PARA A JUSTIÇA BONS POLICIAIS, PARA A PMERJ, CRIMINOSOS.
APROVAÇÃO DA ANISTIA DE POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES NA COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
'Meu filho morreu honrando a farda', diz pai de PM morto no Alemão
Cabo da Policia militar Fábio Barbosa da Silva, de 38 anos,
lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão, foi enterrado nesta
quinta-feira, às 16h30m, no Cemitério Jardim da Saudade.
Emocionado, o pai
do policial, Clécio Ângelo, 66 anos, disse que o filho morreu honrando a
farda. “Tenho orgulho dele. Foi morto defendendo a população. Fica a
dor no meu coração”. Fábio tinha filha de 9 anos e,
estava na corporação há quase dez
BOMBEIROS vítimas do abuso de autoridade
Os
bombeiros que ficaram presos na Penitenciária de Bangu 1, em fevereiro
de 2012, por conta de protestos na corporação, apresentaram queixa-crime
por Abuso de Autoridade contra o Secretário de Estado e Defesa Civil e
Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Coronel SÉRGIO SIMÕES, o Diretor
do presídio ROGÉRIO BLANK e o Coronel CAMILO RIBAMAR (comandante do
GEP).
Os três são acusados de abuso porque não recolheram os presos
em quartéis de bombeiros e porque não lhes entregaram as cópias dos
mandados de prisão, como manda a legislação castrense. É feita também
uma comparação com o tratamento dispensado a milicianos que são acusados
de crimes muito graves e que ficam presos em quartéis.
A
queixa-crime, assinada pelo advogado Carlos Azeredo e protocolada no
Tribunal de Justiça, pede que os acusados sejam condenados à perda do
cargo, detenção e multa, além de terem que indenizar as vítimas do
abuso.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
DESMORALIZAÇÃO TOTAL
Impossível que o comandante do 15° BPM não sabia de nada , pois ele contava com os policiais da P2 e com a própria inteligência.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Beltrame: "Estamos entregando uma nova cidade para a cidade"
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, reclama da lentidão com que os projetos sociais são feitos nas comunidades pacificadas e diz que elas deveriam ser priorizadas pela prefeitura
Melquisedec Nascimento lança seu primeiro livro
O livro: A Ortodoxia Cristã.
Dia
14 de dezembro, sexta-feira, a partir das 18hs, lançamento do primeiro livro de
Melquisedec Nascimento.Local: Salão do Mont Blanc Apart Hotel, situado na
Rua Passo da Pátria, 105, esquina com a Av Brigadeiro Lima e Silva, no Bairro
25 de Agosto, Duque de Caxias-RJ.
A Palestra sobre o livro começará às 20hs.
Preço do livro: R$
19,90
Proteger quem nos protege
Nos países mais civilizados, o policial está amparado pela legislação
para, se preciso for, atuar em defesa de sua vida e pela segurança da
sociedade antes que o marginal efetue o primeiro disparo. No Brasil,
mesmo que isso custe sua vida, o policial tem que pensar muito antes de
puxar o gatilho, pois, por mais que esteja sob uma enxurrada de tiros de
fuzil, pode responder por excesso se alvejar seu quase algoz com mais
de um tiro. Ou ainda, pode ter sobrevivido a uma situação como essa e,
dez anos depois, ter sua absolvição por legítima defesa desarquivada com
base numa nova, e tendenciosa, análise de laudos cadavéricos.
Aqueles que vencem a luta diária por sua própria sobrevivência, mas sofrem alguma sequela, física ou mental, enfrentam sérias dificuldades para se tratarem. A começar pelo Estado, que atua judicialmente contra policiais tetraplégicos, paraplégicos e amputados, em razão do serviço, para cortar seus triênios integrais sem que nenhuma compensação seja dada a esses cidadãos, que, certamente, não queriam ser beneficiários do auxílio-invalidez.
