pedro se diz surpreendido com as ameaças. “No início eu achava que ele (governador Sérgio Cabral) nunca ia tentar fazer nada com a gente, agora eu não estou mais tão tranquilo, porque o cara é protegido pelo governo federal e é realmente crente da impunidade. Ele se filma com empreiteiros corruptos em Paris, então eu não sei realmente em que nível ele está. E as provas são claras, eu adoraria se ele me processasse por eu estar chamando ele de ladrão, porque aí eu poderia pôr os contratos no meu processo, mas ele não vai me processar”, diz Leão apontando também para a residência do empreiteiro Fernando Cavendish, que mora na rua ao lado. “Podia instalar uma UPP aqui para combater a criminalidade.”
A professora universitária Sarah Nery, de 30 anos veio de Niterói depois de saber das ameaças. “Eu fiquei ainda mais indignada e vim, porque a manifestação é pacífica e a causa é totalmente legítima, até funcionários do poder público que passam aqui apoiam e a polícia está dando cobertura”, diz Nery destacando o caráter apartidário e sem lideranças do movimento, que classifica como da sociedade civil. “Qualquer um pode vir. Somos cidadãos indignados que não aguentam mais essa situação.”
Para Sarah, o maior crime do governador é tirar o dinheiro da população e usar em benefício próprio. “Eu estou aqui porque a gente precisa fazer alguma coisa para mudar o que está acontecendo na nossa cara, todo mundo sabe, a gente já se acostumou com a corrupção, a gente já acha que faz parte, mas não faz parte. O Brasil é um país riquíssimo, cheio de possibilidades incríveis, e o que está acontecendo há 500 anos nesse país está destruindo totalmente o território, a população, a fauna e a flora. Então chega num ponto que a gente precisa dar um basta mesmo, a gente precisa gritar na rua, a gente precisa ocupar um espaço, sentar e falar ‘eu vou ficar aqui, esse espaço é público, eu sou o público e o poder público e nós vamos nos manifestar contra o que está acontecendo, porque todos esses recursos são nossos, não dessas pessoas que foram escolhidas para nos representar mas estão representando somente seus interesses particulares”.
“O capital entrou totalmente no poder do estado, o estado vive a serviço de uma máfia de empresas, e as pessoas não têm hospital, não têm educação, não têm transporte, passam fome, e ele sabe disso. Ele sabe que enquanto ele tem uma vida classe AAA+, tem pessoas vivendo em classe E, F, Z, e ele simplesmente tira o dinheiro dessas pessoas em benefício próprio, esse é o maior crime dele”, afirma.
O estudante de jornalismo X, de 18 anos, que preferiu não se identificar por razões de segurança, também veio de longe. “Eu moro na Tijuca (zona norte da cidade), e eu estou aqui na zona sul para cobrar porque eu acho que não está bom, e quando a gente acha que não está bom não adianta ficar em casa de braços cruzados. Eu vim para cá mostrar que tem jovem que está engajado, que quer mudar e eu vou até onde for preciso. Eu gostaria que cada jovem e cada pessoa não ficasse desacreditado, vale a pena lutar e se todo mundo se juntar a gente consegue tirar ele (Cabral) do poder.”
A ocupação é por tempo indeterminado e foi organizada nas redes sociais. Os manifestantes realizam hoje uma marcha até o Arpoador.



Alegados crimes da gestão Sérgio Cabral Filho



“O que a gente está fazendo aqui é simplesmente demonstrando para o Ministério Público que a gente sabe o que é um contrato sem licitação, superfaturado, fraudado e com aditivos ilegais. A gente sabe que se o Cabral não sofre nada é porque tem mais bandidos ajudando ele. As provas que pesam contra o governador são gigantescas e até foram divulgadas no Jornal Nacional, mas existe uma blindagem em cima dele pelo Governo Federal, que é comprometido com o caso Delta, uma blindagem no Congresso Nacional, na Alerj e existe um bandido no Tribunal de Contas do Estado chamado Aloisio Neves”, explica Pedro Rios Leão.

