quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dois soldados são suspeitos da execução de três jovens na Vila Comarim, em Queimados

Acusados de participar do assassinato de três jovens na Vila Comarim, em Queimados, dois policiais militares foram presos ontem por agentes da 55ª DP(Queimados). O crime aconteceu no dia 25 do mês passado. Outros dois adolescentes também foram vítimas do atentado, mas conseguiram sobreviver.
Segundo o delegado Daniel Mayr, os PMs foram identificados como Alessandro Marcelino de Souza e Carlos Alberto Rodrigues Filho. Eles são moradores da mesma comunidade em que os jovens viviam. Ainda de acordo com o delegado, o crime teria sido motivado porque os rapazes estariam praticando pequenos furtos na região.
Os acusados são soldados: Alessandro é lotado no 16º BPM (Olaria), e Carlos Aberto, no 22º BPM (Maré). Há menos de dois anos na corporação, os dois não estavam de serviço no dia do crime. Eles, segundo a investigação, abordaram os jovens e os levaram para um terreno baldio. Em depoimento, os militares contaram que estavam recebendo ameaças de morte dos rapazes, que sabiam que eles eram PMs.
"Chegamos a pensar que poderiam ser milicianos, pela característica de querer limpar a área. Porém, a partir das investigações, descartamos essa possibilidade", relatou o delegado.
Os policiais estão presos em suas unidades e serão transferidos para Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. Eles responderão por homicídio qualificado por motivo torpe.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ministro da Justiça diz que redução da maioridade penal é inconstitucional


São Paulo
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem (11), em São Paulo, que o seu ministério é contra a diminuição da maioridade penal. Segundo Cardozo, no seu entendimento, a redução é inconstitucional. As informações são da Agência Brasil.
- A redução da maioridade penal não é possível, a meu ver, pela Constituição Federal. O Ministério da Justiça tem uma posição contrária à redução, inclusive porque é inconstitucional. Em relação a outras propostas, eu vou me reservar o direito de analisá-las após o seu envio - disse, após participar esta tarde de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sobre programas federais de segurança.

A ideia de mudança na maioridade penal foi proposta pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Ele declarou que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto para tornar mais rígido o Estatuto da Criança e do Adolescente. A proposta do governador é que adolescentes que tenham cometido crimes e tenham completado 18 anos não fiquem mais na Fundação Casa. O governador também defendeu penas maiores para os crimes graves ou reincidentes.

Alckmin se manifestou sobre o assunto ao ser perguntado pelos jornalistas sobre a morte de um jovem em um assalto quando chegava ao prédio onde morava, na zona leste da capital. O estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto na terça-feira (16). O agressor, um adolescente de 17 anos, completa 18 anos hoje (12). Segundo o delegado André Pimentel, que fez a prisão, ele cumprirá pena socioeducativa, pois o crime foi cometido quando ainda era menor de idade.
O ministro da Justiça disse, em entrevista à imprensa, que ainda pretende conhecer a proposta do governador de São Paulo sobre a redução da maioridade penal. Ele também falou que não entende que o menor, que cumpre pena, tenha que ser encaminhado para um presídio em vez da Fundação Casa.



Cabral diz que violência contra mulher não é comum no Rio

O governador Sérgio Cabral, disse  que o estupro da americana de 21 anos numa van foi "uma atrocidade", mas ressaltou que a violência contra a mulher não é uma prática comum no Brasil nem no Rio. 

A turista americana violentada dentro uma van,  foi estuprada 8 vezes. A informação foi confirmada pelo namorado da vítima, que também foi agredido pelo grupo. No depoimento o turista francês relatou os momentos de terror que vivenciou na van.  Ele disse que apanhou de todos, inclusive do menor, sendo que este utilizava uma barra de ferro de 40 cm. Afirmou ainda que os acusados sempre riam sarcasticamente enquanto violentavam a jovem e batiam nele.
Ele contou também que os réus, próximo a uma favela, que não identificou, ofereceram a jovem a um quarto homem, mas que este diante do estado dela, só riu mas não a aceitou.


 Leia:  Jornais internacionais repercutem estupro de turista no Rio

A Polícia é o termômetro que mede o grau de civilização de um povo


A Polícia Militar do Rio de Janeiro está no topo do ranking da extorsão policial no país.