O marginal atenta contra a vida do policial ou de seus familiares para intimidá-los, cientes da impunidade e do baixo rigor da lei para crimes cometidos contra quem se dispôs a dar a vida pela nossa segurança. Um grande, e infeliz, exemplo é a onda de terror que assola o estado de São Paulo, que já fez as famílias de quase cem policiais militares chorarem neste ano. No Rio de Janeiro, já são quase de 130 policiais baleados e mais de 60 mortos em 2012.
Amanhã, a Alerj dará seu apoio institucional ao projeto de lei de iniciativa popular para tornar mais duras as penas de crimes cometidos contra esses profissionais. Faça sua parte, assine também e ajude a proteger quem nos protege. Afinal, estamos do mesmo lado.
Aqueles que vencem a luta diária por sua própria sobrevivência, mas sofrem alguma sequela, física ou mental, enfrentam sérias dificuldades para se tratarem. A começar pelo Estado, que atua judicialmente contra policiais tetraplégicos, paraplégicos e amputados, em razão do serviço, para cortar seus triênios integrais sem que nenhuma compensação seja dada a esses cidadãos, que, certamente, não queriam ser beneficiários do auxílio-invalidez.
O marginal atenta contra a vida do policial ou de seus familiares para intimidá-los, cientes da impunidade e do baixo rigor da lei para crimes cometidos contra quem se dispôs a dar a vida pela nossa segurança. Um grande, e infeliz, exemplo é a onda de terror que assola o estado de São Paulo, que já fez as famílias de quase cem policiais militares chorarem neste ano. No Rio de Janeiro, já são quase de 130 policiais baleados e mais de 60 mortos em 2012.
Amanhã, a Alerj dará seu apoio institucional ao projeto de lei de iniciativa popular para tornar mais duras as penas de crimes cometidos contra esses profissionais. Faça sua parte, assine também e ajude a proteger quem nos protege. Afinal, estamos do mesmo lado.
Flavio Bolsonaro é deputado estadual pelo PP
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A questão social nas favelas com UPPs é mal resolvida
Informe do Dia: 'Policial de UPP não tem que dar aula de violão'
— O que muda nas regras das favelas após a chegada da UPP?
Quando você tira o poder do tráfico de drogas, há um novo ordenamento na favela. O Estado dá ao comandante da UPP o poder de tomar decisões que não condizem com a função da polícia. Não é atributo do policial ser bonzinho e dar aula de violão.
—Como isso afeta a vida das pessoas?
Isso leva a decisões arbitrárias, já que cada comandante decide o que deve acontecer nas favelas da forma como julga melhor. No caso do funk, por exemplo, há UPPs que permitem as festas, outras não. Isso também vale para as obras na região. No Vidigal, a iniciativa privada está construindo um hotel, mas os moradores não têm permissão para realizar obras em suas casas.
— Como a sra. avalia as iniciativas sociais nas favelas?
A questão social nas favelas com UPPs é mal resolvida. Existe uma política clara e coordenada de ocupação, mas as iniciativas para garantir o cumprimento de direitos sociais são difusas e pontuais. Não há coordenação de políticas públicas para garantir direitos básicos como saneamento, educação, saúde e moradia.
domingo, 25 de novembro de 2012
Paes e a Delta no telefone: CPI flagrou prefeito do Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e a construtora Delta
trocaram 22 telefonemas de março de 2009 e abril de 2010. A Delta fez
17 ligações para Paes. Ele, as outras cinco. As chamadas, disparadas por
celulares ou aparelhos da Nextel, foram registradas nos documentos da
malfadada CPI do Cachoeira.
As conversas coincidem com as obras do Parque Madureira, dois viadutos e
a duplicação de duas vias. Esses contratos foram firmados com dispensa
de licitação e estão sendo investigados pelos promotores fluminenses. A
prefeitura afirma que a CPI exagera. Parte das ligações atribuídas a
Paes foram feitas por um telefone de um dos secretários do município. A
Delta diz que os números obtidos pela CPI não são usados por seus
funcionários, mas pela Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro,
que contratou a construtora.