“Já que o estado não faz nada, o cara vai ter que aturar a gente aqui porque ele ainda está matando gente. Impeachment ele tinha que ter sofrido quando aceitou o jatinho do Eike Batista. Esse cara tem que ir para a cadeia, ele é uma ameaça à sociedade, cada dia que ele passa solto mais pessoas morrem por sua causa, ele realmente é um caso de segurança, ele tem que ser preso.”
Além dos contratos suspeitos de 1,5 bilhão de reais com a construtora Delta, os manifestantes lembram também a isenção fiscal de 50 bilhões de reais entre 2007 e 2010 para empresas que vão desde motéis e boates ao cabeleireiro do governador e a ligação de Cabral com milícias.
“O governador Cabral não tem noção da realidade, ele perdeu completamente a vergonha. O cara lançou no Diário Oficial do estado isenção fiscal de 425 mil reais para boates termas como a Solarium e a Monte Carlo, puteiros na Lagoa Rodrigo de Freitas e em Copacabana. Isenção fiscal é dinheiro público, agora me diz o que leva o governador a fazer isso, é muita cara de pau. Senhor governador, a gente sabe o que é uma boate termas.”
“O vídeo daquela festinha dele em um evento público na zona oeste com os milicianos "Jerominho" e "Natalino"... Quer dizer, quem é que manda ali? Ele estava ali incauto? Os milicianos foram presos em decorrência da CPI das Milícias, mas eles sempre obedecem a um poder maior, o dinheiro sempre sobe”, diz Pedro, para quem a pacificação das favelas é um roubo e um projeto de dominação.
“O processo de pacificação das UPPs servem em primeiro lugar a um projeto de expansão imobiliária para expulsar os pobres da zona sul, e em segundo lugar como projeto de fortalecimento das milícias. Porque só tem UPP em favelas tradicionalmente dominadas pelo tráfico. A única favela de milícia que recebeu UPP foi a do Batan, porque dois jornalistas foram assassinados lá. Aliás, só por isso foi instalada a CPI das Milícias na Alerj e só por isso o Jerominho e o Natalino foram presos, e é óbvio que ouve algum acordo para poupar cabeças maiores. A gestão do governador coincide com o crescimento das milícias no estado.”
O cinegrafista denuncia também a desapropriação de 1500 famílias que há 150 anos vivem de suas terras na região do Açu, área rural no município de São João da Barra, norte do estado, para dar lugar a um parque industrial da empresa LLX, do empresário Eike Batista. “O Sérgio Cabral mandou a polícia, expulsou todo mundo e tem dado 3 mil reais de indenização, isso é crime.”
Pedro lembra também o crescimento espetacular do escritório de advocacia da esposa do governador, Adriana Ancelmo Cabral, que advoga para empresas e concessionárias do estado; o caso da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, em Santa Cruz, denunciada pelo Ministério Público por crimes ambientais como a emissão de ferro-gusa, que tem causado sérios danos de saúde à população local; o envio de bombeiros que reivindicavam melhores salários em fevereiro desde ano para o presídio de segurança máxima Bangu I; o caso do sucateamento dos bondes de Santa Teresa que resultou na morte de seis pessoas e mais de 50 feridos num acidente em agosto do ano passado; a isenção fiscal de 4,16 milhões de reais para a Coca-Cola exibir as Olimpíadas de Londres num telão instalado na Quinta da Boa Vista, que até hoje não funciona; e a precarização da saúde e a ordem de demolição do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), que atende 80 mil pacientes, para dar lugar a um laboratório que custará cerca de 500 milhões de reais, segundo o governo. “Pela ficha do governador e sua gente, vê-se que não são pessoas idôneas”, conclui Leão.

(Bruno Menezes/The Epoch Times)
(Bruno Menezes/The Epoch Times)
(Bruno Menezes/The Epoch Times)


(Bruno Menezes/The Epoch Times)


FONTE: EPOCHTIMES.

FOTOS: (Bruno Menezes/The Epoch Times)

Ex-chefe de Polícia Civil diz que não há crime sem 'acerto' e critica as UPPs


A culpa é dos mocinhos'

Difícil de reconhecer, o delegado Hélio Luz, que foi chefe da Polícia Civil fluminense de 1995 a 1997, circula incógnito pelas ruas do Rio. Aos 66 anos, sem barba, cabelos curtos e bem magro, aproveita a aposentadoria levando uma vida tranqüila, alternando-se entre Rio e
              "Como eu vou acreditar nas UPPs se os DPOs nunca deram certo?"
Porto Alegre, sua cidade natal. Longe do poder, mas nunca das polêmicas, Luz não acredita que as UPPs vão dar certo. Além disso, atribui a culpa pela criminalidade aos "mocinhos", ou seja, os integrantes do sistema de segurança do estado.
 
Como o senhor avalia a atual política de segurança pública do Rio?
A verdade é que essa política não existe. Tudo é feito no imediatismo, afinal de ontas, o Brasil é o país do improviso. O que existe é uma política de segurança desse governo, feita para durar quatro anos, e não uma política para a sociedade, a médio e longo prazo.

Mas e as Unidades de Polícia Pacif icadora? Não são algo planejado?
Não. Se fosse planejado, a Polícia Militar teria feito primeiro o dever de casa, que é saber controlar a sua tropa. Ela mesma reconhece o descontrole interno, que há corrupção. Esse controle é o primeiro passo e não foi feito. Então, foi improvisado mais uma vez.
 

A decisão de entrar no Alemão foi correta?
Acabou sendo porque deu certo. Um improviso que acabou funcionando. A população de lá deve estar boquiaberta, nunca teve saúde, transporte. E agora ganha teleférico. É incrível.
 

E a situação do Alemão?
Com o tempo, essa ocupação não resiste. Tá aí, já me-tralharam (a sede da UPP). Não tem eficiência. Eu não sou crítico dessa política. Quem está na linha de fogo é que sabe como o negócio é complicado. Eu só tenho uma percepção diferente.
 

Como o senhor avalia as UPPs?
Eu realmente gostaria que o programa desse certo, mas elas são a reprodução de algo que já conhecemos, os Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPO), que já existem há mais de 40 anos, e não deram certo por causa da corrupção. A idéia é a mesma: alocar policiais numa área geográfica. Como vou acreditar na UPP se os DPOs nunca deram certo?
 

Então, se não é a UPP, qual é a solução para o tráfico?
O problema é que a UPP é a política voltada para o en-frentamento dos bandidos. Mas acho que se nós temos que ter atenção com os mocinhos. Assim, teríamos de fato uma redução de criminalidade de longo prazo. Gostam de dizer que a criminalidade no Rio é resultado da ação dos denominados bandidos. Mas, para mim, é culpa dos mocinhos, porque eles é que são os verdadeiros bandidos.

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JORNAL EXTRA

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Estão com peninha do bandido? Então leva ele pra morar com você!!!

