quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ordem de comandante da PM não valeu de nada!

A Polícia Militar do Rio começou a abrir exceções para permitir que os novos comandantes de batalhão continuem a carregar policiais de suas panelinhas nas transferências. Em nota, a PM diz que além do subcomandante e de dois motoristas, agora é permitido levar o "pessoal de apoio administrativo", desde que autorizado.

Não foi o que comandante geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro, prometeu ao tomar posse. Em entrevista à rádio CBN, no dia 6 de outubro, ele informou que seria permitida apenas a nomeação do subcomandante. Em momento algum ele citou a possibilidade de transferência de pessoal de apoio administrativo. Ele citou sua experiência própria para justificar a medida: "Eu nunca levei equipe. Única equipe que eu levava era meu subcomandante". Ouça aqui a entrevista do coronel Erir.

No dia 11 de outubro, o novo relações-públicas da PM, tenente-coronel Frederico Caldas, voltou a falar do assunto na rádio CBN. Ao ser perguntado pelo jornalista Maurício Martins sobre a proibição dos coronéis levarem suas equipes, o oficial confirmou e nada disse sobre exceções.

Leia a íntegra da nota da Polícia Militar sobre o caso:

"A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em resposta à matéria veiculada hoje (03.11.2011), no Jornal Extra, esclarece que todas as regras de movimentação de pessoal impostas pela corporação estão sendo respeitadas. Desde que assumiu o comando no dia 29 de setembro de 2011, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho determinou que os novos comandantes comissionados levassem consigo apenas o subcomandante e, caso autorizado pelo chefe do Estado-Maior Operacional, a quem cabe exercer o controle das movimentações, também o pessoal de apoio administrativo.

"O coronel Wolney Dias Ferreira, comandante do 12º BPM (Niterói), solicitou ao comando a movimentação de seus motoristas e de pessoal de apoio, que foi autorizada, tratamento análogo destinado a outros comandantes de acordo com os critérios de avaliação. Cabe ressaltar, que o fragmento do boletim interno da corporação publicado no jornal revela que a data da movimentação de doze policiais militares da Unidade Prisional (UP/PMERJ) para o 17º BPM (Ilha do Governador) aconteceu em período anterior à posse do coronel Costa Filho. Tal aspecto temporal é determinante para ratificar que as ordens do comandante-geral, diferentemente do que o jornal publica em sua capa “Ordem de comandante da PM não valeu de nada”, foram e continuarão sendo cumpridas, na esperança de que as regras do bom jornalismo também o sejam".

EXTRA

2 comentários:

Anônimo disse...

E alguém, em algum momento realmente achou que a farra dos oficiais iria acabar? É claro que não! E não iria ser este comandante geral que efetivamente cortaria os bracinhos desta coronelzada malandra.

Anônimo disse...

TODO BATALHÃO TEM UM GRUPO DE $$$ COMANDADO POR UM OFICIAL