REVISTA ÉPOCA
ATO CONTRA RESORT ► Flores chegaram a ser entregues aos policiais militares
A área próxima à reserva ambiental de Marapendi, na Barra da Tijuca, teve um público diferente na manhã deste sábado(24). Foram os cerca de 400 ativistas pela não construção de um resort na área que já pertenceu à reserva, que fincaram cruzes verdes na areia da praia em frente à reserva, onde o movimentou se concentrou. E, diferente da primeira manifestação, no dia 17, o clima desta vez foi tranquilo.
Os ativistas chegaram a entregar flores aos policiais militares presentes, demonstrando o pacifismo do movimento. Não deixaram, porém, de cantar músicas de protesto contra o atual prefeito, Eduardo Paes, além de fazer apelos pela preservação da natureza.
"Não somos arruaceiros"
Em uma manifestação tranquila, chamou a atenção a entrega de flores aos soldados da Polícia Militar, que fazia a segurança no local. Raphael Lopes, um dos organizadores do Movimento S.O.S Reserva, conclamou os ativistas ao ato:
"Essa é uma vingança pacífica contra a repressão que aconteceu na semana passada", gritava Lopes, em referência ao gás de pimenta usado pela polícia contra os manifestantes no dia 17. Em seguida, ele pediu aplausos aos policiais que ali estavam, no que foi prontamente atendido pelos manifestantes.
Eliane Farias, outra organizadora do ato deste sábado, disse que quase foi presa na semana passada. "O policial perguntou se eu queria virar mártir", lembra. Em discurso, fez questão de ressaltar o caráter pacífico do movimento: "Não somos arruaceiros. Em apenas uma semana nos fizemos presentes e estamos sendo ouvidos, e isso não pode parar", disse Eliane, abafada pelos aplausos.
Tadeu Carvalho, representante da ONG S.O.S Autódromo, fez duras críticas à administração atual da cidade, tendo em vista os grandes eventos que o Rio receberá até 2016:
"Estão destruindo da natureza por causa de alguns dias daqui a dois ou quatro anos. Estão usando a Copa do Mundo e as Olimpíadas para vender esta cidade. Onde está o Ministério Público?", questionou Carvalho.
O peso, porém, estava só nas críticas. Diferente da semana passada, quando os dois sentidos da rua foram fechados, causando tumulto, apenas dois minutos eram usados para a tomada da pista, por recomendação dos próprios organizadores da manifestação."Na semana passada, os carros não podiam nem passar. Hoje nosso trabalho está mais tranquilo, pode ter certeza", disse um guarda municipal.
CONTINUE LENDO (FOTOS DO ATO) CLICANDO AQUI
sábado, 24 de novembro de 2012
Desgastado, Cabral tenta mobilizar a população contra mudança nos royalties
Na votação do projeto da lei que redistribui os royalties do
petróleo, o governador Sérgio Cabral Filho esbanjou arrogância e
incompetência. Demonstrou total incapacidade de articulação no Congresso
Nacional. Preferiu depositar todas as fichas no veto presidencial.
Agora, diante da possibilidade de ser jogado às feras, tenta criar fatos
com mobilização na Avenida Rio Branco.
Sérgio Cabral não está à altura da importância do Estado do Rio de
Janeiro. É um fanfarrão. Desde que foi flagrado com secretários em
festas suspeitas com o empreiteiro Fernando Cavendish, em Paris,
mergulhou num processo de desmoralização pública sem precedentes no
atual governo.
Em qualquer país sério, um governador flagrado nessas circunstâncias
teria renunciado a bem da administração pública. Mas aqui são poucos os
homens públicos que tem vergonha, e no Estado do Rio, não é de hoje, a
sarjeta chegou ao poder.