A vítima do sequestro-relâmpago foi uma mulher, rendida na Avenida Lúcio Costa por quatro homens. Ela estava com um sobrinho, que tinha acabado de buscar na escola. Os criminosos renderam a mulher dentro do carro dela, e seguiram com ela e o sobrinho.
A Polícia Militar foi avisada da ação dos bandidos e conseguiu interceptá-los ainda na Barra da Tijuca. Os quatro homens foram presos e as vítimas libertadas sem ferimentos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

UPP do Fallet atacada a tiros de fuzil

Traficantes armados de pistolas e fuzis atacaram às 2h de ontem uma guarnição da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Fallet-Fogueteiro, no Morro da Coroa. Dois PMs trocaram tiros com os bandidos por dez minutos. Outros dois soldados fugiram rolando por uma escadaria. Todos passam bem.
Segundo a PM, o ataque pode ter sido em represália à ocupação de boca de fumo conhecida como Posto 1. O local fica numa escadaria, a 70 metros da base da UPP. Na 7ª DP (Santa Teresa), onde o fato foi registrado, os PMs que revidaram contaram que os bandidos gritavam “bota a cara para morrer, seus vermes”. Depois fugiram para a parte mais alta da favela. Os dois colegas que rolaram escada abaixo foram socorridos no Hospital Central da PM.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A soldado Fabiana morreu com um tiro de fuzil durante ataque no Complexo do Alemão

Uma policial morreu com um tiro de fuzil durante atentado à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Segundo a assessoria da PM, ela teria sido baleada dentro do segundo andar da unidade, que foi destruído pelos disparos. Já colegas que a socorreram afirmam que a policial correu após o ataque e foi atingida na rua. 
A soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, morreu após levar um tiro de fuzil 762. A bala teria atravessado o colete.
Ela foi encaminhada para a UPA da região, mas não resistiu aos ferimentos. Quando a UPP foi alvejada, a soldado tentou fugir para a frente do local e foi atingida. A soldado tinha apenas 4 meses na corporação.


*Em nota, a Secretaria de Segurança do Estado informou que criminosos atacaram as forcas policiais da UPP Nova Brasília na noite desta segunda-feira. A sede administrativa e o contêiner de apoio foram alvejados e um policial foi morto. O Bope foi enviado para o local para dar reforço ao policiamento de buscas aos criminosos.

PM é encontrado morto com sinais de tortura

O corpo do cabo da Polícia Militar Marcio Machado Melo apresentava sinais de tortura e foi encontrado em Costa Barros, na zona norte do Rio. O PM era lotado no batalhão de campanha, no Complexo do Alemão.

sábado, 21 de julho de 2012

PROEIS DE MAIO PAGO AGORA EM JULHO, SERÁ?

ACONTECEU
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) depositou ontem a gratificação para mais 202 policiais militares que participaram do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) em maio. O valor depositado foi de R$ 94.293,75. Do total de policiais militares, 69 foram beneficiados por meio do convênio com a Light, e 133 com a Supervia. Os valores recebidos variam de acordo com o posto ocupado, o turno de trabalho e a demanda de segurança do órgão conveniado. Um praça ou graduado da PM recebe R$ 150, e um oficial, R$ 175 pelo turno máximo de oito horas trabalhadas. 

OBS:POLICIAIS QUE TRABALHARAM NO PROEIS-METRÔ NO MÊS DE MAIO, NÃO RECEBERAM  ATÉ A DATA DE HOJE!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Currais eleitorais das milícias


A Secretaria de Segurança Pública do Rio já começou a rastrear todos os policiais e bombeiros que se lançaram como candidatos a vereador este ano, para tentar descobrir se eles têm envolvimento com as milícias. O subsecretário de Inteligência da secretaria, o delegado da PF Fábio Galvão, informou que já tem uma equipe investigando a campanha dos policiais.
Numa reunião de quase duas horas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi montada a estratégia para evitar que o crime organizado interfira nos resultados das eleições em seus redutos criminosos, principalmente os dominados pelas milícias.
Entre as novidades está a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que controla as atividades de inteligência no país, na força-tarefa formada pelo Comando Militar do Leste (CML), pelas polícias Federal e Rodoviária Federal, pela Secretaria de Segurança e pelo Ministério Público Federal, sob o comando do presidente do TRE, Luiz Zveiter.
— Já fizemos um levantamento dos currais eleitorais das milícias. Agora, estamos analisando os nomes dos policiais e bombeiros que estão licenciados com o objetivo de concorrer. Isso não quer dizer que todos têm ligações com as milícias, mas queremos identificar os que se aliaram aos milicianos para intimidar os moradores a votar neles — explicou o subsecretário Galvão. 
Na segunda-feira, O GLOBO revelou que a Secretaria de Segurança tem mapeadas 184 áreas dominadas por milícias e que os criminosos já estavam se articulando em seus currais eleitorais para cooptar os moradores a votar nos candidatos milicianos. Daí a criação da força-tarefa para evitar que isso ocorra nas eleições do Rio. Segundo Galvão, as denúncias já estão chegando e estão sendo analisadas pelos agentes. Ele lembrou que as informações são sigilosas, para a segurança dos moradores.
Outra medida tomada pela Polícia Federal nestas eleições é a utilização de agentes infiltrados para levantar os candidatos apoiados pelas milícias:
— Já estamos trabalhando nisso há algum tempo. Nosso apoio ao Judiciário nas eleições é permanente. Estamos com equipes disfarçadas para levantar os dados. Muita gente ainda não se deu conta que o processo eleitoral já começou — disse o superintendente da PF, Valmir Lemos de Oliveira. TRE processa denúncias sobre currais eleitorais 