CONHEÇA O NOVO CAVEIRÃO

A escalada de violência urbana no Rio de Janeiro obrigou a polícia local a usar os chamados caveirões, veículos blindados que receberam o apelido por serem utilizados pelos membros do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, também conhecido por usar a caveira como símbolo. Só que a era de veículos adaptados está começando a terminar. Se em operações famosas como a pacificação do Complexo do Alemão a tropa precisou apelar para veículos das Forças Armadas, agora poderá usar um veículo criado especialmente para essa função, o sulafricano Paramount Maverick. O blindado é uma das principais atrações da LAAD, Feira Internacional de Segurança e Defesa que vai até a próxima sexta-feira no Rio de Janeiro.
De início, foram vendidas oito unidades. Dessas, quatro vão ser usadas pelo BOPE, enquanto as outras serão divididas igualmente entre a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio e pelo Batalhão de Polícia de Choque. Ao contrário dos antigos blindados usados também no transporte de valores, o Maverick foi criado desde o início para ser um veículo de caserna.
Para começar, tem blindagem bem mais parruda. O fabricante da África do Sul (um dos maiores produtores de armamentos do mundo) não brincou em serviço: o modelo básico agüenta disparos de calibre 7.62 mm, usado por armas como o FAL (Fuzil Automático Leve) e também de 12,7 mm ou .50 (usada por metralhadoras estacionárias como a Browning M2). Lembrando que ambas armas são usadas em assaltos a carro forte, situação na qual os seguranças costumam se render diante do ataque pesado. Mesmo o teto tem esse nível de blindagem. “A guerrilha urbana costuma atacar de cima de lajes e prédios, assim não há penetração de projéteis”, afirma Andrew Charter, Executivo de Desenvolvimento de Negócios da Paramount. Todo esse poderio ajuda a explicar o preço que varia entre US$ 450 mil e US$ 800 mil dependendo das especificações, algo entre R$ 888 mil e R$ 1,57 milhão.


Fora a capacidade de aturar disparos de grosso calibre, o Maverick investe também na chamada proteção cinética e é capaz de continuar em movimento mesmo após a explosão de uma granada M26 debaixo do veículo, outra tática adotada pelos traficantes do Rio de acordo com a marca sul-africana. Mesmo que atirem um coquetel molotov nos pneus, um sistema de extintores automáticos consegue apagar as chamas. Os próprios pneus 365/85 aro 20 são protegidos por uma grande cinta de borracha ultraresistente e podem rodar mesmo vazios, além de poderem ser inflados ao toque de um botão.
Além disso, a construção é monobloco e não chassi sobre cabine, o que abriu espaço para levar até 12 homens dentro da carroceria de seis metros de comprimento. A motorização, por sua vez, fica a cargo de um turbodiesel Cummins 6.7 de seis cilindros, capaz de gerar 300 cv de potência e 112 kgfm de torque, capaz de levar o peso de até 15 toneladas até 120 km/h de velocidade máxima. A transmissão é automática para não perturbar o motorista em situações tensas. A marca ressalta a resistência do conjunto. Segundo a Paramount, o motor é capaz de funcionar em aceleração máxima por 24 horas, além de resistir a três milhões de quilômetros sem pedir água. A autonomia basta para até 700 km.

 Nem mesmo terrenos acidentados podem parar o blindado. Embora não se destaque tanto pelos ângulos de entrada (27º) ou saída (30º), o veículo tem tração integral com reduzida e bloqueio de diferencial dianteiro, central e traseiro. Tudo sem perder o conforto a bordo. Além do espaço razoavelmente folgado para até 12 policiais, o Maverick tem como opção uma usina de força interna que pode funcionar independentemente e alimentar o sistema de ar-condicionado, uma arma tática diante do calor carioca. Tal como todo o resto, o interior foi pensado exclusivamente para combate. Há um sistema de extração de ar para sugar a fumaça gerada pela pólvora dos disparos feitos de dentro do carro. Além disso, as grades no chão impedem que os combatentes escorreguem nas cápsulas ejetadas pelas armas. “E também impedem que escorreguem no sangue de algum ferido”, explica Andrew.