O governador do Estado não tem a menor credibilidade para se impor
diante de uma bancada parlamentar. Até há pouco estava de joelhos
implorando para que não fosse investigado pela Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito que investigava as relações entre empreiteira Delta,
do seu ex-amigo Cavendish, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
O desgaste moral do governador é visível. Ele não tem a menor
condição de representar o interesse do Estado do Rio neste debate, por
mais que sua arrogância persista.
TRIBUNA DA INTERNET
No Alasca, royalties vão para o bolso do cidadão.
TEXTO DE SÉRGIO RICARDO ECOVERDE
O Sintsama, sindicatos dos
trabalhadores e técnicos da CEDAE, movimentos comunitários, grupos
ecologistas e de mídia livre estarão lá em contra protesto no ato na
Candelária dia dia 26/11/2012, 14 h, com carro de som, faixas, venha
se
somar à distribuição de milhares de carta-manifesto à sociedade contra a
tramóia com dinheiro público que é a tentativa de privatização das
águas e do patrimônio da CEDAE; que encontra-se neste momento com ações à
venda na Bolsa de Valores do Rio.
Artigo: Os povos da Baía de Guanabara e o meio ambiente estão excluídos da farra dos bilionários royalties do petróleo
É essencial refletir e politizar mais e melhor o debate sobre o destino e uso (na verdade, em geral mau uso) dos royalties do petróleo, em especial no Estado do Rio de Janeiro que produz 82% do petróleo e gás do país, e, portanto, tem sido historicamente um dos maiores beneficiários dos recursos financeiros dos royalties. O desgoverno Cabral (PMDB) tem feito de forma absolutamente ilegal e irregular uma brutal transferência de dinheiro público (R$ do FECAM-Fundo Estadual de Conservação Ambiental) para grandes empreiteiras de lixo, construtoras privadas, indústrias sujas e especuladores imobiliários.
O GOERJ também não cumpre o percentual de transferência de 10% do montante dos royalties a que tem direito e que, por lei federal, deve ser obrigatoriamente destinado para políticas ambientais, de saneamento, reflorestamento, proteção dos recursos hídricos, reciclagem de lixo etc (via FECAM).
Há tempos tem havido sistemática má versação no uso do dinheiro público da chamada “conta petróleo”, e falta transparência e publicidade na utilização de toda essa grana. Até hoje não temos o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE-RJ) e os Zoneamentos Costeiro, dos Territórios Pesqueiros e Agro-ecológico do estado do RJ que deveria ser projeto prioritário a ser financiado pelo FECAM.
O Comitê de Defesa do Litoral (CODEL) nunca saiu do papel, é mais uma das muitas leis de papel que são ignoradas por governos autoritários e pouco afeitos ao jogo democrático; o que tem inviabilizado a participação popular, das universidades e centros de pesquisa, movimentos sociais e órgãos públicos federais, estaduais e dos municípios na gestão democrática do litoral fluminense.
Enquanto isso a indústria petrolífera aumenta seu passivo socioambiental: com a REDUC-refinaria Duque de Caxias, construída nos anos 50, operando com milhares de equipamentos obsoletos e de elevado Risco Ambiental que lança poluente água de produção contendo diversos produtos químicos (tais como BIOCIDAS, ANTI-CORROSIVOS, ANTIESPUMANTES, INIBIDORES DE PARAFINA, ETANOL, SEQUESTRANTES DE OXIGÊNIO, METAIS PESADOS, ELEMENTOS RADIOATIVOS, dentre outros, nas águas do rio Iguaçu e da baía.
Deve se estar em alerta com a implantação da mega-refinaria do COMPERJ (PETROBRAS), em Itaboraí, e vários oleodutos, gasodutos que vem sendo construídos no interior da baía e impactam os manguezais da APA Federal de Guapimirim e criam as zonas/áreas de exclusão de pesca que tiram o Direito ao trabalho de milhares de pescadores artesanais e marisqueiras.