O presidente do TRE, Luiz Zveiter, disse que as reuniões ocorrerão todas as terças-feiras e que, desde ontem está sendo montado o Centro de Controle e Comando do TRE, para processar todas as denúncias sobre currais eleitorais.
— Na nossa próxima reunião, já teremos todo o mapeamento detalhado das áreas onde
o crime organizado atua, sejam as milícias, os traficantes ou outros grupos criminosos. As denúncias estão chegando ao juiz responsável pela fiscalização eleitoral. A força-tarefa vai atuar até o fim das eleições — explicou o presidente.
O coronel Caio Augusto Salgado de Oliveira, do Comando Militar do Leste, disse que o serviço de inteligência do Exército já foi acionado. Segundo ele, o número de homens que dará segurança às eleições será definido pelo Ministério da Defesa. 

O superintendente do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, Alexandre Bueno, disse que os agentes estarão nas rodovias colhendo dados.
— Nas últimas eleições, em Magé, conseguimos garantir o pleito, cooperando com outras forças — disse Bueno.
Segundo o procurador regional eleitoral do Ministério Público Federal (MPF), Maurício da Rocha Ribeiro, a integração entre os órgãos é fundamental:
— Assim que recebermos as denúncias, vamos repassar aos promotores eleitorais de cada região, que irão fazer as denúncias para a apreciação dos juizes eleitorais. A parceria fará com que identifiquemos os focos problemáticos com mais agilidade.


sábado, 14 de julho de 2012

VITÓRIA CONSEGUIDA NA JUSTIÇA - A REINTEGRAÇÃO DOS 3 POLICIAS QUE FORAM EXPULSOS POR LUTAR POR DIGNIDADE

BOL PM 129
3. REINTEGRAÇÃO DE PRAÇAS

O Comandante Geral no uso de suas atribuições legais, reintegra no estado efetivo da Corporação, o CB PM RG 79.829 CARLOS ALBERTO CAMPOS DE OLIVEIRA, o SD PM RG 83.024 LEANDRO AZEVEDO MAGALHÃES e o SD PM RG 84.139 MARCOS VINÍCIUS DA CRUZ SILVA, de acordo com a decisão judicial em caráter liminar, proferida nos autos do mandado de segurança nº 0017557-74.2012.8.19.0066 da 1ª Vara Cível da Comarca de Volta Redonda.

Em conseqüência providencie a DCP quanto a implantação na FOPAG, DGP/SISPES
quanto a atualização cadastral e DPA/SM quanto a classificação conforme abaixo:


CB PM RG 79.829 CARLOS ALBERTO CAMPOS DE OLIVEIRA - 20º BPM
SD PM RG 83.024 LEANDRO AZEVEDO MAGALHÃES - 24º BPM
SD PM RG 84.139 MARCOS VINÍCIUS DA CRUZ SILVA - 39º BPM

RAS - O PODER DITATORIAL


JORNAL HORA H

terça-feira, 10 de julho de 2012

RAS - Trabalho escravo para policiais militares

Matéria do SBT mostra que policiais estão sendo obrigados a aderir ao RAS. As reclamaçoes se multiplicaram e eles não estão nem aí!
O RAS é um regime de trabalho escravo e arbitrario.



terça-feira, 3 de julho de 2012

Disque Denúncia divulga cartaz sobre bandido resgatado de delegacia


O Disque-Denúncia lançou camapanha na noite desta terça-feira para a localização de Diogo de Souza Feitoza, o DG, resgatado da prisão por 15 bandidos que invadiram a 25ª DP (Engenho Novo). Segundo o serviço, nove denúncias já foram registradas ainda na noite desta terça.
Resgate ousado
Armados de fuzis e metralhadores, os criminosos usaram alicates para cortar o cadeado e libertar DG. Os agentes que estavam dentro da delegacia não reagiram por medidas de segurança, como explicou o delegado titular Antenor Martins Lopes.
"Foi tudo muito rápido. Os criminosos estavam fortemente armados e entregaram um fuzil para o preso que foi resgatado. A delegacia estava cheia e uma uma reação dos policiais causaria um banho de sangue", esclareceu Lopes.
A quadrilha chegou à 25ª DP em dois carros e duas motocicletas. Eles cercaram e invadiram o local para retirar o suspeito, que seria "piloto de fuga" da quadrilha. Durante um confronto fora da delegacia, dois policiais ficaram feridos, sendo que um deles precisou ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, e o outro não chegou a ser hospitalizado. Até o momento, ninguém foi preso, apenas uma moto foi apreendida.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o suspeito se apresentou aos agentes como Luan de Souza, com documento de identidade falso, moto roubada e duas granadas estava sendo autuado depois de ter sido levado pela PM.
Diogo foi preso nesta manhã após sofrer um acidente de motocicleta na Avenida Leopoldo Bulhões, em Manguinhos. Ao ser socorrido por policiais do 22º BPM (Maré), ele foi reconhecido. De acordo com PMs, ele estaria fugindo de policiais que faziam operação em Manguinhos. Com DG, os militares encontraram duas granadas. O traficante foi levado para a delegacia com ferimentos leves.
Policiais civis da 25ª DP e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizam buscas na região para encontrar os criminosos, inclusive um helicóptero é usado pelos agentes.
O DIA

Bando com 15 homens resgatam traficante de dentro de delegacia


O delegado Antenor Martins, da Delegacia do Engenho Novo (25ª DP), disse na tarde desta terça-feira (3) que a Polícia Civil já identificou a maioria dos 15 homens que invadiram a delegacia e resgataram um suspeito que estava preso na unidade.

