segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma polícia municipal, mal paga e desmotivada? Seria péssima idéia. De desanimados já basta a Pmerj e Pcerj.

Por que não polícia municipal?

Já desde o início da década de 90, o saudoso Delegado de Polícia Heraldo Gomes se pronunciava sobre o tema. Fruto de sua análise criteriosa acerca das ocorrências policiais, chegou à conclusão de que o crime é um fenômeno social local. Destacava que, dentre o universo dos delitos, apenas o crime organizado (por exemplo, ligado ao tráfico de entorpecentes) teria suas lideranças e conexões mais distantes, fora do município, embora os efeitos de suas ações sempre ficassem marcados no âmbito municipal. As polícias, na sua luta permanente contra o crime, asseguram um maior êxito na medida em que conheçam melhor o terreno, obtenham informações precisas sobre os delinquentes e suas formas de atuação e, por fim, ocupem fisicamente as áreas conflagradas onde os marginais costumam plantar suas bases para a prática criminosa. Chegando a estas constatações, inúmeros países com elevado grau de evolução, estruturaram o sistema de segurança pública com base no poder do governo local, passando os municípios a terem efetiva responsabilidade sobre a manutenção da ordem pública em seus territórios, através das polícias municipais, atuando de forma harmônica e coordenada com as demais organizações policiais. Enfatizava, ainda, o grande Delegado Heraldo Gomes que o gigantismo das polícias estaduais por si só não resultava num retorno do mesmo tamanho, apresentando grandes desvantagens, uma vez verificada a relação custo x benefício. E o que ainda influi negativamente na prestação do serviço policial em nosso país é o fato de duas organizações policiais operarem no mesmo território estadual, sob comandos diferentes, formações e rotinas também diversas. O município do Rio de Janeiro já deu uma boa partida com a criação da Secretaria Municipal da Ordem Pública. Até o momento, o tem demonstrado através do conjunto de atuações importantes voltadas para assegurar a ordem na cidade.

coronel Paulo Amendola

2 comentários:

felippe-freitas disse...

Concordo que deixar a batata sempre para o governo federal e estadual é uma desculpa antiga dos prefeitos.Uma polícia municipal vai atuar diretamente aonde dói no crime.Transformar a guarda municipal em polícia serai um começo.

Anônimo disse...

Seria mais uma polícia a ganhar mais que a PMERJ, pois a Guarda Municipal já ganha...
"Já estou acostumado com isso!"
Cadê a PEC 300-08????