Licitação para gerenciar Maracanã por 35 anos terá disputa entre 2 consórcios

Dois consórcios, um com participação da IMX, empresa do bilionário Eike Batista, e outro em que consta a Stadion Amsterdam, que gerencia a Amsterdam Arena, disputarão a licitação pela concessão do Maracanã, após tensa reunião realizada nesta quinta-feira na sede do governo fluminense.
Antes do encontro, houve protestos de organizações sociais, partidos políticos e outras entidades contrárias à privatização do Maracanã.
Disputarão o direito de administrar o estádio pelos próximos 35 anos o Consórcio Maracanã SA, formado por IMX Venues e Arenas, AEG Administração de Estádios e Odebrecht Participações e Investimentos, e o Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio, composto por OAS, Stadion Amsterdam e Lagardère Unlimited.
Ontem à noite, a desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, determinou a suspensão da liminar que interrompia o processo de licitação do Maracanã. O pedido da paralisação havia sido solicitado pelo Ministério Público estadual.
A empresa vencedora, além de administrar o estádio e o Maracanãzinho, também será responsável por uma série de obras no entorno, a reconstrução do estádio de atletismo Célio de Barros, do parque aquático Júlio Delamare, da Escola Municipal Friedenreich e a reforma da antiga sede do Museu do Índio.
O governo estadual ainda não anunciou a data em que será divulgado o consórcio vencedor da licitação do estádio, que será palco da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ato Unificado contra a Venda do Maracanã


11 DE ABRIL É O DIA: a licitação de privatização do Maracanã está marcada para acontecer às 10h no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Vamos nos reunir pontualmente às 7h da manhã no Largo do Machado e marchar até lá. Lembrem: é o dia em que o governo pretende vender o Maraca, um dia que vale por 35 anos! É fundamental estarmos lá cedo para impedir este absurdo.

Convocamos todas as pessoas e todos os movimentos, organizações, diretórios estudantis, sindicatos, partidos e grupos de luta da cidade para dizer NÃO à privatização do Maraca, às demolições arbitrárias no entorno, à venda de nossa cidade, às relações escusas de governo e empresas, à violação de direitos em nome da Copa e das Olimpíadas e à falta de investimentos devidos em saúde, educação, moradia, transporte e outros serviços públicos fundamentais. É hora de unidade!

QUANDO: Quinta, 11 de Abril, às 7h da manhã, em ponto!
ONDE: concentração no Largo do Machado, próximo à estação do Metrô. Vamos caminhar até o Palácio Guanabara.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Policiais do Rio são presos na Paraíba

Eles são suspeitos de terem vindo cometer um assassinato

A Polícia Militar da Paraíba evitou na tarde deste domingo (7) um crime que por encomenda que estava prestes a acontecer na cidade de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa. O alvo dos dois policiais militares e  de um federal aposentado seria um comerciário que trabalha em um supermercado de  Cabedelo.
De acordo com a polícia foi a própria vítima quem ligou a polícia e relatou o plano para lhe assassinar. O homem contou que trabalhou para um bicheiro no Rio de Janeiro onde foi acusado de desviar cerca de R$ 100 mil.
Por causa dessa acusação e com medo de morrer, o homem veio embora para a Paraíba e nos últimos dias percebeu que pessoas entranhas estavam lhe procurando no supermercado onde trabalha e querendo saber onde ele morava.
Na tarde de domingo (7), o comerciário viu três homens em atitude suspeita rondando a sua casa e acionou a polícia. Várias viaturas foram mobilizadas e os três policiais acabaram presos e levados para a Delegacia de Cabedelo.
Com o trio a PM da Paraíba encontrou uma arma com a numeração raspada e sem registro. FONTE: PARAÍBA.COM

Traficante DG morre em confronto com a polícia

domingo, 7 de abril de 2013

Maior milícia do Rio domina bairro da missa do papa

Às sextas-feiras à noite, duas motos sem placa percorrem as ruas de Guaratiba, zona oeste do Rio, exigindo dinheiro de comerciantes.
Em pelo menos cinco diferentes pontos do bairro, que tem cerca de 110 mil habitantes, bailes funks regados a bebidas e drogas são realizados nos fins de semana.
Caça-níqueis ficam em depósitos ou falsos banheiros de bares para que moradores joguem enquanto bebem cerveja --da única marca cuja venda é "autorizada".
Os moradores evitam fazer comentários sobre a situação, e os comerciantes têm medo.
É nessa região que a Arquidiocese do Rio calcula receber, em 28 de julho, mais de 2 milhões de pessoas.
É lá que o papa Francisco vai celebrar sua primeira missa no Brasil, ponto alto da Jornada Mundial da Juventude.
Guaratiba é dominada pela maior milícia do Rio, que também tem o controle de outros cinco bairros na região. São os milicianos que determinam, por exemplo, o horário do comércio local.
Antes conhecida como Liga da Justiça, a milícia que usava o símbolo do Batman para marcar o seu domínio, agora é chamada de "milícia do Toni", numa referência ao atual chefe: o ex-policial militar Toni Souza de Aguiar, 38.
Contra ele há 11 mandados de prisão expedidos, com acusações de homicídios e de formação de quadrilha.
Com o objetivo de garantir a segurança dos peregrinos, uma grande operação está sendo montada para controlar a região. Cerca de 2.600 militares do Exército vão ocupar Guaratiba 15 dias antes do início da jornada.