Segundo o delegado, a invasão aconteceu por volta das 14h30 desta terça-feira, após policiais terem prendido um suspeito de ser traficante de uma favela do complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio. O homem conhecido como D.G. foi preso após se acidentar com uma motocicleta perto da comunidade e foi detido com duas granadas.

— A delegacia estava cheia de pessoas e policiais. Não houve condições de reação para não colocar a vida das pessoas em risco, uma vez que os criminosos estavam fortemente armados.

O delegado informou ainda que o suspeito que foi resgatado estava dentro da carceragem e que os homens cortaram o cadeado da prisão com um alicate de prisão. A ação durou cerca de três minutos.

As polícias Civil e Militar trabalham para recapturar o homem que estava detido e prender os demais que invadiram a delegacia. Uma moto foi encontrada durante as buscas e o veículo pode ter sido usado no crime.
Em nota, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, informou que determinou a ação imediata para apuração dos fatos que levaram ao ataque sofrido na 25ª DP, que resultou na fuga do traficante conhecido como D.G.

Assista ao vídeo:

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Luzes e sombras da paz nas favelas


EL PAIS


TRADUÇÃO

Por mais de três anos e preparações completas para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, a cidade brasileira desenvolve um programa de segurança inovador que envolve uma mudança radical na forma como lidar com o problema da violência e de drogas nas favelas, as favelas que abrigam mais de nove milhões de pessoas na cidade.Este vídeo mostra uma patrulha noturna na favela São Carlos em 7 de maio, terminando com um policial ferido. É parte de um teste de vídeo e fotografias de Rafael Sanchez-Fabres, cuidadosamente preparado durante quatro meses, que analisa a luz e as sombras da "pacificação" das comunidades mais desfavorecidas e violentos do Rio de Janeiro. Rafael fez um retrato cheio de nuances e as bordas da forma como os protagonistas desta história (Polícia Militar e tropas de elite, moradores das favelas e traficantes de drogas) lidam com os efeitos colaterais destes pacificação. Nem tudo é cor de rosa. Às vezes, agentes de manutenção da paz recorrer ao abuso de autoridade e uso excessivo da força, contrariando a essência do projeto original. Existem inúmeros relatórios de ataques contra os vizinhos que nada têm a ver com o crime. Ao mesmo tempo, muitos moradores das favelas não terminar a aceitar a autoridade das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que olhavam com desconfiança e suspeita, e muitas vezes estrelas em atos de resistência. Rafael câmara captou momentos de tensão máxima, como o tiroteio resultou em um policial baleado e teve de ser evacuado rapidamente em uma operação repleta de drama.O texto que acompanha as fotos no 'País Semanal' é baseada na experiência de Francho Baron, que abrange o processo de pacificação no Rio de Janeiro desde a sua criação em dezembro de 2008. Nos últimos anos, foi construído em várias unidades de manutenção da paz e compartilhado horas de conversa com os seus agentes, vizinhos de favelas com violência especialistas e decisores políticos do projeto. Ele também testemunhou em operações de linha de frente o maior ocupação de favelas nas últimas décadas, como o Complexo do Alemao ou a Rocinha favela.A missão da UPP é manter o controle desses territórios, uma vez expulsou o tráfico de drogas local. Isso, teoricamente, é um perfil baixo por contato, repressivo impedindo a exibição de armas de fogo e incentivando o diálogo e com as pessoas locais, acostumados há uma década para viver com o poder paralelo do tráfico de drogas. Em suma, é um híbrido entre a polícia e assistente social, conforme definido pelas autoridades cariocas.Enquanto muitos acreditam que a UPP tem ajudado a conter a violência desde que você abriu as portas das favelas aos serviços públicos, como fornecimento de electricidade legal, coleta de lixo, educação, obras públicas e programas de assistência social, outros vêem o programa de pacificação como uma tampa problemas de segurança transitórios do Rio de Janeiro. Quando os Jogos Olímpicos acabam em 2016, dizem eles, tudo vai ser o que era.

Policiais militares de Curitiba ganham na loteria

Os mais novos milionários de Curitiba são 26 policiais militares. Apesar do prêmio, a rotina no quartel não mudou. Mesmo depois de receber o prêmio, ninguém chegou atrasado ou faltou ao serviço. Mas os ganhadores fizeram um pacto de não revelar os nomes e não dar entrevista.

O grupo vai dividir um prêmio de mais de R$ 12,7 milhões. Quase R$ 500 mil para cada um. Das 30 pessoas que participaram da aposta, 26 são PMs. Os outros, parentes e amigos. Eles ficaram uma semana organizando o bolão.

O major da PM Bruno Soares da Silva contou que o ânimo do pessoal está excelente.

- Eles já eram pessoas sorridentes. Hoje, estão muito mais - diz.

O comandante Guilherme Rocha assumiu o cargo um dia antes da aposta ser feita. Pode ter trazido sorte, já que em outro quartel onde trabalhou, soldados acertaram a Mega-Sena. Mas ele mesmo não ganhou. Nem naquela vez, nem nessa. Ele conta que nem sabia que havia um bolão.