Ainda hoje, a Refinaria lança seus efluentes na Baía sem tratamento e a PETROBRAS, mesmo condenada na Justiça, nunca indenizou os pescadores(as) prejudicados pelo vazamento de 1,8 milhões de litros de óleo, ocorrido em 18 de janeiro de 2000, no duto da REDUC que a liga até a Ilha D´Água, o que contribuiu significativamente para a drástica produtividade pesqueira da baía e empobreceu as populações tradicionais, como os pescadores artesanais cuja categoria profissional e cultura encontra-se ameaçada de extinção!
Apesar da ânsia para explorar as riquezas do Pré-sal a toque de caixa, o Brasil não tem Plano de Emergência e Contingência no caso de vazamento/acidente com óleo no mar.
Na maioria dos países os royalties visam compensar eventuais danos sócio-ambientais provocados pela indústria petrolífera que impactam atividades econômicas como o turismo, a pesca e o lazer náutico; e por isso estes recursos públicos lá são investidos no desenvolvimento das áreas de ciência e tecnologia, proteção ambiental, tecnologias limpas, energias renováveis, em educação ambiental e pesquisas e proteção dos oceanos.
Infelizmente, o Congresso Nacional brasileiro acabou de rejeitar sua destinação exclusiva (ou em maior parte) p/ melhoria da Educação pública, o que seria uma proposta excelente, transformadora da sociedade. Por aqui não há qualquer transparência, publicidade ou controle social no uso (em geral mau uso) dos recursos dos royalties.
O mesmo desgoverno que promove desvio de função, superfaturamentos e corrupção com a bilionária receita anual dos royalties é o que patrocina a tramóia com dinheiro público que é a tentativa de privatização das águas e do patrimônio da CEDAE; que encontra-se neste momento com ações à venda na Bolsa de Valores do Rio.
Aqui os povos da Baía de Guanabara e o meio ambiente estão fora e excluídos da farra das elites governantes com os dos bilionários royalties que lambuzam alguns governos, corporações e as oligarquias políticas.
Já no Alasca, royalties vão para o bolso do cidadão. LEIA CLICANDO AQUI
Artigo: Os povos da Baía de Guanabara e o meio ambiente estão excluídos da farra dos bilionários royalties do petróleo
É essencial refletir e politizar mais e melhor o debate sobre o destino e uso (na verdade, em geral mau uso) dos royalties do petróleo, em especial no Estado do Rio de Janeiro que produz 82% do petróleo e gás do país, e, portanto, tem sido historicamente um dos maiores beneficiários dos recursos financeiros dos royalties. O desgoverno Cabral (PMDB) tem feito de forma absolutamente ilegal e irregular uma brutal transferência de dinheiro público (R$ do FECAM-Fundo Estadual de Conservação Ambiental) para grandes empreiteiras de lixo, construtoras privadas, indústrias sujas e especuladores imobiliários.
O GOERJ também não cumpre o percentual de transferência de 10% do montante dos royalties a que tem direito e que, por lei federal, deve ser obrigatoriamente destinado para políticas ambientais, de saneamento, reflorestamento, proteção dos recursos hídricos, reciclagem de lixo etc (via FECAM).
Há tempos tem havido sistemática má versação no uso do dinheiro público da chamada “conta petróleo”, e falta transparência e publicidade na utilização de toda essa grana. Até hoje não temos o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE-RJ) e os Zoneamentos Costeiro, dos Territórios Pesqueiros e Agro-ecológico do estado do RJ que deveria ser projeto prioritário a ser financiado pelo FECAM.
O Comitê de Defesa do Litoral (CODEL) nunca saiu do papel, é mais uma das muitas leis de papel que são ignoradas por governos autoritários e pouco afeitos ao jogo democrático; o que tem inviabilizado a participação popular, das universidades e centros de pesquisa, movimentos sociais e órgãos públicos federais, estaduais e dos municípios na gestão democrática do litoral fluminense.