Ação da PM no Carandiru começa a ser julgada após 20 anos e com crimes prescritos

A Justiça criminal começa a julgar nesta segunda-feira (8), em São Paulo, o assassinato de 111 presos do extinto complexo penitenciário do Carandiru, zona norte da capital paulista, no dia 2 de outubro de 1992. O episódio ficou marcado como o mais trágico na história do sistema carcerário do país e tem, ao todo, 79 policiais militares no banco dos réus --alguns deles, acusados de crimes de lesão corporal que já prescreveram.
O júri será realizado no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste de SP) e compreende uma primeira etapa de julgamento do caso. Nela, serão avaliados pelos sete jurados e pelo juiz 26 policiais militares acusados pelas mortes de 15 presos que estavam no segundo pavimento do pavilhão 9 da penitenciária, no qual ocorreu uma rebelião entre grupos de detentos rivais que seria contida pela Polícia Militar. A confirmação das mortes após a ação das forças do Estado, à época, foi feita por ele próprio apenas no final da  fim do dia seguinte à rebelião: 3 de outubro de 1992, um domingo de eleições municipais.

Defesa diz que policiais que invadiram o Carandiru agiram em legítima defesa e cumpriram ordem



À frente de um batalhão está uma mulher. A advogada Ieda Ribeiro de Souza, responsável pela defesa dos 26 policiais militares que vão a julgamento do massacre do Carandiru na próxima segunda-feira (8), diz acreditar que ninguém conheça tão bem o processo quanto ela. São 130 volumes, com 120 folhas cada. Apesar do tamanho gigante do processo, Ieda diz que não existe "uma individualização de conduta, nem uma prova técnica consistente" que culpe os PMs.  
No caso desde 1996, Ieda afirma que a incumbência de provar a participação dos réus no crime é da acusação.   
— Ainda que tenha sido cometido por policiais, esses policiais agiram em legítima defesa e estavam cumprindo o dever de invadir. 
Os 26 réus, que estão soltos, respondem por homicídio qualificado de 15 detentos durante a ação policial realizada no dia 2 de outubro de 1992 para conter uma rebelião no pavilhão nove da Casa de Detenção em São Paulo. O episódio ficou conhecido como o "massacre do Carandiru" e deixou 111 presos mortos. Segundo Ieda, os acusados têm entre 45 e 50 anos, alguns já estão aposentados, mas um terço deles continua na ativa. 
O julgamento acontece a partir da próxima segunda-feira (8), no plenário 10 do Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, mais de 20 anos após o episódio. Para a defensora, duas décadas não é um prazo tão exagerado se levar em consideração a quantidade de vítimas, réus, o volume do processo e o fato de ser o "caso mais complexo da Justiça brasileira", na opinião dela. 

DIFÍCIL SER UM POLCIAL NUM CLIMA TÃO HOSTIL

vídeo da Agência de Notícias de Favelas e do jornal Nova Democracia






PMs de UPPs no Rio denunciam: "tráfico continua com bandidos armados"


Colete a prova de balas com microcâmera

Um colete a provas de balas com microcâmera para filmar a ação dos policiais na rua é uma das novidades que será apresentada na LAAD, maior feira de segurança e defesa da América Latina, que vai de terça a sexta (9 a 12 de abril), no Riocentro.
A polícia do Rio, que já usa câmeras dentro das viaturas, já mostrou interesse pelo produto. Detalhe: não tem como o policial desligar a câmera, que é acionada automaticamente na hora em que o colete é fechado.

HÁ ALGO PODRE NO REINO DA ALERJ

Especialista diz que 'há algo de podre no Reino da Alerj/Trivale'

Acredite. Para gerenciar os cartões-combustível da Assembleia Legislativa do Rio, a Trivale Administração, dos irmãos Pajaro, suspeitos de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, aceitou trabalhar de graça. O Resumo de Julgamento do Pregão 07/2013, exposto no site da Alerj, mostra que a Trivale venceu a concorrência pública ao colocar sua taxa de administração em 0,00% (zero percentual), veja na imagem. A informação, segundo especialistas ouvidos pela coluna, reforça os indícios de fraude no contrato que deve consumir dos cofres públicos R$ 2,6 milhões em um ano e já está sendo investigado pelo Ministério Público do Rio.