Policial de UPP é preso com arma ilegal na Lapa

Um policial militar foi preso por porte ilegal de arma, na noite desta quinta-feira, na Lapa. O soldado estava num carro com uma mulher e outros dois homens, na Rua do Lavradio, quando foram abordados por PMs do 5º BPM (Praça Harmonia). Os policiais militares que fizeram a abordagem encaminharam o grupo para a 5ª DP (Mém de Sá), pois suspeitavam que eles cometeriam assaltos na região. O PM detido, até então, não havia informado seu nome e sua função. Ele foi identificado na delegacia como Leonardo José Martins, de 22 anos, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio.
Foram levadas para a delegacia as duas armas - uma pistola 9mm de uso restrito com a numeração raspada e uma outra pistola calibre 380 em nome de uma pessoa que não pertencia ao grupo - que estavam no carro. Os policiais também apreenderam uma algema, toucas ninjas, munição e quatro celulares. O veículo está registrado em nome de uma locadora de carros.
O delegado responsável pela investigação contou que o soldado será indiciado por porte ilegal de arma, já que ele, como militar, deveria estar com uma arma registrada no seu nome ou no do batalhão no qual é lotado e não com uma de numeração raspada. Ainda de acordo com o delegado. não houve registro de roubo na região em que o grupo pudesse ser responsabilizado. E nenhum produto roubado foi encontrado com eles. Segundo o delegado, o policial alegou que estava na região fazendo uma investifação.
Leonardo José Martins ficará detido no Batalhão Especial Prisional (BEP).

A parceria de Cabral com José Júnior do AfroReagge




AJUDANDO A FARSA DAS UPPs
O traficante Cristiano Santos Guedes, 39 anos, conhecido como Puma, se entregou à polícia nesta quarta-feira dia 27. Apontado como um dos líderes da facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA), Puma era chefe do tráfico do morro da Quitanda, situado no bairro de Costa Barros, zona norte da cidade. O traficante foi levado pela ONG Afroreggae, e alegou que decidiu largar a vida criminosa por temer a expansão do processo de ocupação das favelas cariocas.



QUEM MATOU, QUEM MANDOU MATAR E PQ A MEDIADORA DO AFROREGGAE FOI MORTA???
Leia : Mediadora do Afroreggae é encontrada morta no Rio de Janeiro

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Quatro suspeitos de planejar ataques contra PMs são presos em São Paulo

A polícia de São Paulo anunciou neste domingo a prisão de quatro homens na Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste de São Paulo, suspeitos de planejar ataques contra policiais. Mais cedo, a polícia disse que havia prendido um suspeito de matar um policial na zona sul.
Segundo o delegado Jorge Carrasco, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), eles estavam em um Monza e em uma Tucson roubados e percorriam ruas na Vila Madalena para "apontar" PMs que faziam "bico" de segurança privada e podiam ser mortos.
No Monza foram presos os irmãos Adilson Almeida Santos, 32, e Adrilson, 31. O mais velho estava em liberdade condicional depois de ter ficado preso pela morte de um PM, em 2000. A reportagem não teve acesso a eles.

POLICIAIS MORTOS NOS ÚLTIMOS DIAS
  1. Valdir Inocêncio dos Santos, 39: na porta de casa, em Guaianases (zona leste), no dia 13. Foi atingido por 20 tiros
  2. Domingos Antônio Aparecido Siqueira, 43: no dia 17, também na porta de casa, na frente de mulher e filha. Em São Mateus (zona leste)
  3. Vaner Dias, 44: na quarta, em uma academia onde era instrutor de lutas, na Vila Formosa (zona leste)
  4. Paulo César Lopes Carvalho, 40: em mercado no Jd. Bento Novo (zona sul), na quinta. Ele reagiu; um criminoso também morreu
  5. Osmar Santos Ferreira, 31: anteontem; teve a moto atingida por carro no Jardim Edda (zona sul); os criminosos desceram do veículo e atiraram
  6. Joaquim Cabral de Carvalho, 45: em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), ontem

Os outros dois presos não tiveram nomes revelados pela polícia, assim como não foram apresentados os motivos que levaram o delegado a concluir que eles "apontavam" PMs para ser mortos.
Sobre as prisões na Vila Madalena, Carrasco, sem explicar como chegou a tal conclusão, disse: "Posso garantir que têm ligação com os assassinato de seis PMs de folga recentemente".
Em seguida, o delegado afirmou que a polícia ainda não havia identificado relação entre qualquer um dos recentes assassinatos de PMs.
Ao ser questionado sobre se as mortes de PMs seriam uma retaliação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o delegado Jorge Carrasco disse que nenhuma hipótese é descartada.
Divulgação
Kleber Cesário Garcia, suspeito de matar o PM Joaquim Cabral de Carvalho
Kleber Garcia, suspeito de matar o PM Joaquim de Carvalho
 
RETRATOS
Carrasco também divulgou a foto de Kleber Cesário Garcia, que teve prisão temporária decretada pela Justiça por suspeita de participação na morte do PM Joaquim Cabral de Carvalho, 45. O crime ocorreu sábado (23), em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo).
Garcia, segundo Carrasco, foi identificado pelo carro usado por ele e outro suspeito para matar Carvalho.
Os retratos falados de três suspeitos (ainda não identificados) de matar o PM Vaner Dias, 44, em uma academia da zona leste de São Paulo, também foram apresentados.