Enquanto isso a indústria petrolífera aumenta seu passivo socioambiental: com a REDUC-refinaria Duque de Caxias, construída nos anos 50, operando com milhares de equipamentos obsoletos e de elevado Risco Ambiental que lança poluente água de produção contendo diversos produtos químicos (tais como BIOCIDAS, ANTI-CORROSIVOS, ANTIESPUMANTES, INIBIDORES DE PARAFINA, ETANOL, SEQUESTRANTES DE OXIGÊNIO, METAIS PESADOS, ELEMENTOS RADIOATIVOS, dentre outros, nas águas do rio Iguaçu e da baía.
Deve se estar em alerta com a implantação da mega-refinaria do COMPERJ (PETROBRAS), em Itaboraí, e vários oleodutos, gasodutos que vem sendo construídos no interior da baía e impactam os manguezais da APA Federal de Guapimirim e criam as zonas/áreas de exclusão de pesca que tiram o Direito ao trabalho de milhares de pescadores artesanais e marisqueiras.
Ainda hoje, a Refinaria lança seus efluentes na Baía sem tratamento e a PETROBRAS, mesmo condenada na Justiça, nunca indenizou os pescadores(as) prejudicados pelo vazamento de 1,8 milhões de litros de óleo, ocorrido em 18 de janeiro de 2000, no duto da REDUC que a liga até a Ilha D´Água, o que contribuiu significativamente para a drástica produtividade pesqueira da baía e empobreceu as populações tradicionais, como os pescadores artesanais cuja categoria profissional e cultura encontra-se ameaçada de extinção!
Apesar da ânsia para explorar as riquezas do Pré-sal a toque de caixa, o Brasil não tem Plano de Emergência e Contingência no caso de vazamento/acidente com óleo no mar.
Na maioria dos países os royalties visam compensar eventuais danos sócio-ambientais provocados pela indústria petrolífera que impactam atividades econômicas como o turismo, a pesca e o lazer náutico; e por isso estes recursos públicos lá são investidos no desenvolvimento das áreas de ciência e tecnologia, proteção ambiental, tecnologias limpas, energias renováveis, em educação ambiental e pesquisas e proteção dos oceanos.
Infelizmente, o Congresso Nacional brasileiro acabou de rejeitar sua destinação exclusiva (ou em maior parte) p/ melhoria da Educação pública, o que seria uma proposta excelente, transformadora da sociedade. Por aqui não há qualquer transparência, publicidade ou controle social no uso (em geral mau uso) dos recursos dos royalties.
O mesmo desgoverno que promove desvio de função, superfaturamentos e corrupção com a bilionária receita anual dos royalties é o que patrocina a tramóia com dinheiro público que é a tentativa de privatização das águas e do patrimônio da CEDAE; que encontra-se neste momento com ações à venda na Bolsa de Valores do Rio.
Aqui os povos da Baía de Guanabara e o meio ambiente estão fora e excluídos da farra das elites governantes com os dos bilionários royalties que lambuzam alguns governos, corporações e as oligarquias políticas.
Já no Alasca, royalties vão para o bolso do cidadão. LEIA CLICANDO AQUI
Eu quero Cabral na CPI do Cachoeira
Tudo indica que aos brasileiros honestos só restarão as lamúrias. Quando
a incompetência se une ao banditismo, as coisas não ficam como estão:
pioram.
O relatório final da CPI do Cachoeira deve ser lido nesta quarta-feira
(28). Entregue na última quarta-feira (21) pelo relator, deputado Odair
Cunha (PT-MG), o texto não é consenso entre os integrantes da CPI e
parte dos parlamentares promete a apresentação de voto em separado.
O relatório não deverá ser votado, já que parlamentares anunciaram a intenção de pedir vista do texto, que pede o indiciamento de 34 pessoas, incluindo Carlos Augusto Ramos, o Carlonhos Cachoeira, e a responsabilização de 12 pessoas que têm foro privilegiado. Os trabalhos da CPI têm encerramento previsto para 22 de dezembro.