O professor de Direito da PUC-RJ Manoel Peixinho, pós-doutorando em Direito Administrativo pela Universidade de Paris X, defende que a Alerj anule a licitação já que a Trivale ofereceu um “valor inexequível”, ou seja: que não se pode executar ou cumprir.
Já o presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Combustíveis (Abcom), Valdemar de Bortoli Júnior, levanta suspeita sobre o fato de a empresa “trabalhar de graça”.
- Em algum lugar ela está ganhando. Quem trabalha de graça para um órgão público? Onde a Trivale ganha? Será que é por meios legais ou escusos? – questiona Valdemar.
O caso fica ainda mais nebuloso com a resposta da Sodexo Pass do Brasil, que prestava o serviço à Alerj até o mês passado e foi derrotada pela Trivale. A Sodexo cobrava 1,25% de taxa de administração. No Pregão 07/2013, ela manteve a taxa e acabou perdendo o contrato. Procurada pela coluna, a Sodexo não comentou o caso. A assessoria de comunicação da empresa limitou-se a dizer que “infelizmente teremos que declinar, pois estamos sem porta-voz”.
O professor Manoel Peixinho, que também é doutor em Direito Constitucional e advogado especializado em Direto Público, aponta a irregularidade que o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, e a segunda-secretária da Alerj, deputada Graça Matos, não enxergam.
- A taxa de 0,00% tem o objetivo de mascarar os ganhos indiretos, negociados diretamente com os revendedores de gasolina. ‘Há algo de podre no Reino da Dinamarca’, ou seja, no Reino da Alerj/Trivale – dispara Peixinho.
Para o professor da PUC-RJ, “a decisão da Alerj fere o princípios da economicidade e, principalmente, da transparência”. Ainda de acordo com ele, “a Alerj não tem nenhuma vantagem com o contrato e a empresa tem os seus interesses diretamente com os revendedores de combustíveis”.
O presidente da Abcom diz que a Trivale, ao ganhar o direito de gerenciar o sistema de cartões-combustível, não pode emitir nota de venda de produto, no caso, gasolina, GNV, diesel e etanol. Pode apenas emitir nota de prestação de serviço pelo gerenciamento do sistema. E os postos credenciados pela Trivale não podem emitir em favor da Alerj a nota da venda do combustível, já que não ganharam a licitação para fazer isso.
- Isso é fraude fiscal. Quem vai emitir a nota pela venda do combustível? Nem a Trivale, nem os postos podem. A Alerj está comprando combustível da Trivale sem documento fiscal.
Valdemar questiona ainda a forma que a Trivale vai lucrar com o contrato.
- Será que ela vai chegar nos postos e cobrar alguma coisa para credenciá-los? Ela chega e diz: “Ó, vou colocar um órgão público para abastecer aqui sempre e você me dá tanto. Aí, você vende o combustível ao preço que quiser”. Geralmente, é isso que acontece. Sem falar que nessa transação não terá nota fiscal. Isso é uma maravilha para lavar dinheiro – sentencia.
Um deputado de um partido da base aliada do governo, que pediu para não ser identificado, confirmou que a Alerj não controla as notas fiscais das compras dos combustíveis.
- Não tem controle nenhum. Meu gabinete faz um controle próprio, recolhe as notas e confere a quilometragem. Mas nunca ninguém da Alerj me pediu essas notas – afirma o parlamentar. LINK DA REPORTAGEM



sexta-feira, 5 de abril de 2013

SP: polícia apreende arsenal escondido em compartimento secreto de caminhão

A Polícia Rodoviária Federal fez uma grande apreensão na madrugada desta sexta-feira na rodovia Fernão Dias, na região de Vargem, no interior de São Paulo. Durante uma fiscalização de rotina da PRF, os policiais abordaram o caminhão e desconfiaram da estrutura metálica do baú. Ao revistar o veículo, um dos agentes descobriu um fundo falso que escondia 13 fuzis, sendo sete do modelo M16, cinco AK-47 e um FAL, além de 13 pistolas semiautomáticas e 13 coletes balísticos.
No caminhão, os policiais ainda encontraram 1,6 mil munições de diversos calibres, uma arma de choque (taser), camisetas com emblemas da Polícia Federal, Receita Federal, uniformes de uso dos Correios e uma máscara de silicone.