Reprodução
Polícia divulga retrato falado de três suspeitos de atirar contra policial em SP
Polícia divulga retrato falado de três suspeitos de atirar contra policial em uma academia na zona leste de SP
Mais dois investigados pelas recentes mortes de PMs eram procurados na noite de ontem no litoral sul de São Paulo e na Grande São Paulo.
DIREITOS HUMANOS
O comandante-geral da PM, coronel Roberval Ferreira França, aproveitou o anúncio das prisões para criticar as entidades de direitos humanos e a Defensoria Pública do Estado, de quem disse sentir falta de apoio por conta das recentes mortes de PMs.
Sem dar chance para perguntas na entrevista coletiva, França disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos e a revisão das regras para saída temporária de presos.

FOLHA DE SÃO PAULO


Sargento da PM é morto em assalto no Cachambi

O sargento da Polícia Militar Cláudio Gomes Pereira, 41, foi morto a tiros neste domingo por assaltantes no bairro do Cachambi, zona norte do Rio. O policial era lotado no Centro de Recrutamento e Seleção de Praças da PM.
Policiais do 3º Batalhão (Méier) contaram que cinco criminosos fecharam o trânsito na rua Degas, altura do número 400, por volta das 17h30.
Roubaram os ocupantes de um Fiat Idea e seguiram para roubar outros veículos. Ao perceber que seria assaltado, o sargento escondeu a arma debaixo do banco e deixou o carro com a mulher e a filha.
No momento que passou pelos assaltantes, um deles viu o coldre na cintura de Pereira e suspeitou que ele fosse policial. O criminoso alertou aos comparsas que começaram a atirar contra o PM.
Ele ainda chegou a ser socorrido por testemunhas e foi lavado para o Hospital Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

FOLHA DE SÃO PAULO 

MOÇÃO DE APOIO À EXECUÇÃO DE TRAFICANTE BRASILEIRO NA INDONÉSIA

FONTE : CARLOS BOLSONARO

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, um dos pioneiros do vôo livre no Rio de Janeiro, foi preso depois de tentar entrar na Indonésia com quase 14 quilos de cocaína peruana e a sentença para este tipo de crime naquele país é a morte. A droga estava escondida na armação de uma asa delta. Marco chegou a fugir do aeroporto, mas foi capturado duas semanas depois.
Marco vivia há cerca de 10 anos na Indonésia. Em 1999, numa entrevista gravada por um amigo, Marco elogiou o balneário indonésio de Bali, logo, conhecia muito bem as leis e sabia dos riscos que corria quando resolveu cometer o crime de tráfico internacional de drogas.
O fato ganhou projeção na mídia internacional e a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados do Brasil, atendendo pedido do parlamentar Petista, Nilson Mourão do Acre, visitou o Embaixador da Indonésia, Pieter Taruyu Vau, para pedir clemência ao traficante encaminhando também a solicitação do presidente Lula a favor do brasileiro.
Diante de mais um espetáculo ridículo da política internacional brasileira, o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) propôs MOÇÃO DE LOUVOR AO PRESIDENTE INDONÉSIO PALA CONDENAÇÃO DE MOREIRA.
PUBLICAÇÃO DA MOÇÃO NA ÍNTERA:





sábado, 23 de junho de 2012

Policiais bolivianos estão aquartelados e mulheres fazem greve de fome

Milhares de policiais bolivianos se negaram a sair de seus quartéis e suas esposas estão em greve de fome, exigindo a equiparação salarial dos efetivos policiais e dos militares do país.    
A mobilização, que começou há duas semanas em Cochabamba com marchas e vigílias, estendeu-se agora para todo o país. Os policiais também deixaram de fazer patrulhas de segurança e de trânsito.    
A dirigente Guadalupe Cárdenas, de uma federação de esposas de policiais, explicou que "a greve chegou a se instalar em nível nacional e determinou-se que todos os agentes têm que se aquartelar, não sair de suas unidades".    Atualmente, o salário de um policial com dois anos de formação na escola básica é de 1.240 bolivianos (equivalente a cerca de R$ 361), enquanto a de um sargento do Exército é de 3.700 bolivianos (aproximadamente R$ 1.078).    
Além da equiparação salarial, o movimento também reivindica a criação de uma defensoria de policiais e a flexibilização de normas de disciplina.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Tráfico proíbe a venda de crack em favelas do Rio

O tráfico de drogas vai proibir a venda de crack nas favelas do Jacarezinho, Mandela e de Manguinhos. A informação foi publicada na coluna de Ancelmo Gois de hoje com a foto acima. A medida, decidida pela maior facção do tráfico no Rio.
A ordem de proibir a venda de crack partiu de chefes do tráfico, que estão presos. A informação vinha circulando pelas comunidades, mas ontem pela primeira vez apareceu o cartaz anunciando a proibição, "em breve", ao lado da cracolândia da favela Mandela, na Rua Leopoldo Bulhões, na chamada Faixa de Gaza. Os traficantes ainda têm ali cerca de dez quilos de crack. Cada pedra custa R$ 10,00. Há informações de que os criminosos temem que a Força Nacional de Segurança ocupe aquelas favelas, como ocorreu na comunidade Santo Amaro, no Catete, onde está há um mês e já apreendeu 1.513 pedras.


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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Manisfestação hoje às 12:00 horas contra a venda e a demolição do QG DA POLÍCIA MILITAR.

Manisfestação hoje às 12:00 horas contra a venda e a demolição do QG DA POLÍCIA MILITAR.

A intenção do governo do estado de se desfazer de imóveis de sua propriedade  vai muito além do Quartel-General da Polícia Militar. O Poder Executivo enviará, nas próximas semanas, mensagem à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pedindo autorização para vender 27 bens públicos. Além do QG da Rua Evaristo da Veiga, o 2º BPM (Botafogo) e o 6º BPM (Tijuca) estão na lista, assim como o terreno no Leblon que abriga a 14º DP (Leblon), a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), a Delegacia Antissequestro (DAS) e o Juizado Especial Criminal. Há imóveis considerados desnecessários em outras áreas, como Flamengo, Lagoa, Centro, Lapa, Saúde e Icaraí (Niterói). Da lista constam ainda apartamento, restaurante, igreja, estacionamento e até entidades de classe.

Família da engenheira Patrícia Amieiro fará manifestação - Além da ossada eles querem as cabeças dos PMs


Família fará manifestação e campanha pedindo aos quatro PMs acusados do crime que devolvam ossada da vítima
O caso da engenheira Patrícia Amieiro Branco de Franco, desaparecida em junho de 2008, completa hoje quatro anos sem que os culpados tenham sido punidos ou que o corpo da vítima, cuja morte foi declarada pela Justiça em 2011, tenha sido encontrado. Quatro PMs são acusados de ter assassinado a jovem e ocultado o corpo. No dia 5 de julho, haverá a última audiência do caso. Depois, o juiz decidirá se os PMs irão a júri popular. Os réus continuam lotados em batalhões em serviços internos, afastados das ruas.
Para protestar contra a impunidade, parentes e amigos de Patrícia já programam uma manifestação para o próximo dia 30, na Barra.
—Vamos colocar no local um grande painel, de cinco metros de altura, com os dizeres: "Policiais, entreguem a ossada!". Haverá ainda uma foto de Patrícia e a frase: "Cadê a Justiça!" — disse Antônio Celso Franco, pai da vítima. — Esse painel dará início a uma grande campanha, que tem como principal objetivo fazer com que os policiais se sensibilizem e devolvam a ossada da nossa filha.
A campanha se estenderá pelas redes sociais e em cartazes espalhados pela cidade.
— Nossa luta é para que esse caso vá a júri popular — disse Adryano Amieiro, irmão de Patrícia. 
O GLOBO

sábado, 9 de junho de 2012

Major da Polícia Militar é flagrado fumando crack em Minas Gerais

O Major foi flagrado dentro de um motel consumindo crack. Ele foi detido durante uma operação de rotina. O oficial tem 44 anos e 25 de corporação. Segundo a polícia, ele já estava afastado do cargo por causa do envolvimento com drogas.


Ex- ministro do governo do Lula é advogado de Cachoeira

O procurador Manoel Pestana encaminhou uma representação criminal contra Bastos à Procuradoria Regional de Goiás, que investiga Cachoeira. 

Pestana argumenta que o bicheiro teve os bens bloqueados. E, por isso, não pode, de forma lícita, arcar com os custos milionários dos honorários do ex-ministro — hoje seu advogado.
 

O procurador diz que Bastos sabe da origem criminosa do patrimônio do contraventor.
 

E, por isso, também estaria cometendo um crime ao aceitar defendê-lo. 

Para ele, diante de todo este quadro, Bastos poderia ser indiciado por lavagem de dinheiro ou receptação culposa.
 

E ainda avisa: até a prisão em flagrante do ex-ministro é possível. Basta o advogado ser pego recebendo seu pagamento de Cachoeira. 

JORNAL EXTRA

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PMs expulsos da corporação em Volta Redonda são reintegrados pela Justiça

Em Volta Redonda, Sul do Estado do Rio de Janeiro, o juiz Flávio Pimentel de Lemos Filho, da 1ª Vara Cível, concedeu na tarde desta quinta-feira (31/05), uma antecipação da tutela tornando sem efeitos a exclusão de três dos 11 policiais militares que foram expulsos da corporação em 20 de março. Na avaliação do Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro os policiais teriam participado do movimento grevista no dia 10 de fevereiro desde ano.
Os soldados Leandro Azevedo Magalhães, Carlos Albertro Campos de Oliveira e Marcos Vinícius da Cruz Silva foram beneficiados com a decisão judicial. A advogada Daniela Côrrea Grégio Leite, que representa os três PMs, informou que impetrou um mandado de segurança, junto à Vara Civil, com a finalidade de restituir aos seus clientes a reintegração imediata junto as suas respectivas unidades policiais.
“O Estado poderá recorrer da decisão judicial. Os advogados dos outros 8 policiais militares expulsos podem entrar na Justiça, solicitando a extensão do mesmo benefício que foi concedido aos meus clientes”, declarou Daniela Côrrea Grégio Leite.
A decisão do Juízo de Volta Redonda poderá abrir um precedente também para os de outros municípios fluminenses que também poderão receber pedido de antecipação de tutela pelos mesmos motivos.


Sentença na íntegra
Processo: 0017557-74.2012.8.19.0066
Tendo em vista que a Comissão de Revisão Disciplinar da Corporação, do 28º Batalhão, que tem a legitimidade inicial de verificar a conduta disciplinar dos Impetrantes, julgou pela manutenção dos policiais, aplicando, apenas, suspensão de 30 dias, a determinação de exclusão se mostra, em princípio, desproporcional, devendo ser suspensa até o julgamento da análise do presente mandamus. 3. Assim, DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA para determinar a suspensão dos efeitos da exclusão dos Impetrantes até julgamento da análise do presente mandamus. Intimem-se. Notifiquem-se na forma do artigo 7º, incisos I e II, da Lei nº 12.016/09. Ciência ao Ministério Público.