De acordo com o motorista, o carregamento seria levado para a Bahia. Os policiais suspeitam que esse material seria utilizado pelo crime organizado em ataques a bancos e caixas eletrônicos, em ações violentas de um bando conhecido como “novo cangaço”.

Chinês escravizado no Rio foi vendido por R$ 30 mil

Uma testemunha, que não quis se identificar, diz que o chinês que seria escravizado e torturado em uma pastelaria na zona norte do Rio teria sido comprado por R$ 30 mil. A vítima, de 22 anos, foi encontrada pela polícia com marcas de agressão pelo corpo.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Terceiro acusado de estupro e roubo em van é preso

Foi preso, na noite desta segunda-feira (1º), o terceiro acusado de estuprar e roubar uma estrangeira de 21 anos, e de roubar e espancar o namorado dela, de 23, na madrugada de sábado (30). O segurança Carlos Armando Costa dos Santos, 21 anos, conhecido como "Baby", foi detido em frente ao condomínio Village São Francisco, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, e confessou o crime no caminho para a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), onde chegou por volta das 21h10.
Wallace Aparecido Souza Silva, de 22 anos, e Jonathan Foudakis de Souza, de 20, outros suspeitos de participação no crime, haviam sido presos no sábado, e teriam dito à polícia o nome do terceiro envolvido. Ele foi preso quando chegava em casa e não reagiu.
"Desde a prisão dos outros integrantes a gente já estava na cola dele [Carlos]. O mandado de prisão saiu às 19h. Às 19h30, ele estava preso. Eles são muito frios, em nenhum momento eles demonstram arrependimento. O que mais impressiona é a riqueza de detalhes com que eles descrevem o que fizeram", disse o delegado assistente Rodrigo Brant.
Os três serão indiciados por estupro e roubo qualificado, cujas penas somadas podem chegar a 25 anos de prisão. De acordo com a polícia, eles serão levados para Bangu 2, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, na tarde desta terça-feira (2).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Martha Rocha exonera delegada e perita por mau atendimento a vítima de estupro

A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, decidiu exonerar do cargo a delegada Marta Dominguez, ex-titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói, na Região Metropolitana do estado. A demissão acontece após vir à tona o caso de uma jovem vítima de estupro no dia 23 de março, quando a delegada exonerada não teria conduzido bem as investigações.
O mesmo grupo que atacou a jovem voltou a agir no último sábado, abusando sexualmente de uma turista e agredindo o seu companheiro. Dois homens, Jonathan Foudakis de Souza e Wallace Aparecido Souza Silva, já estão presos. Um terceiro suspeito, identificado apenas como Thiago, encontra-se foragido.
Martha Rocha também afastou do cargo a diretora do Posto Regional de Polícia Técnico Científica (PRPTC) de São Gonçalo, a perita Martha Pereira, uma vez que a primeira vítima do trio teria demorado a ser atendida no Instituto Médico Legal (IML) do município. Segundo a nota enviada pela Polícia Civil, a delegada Martha Rocha conversou nesta segunda-feira com as duas funcionárias exoneradas antes de tomar sua decisão. A Corregedoria Interna da Polícia Civil irá apurar todos os fatos envolvendo a investigação.
“A delegada Martha Rocha pede desculpas pela prestação de serviços e lamenta que a gestão dos dois órgãos envolvidos estivessem sob a responsabilidade de mulheres, justamente as que deveriam ser mais sensíveis em episódios como este”, informou o texto divulgado pelo órgão.

DACIOLO CONVOCA PARA ATO DIA 3 NA ALERJ

ESTUPRO E ROUBO EM VAN NO RIO DE JANEIRO

Segundo a polícia, o casal de estrangeiros pegou uma van em Copacabana,  para ir à Lapa, no Centro, por volta da 0h de sábado. Outros passageiros entraram, mas foram obrigados a descer em Botafogo. A partir daí, os três, segundo depoimentos, teriam prendido o estrangeiro com uma algema, bateram nele com uma barra de ferro, e começaram a abusar sexualmente da namorada dele. O crime durou seis horas, ainda de acordo com a polícia, e a van rodou por Rio, Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, parando em postos de gasolina, onde utilizaram os cartões de crédito das vítimas, e em um banco, para sacar dinheiro.



O crime chamou a atenção da imprensa internacional. A BBC, por exemplo, diz que a diminuição da violência do Rio é um objetivo da cidade visando as Olimpíadas de 2016.