A leitura do texto, que estava marcada para a última quarta-feira, já foi adiada por duas vezes. Na primeira, integrantes da CPI alegaram que o prazo entre a entrega e a leitura deveria ser de pelo menos 24 horas. O segundo adiamento ocorreu a pedido de Odair Cunha, que ainda pode alterar o texto em busca de consenso para a aprovação.
Entre os principais pontos de discórdia está o fato de ele propor a responsabilização criminal do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e poupar o governador do Distrito federal, Agnelo Queiroz (PT). Também há divergências sobre o pedido de indiciamento de jornalistas, entre eles Policarpo Junior, da revista Veja, e críticas sobre o pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a ser encaminhado ao Conselho Nacional do Ministério Público.
Mesmo com a decisão do relator de adiar a leitura, na última quinta-feira (22), parlamentares contrários ao encerramento dos trabalhos da CPI em dezembro protocolaram representação para que o Ministério Público prossiga com as investigações. Entre outras providências, o documento sugere a investigação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), amigo de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções. De acordo com a Polícia Federal, a Delta repassou quase R$ 100 milhões a empresas de fachada ligadas ao esquema de Cachoeira.
A leitura do relatório está marcada para as 10h15, na sala 2 da ala Nilo Coelho. O relator deve ler apenas um resumo, já que o texto tem mais de 5 mil páginas. O relatório, dividido em dois arquivos, está disponível na página da CPI na internet.
O relatório não deverá ser votado, já que parlamentares anunciaram a intenção de pedir vista do texto, que pede o indiciamento de 34 pessoas, incluindo Carlos Augusto Ramos, o Carlonhos Cachoeira, e a responsabilização de 12 pessoas que têm foro privilegiado. Os trabalhos da CPI têm encerramento previsto para 22 de dezembro.
A leitura do texto, que estava marcada para a última quarta-feira, já foi adiada por duas vezes. Na primeira, integrantes da CPI alegaram que o prazo entre a entrega e a leitura deveria ser de pelo menos 24 horas. O segundo adiamento ocorreu a pedido de Odair Cunha, que ainda pode alterar o texto em busca de consenso para a aprovação.
Entre os principais pontos de discórdia está o fato de ele propor a responsabilização criminal do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e poupar o governador do Distrito federal, Agnelo Queiroz (PT). Também há divergências sobre o pedido de indiciamento de jornalistas, entre eles Policarpo Junior, da revista Veja, e críticas sobre o pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a ser encaminhado ao Conselho Nacional do Ministério Público.
Mesmo com a decisão do relator de adiar a leitura, na última quinta-feira (22), parlamentares contrários ao encerramento dos trabalhos da CPI em dezembro protocolaram representação para que o Ministério Público prossiga com as investigações. Entre outras providências, o documento sugere a investigação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), amigo de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções. De acordo com a Polícia Federal, a Delta repassou quase R$ 100 milhões a empresas de fachada ligadas ao esquema de Cachoeira.
A leitura do relatório está marcada para as 10h15, na sala 2 da ala Nilo Coelho. O relator deve ler apenas um resumo, já que o texto tem mais de 5 mil páginas. O relatório, dividido em dois arquivos, está disponível na página da CPI na internet.
190: serviço de emergência da PM recebe 5.000 trotes por dia
“Por falta de comunicação, estou encerrando a ligação”.
Esta frase é pronunciada cerca de 5.000 vezes por dia por atendentes do
serviço de emergência da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o 190. É
assim que eles encerram a maior parte dos trotes ou ligações
consideradas indevidas, que respondem por 25% do total de atendimentos
diários do serviço, que variam de 20 mil a 22 mil na região
metropolitana do Rio. Ouça abaixo alguns exemplos de trotes à PM do Rio.
Leia a reportagem toda CLICANDO AQUI
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
ACADEPOL INVESTIGA CANDIDATOS DO ÚLTIMO CONCURSO
► Pelo menos 30 candidatos teriam se declarado negros — apenas para se beneficiar das cotas raciais.
►Mas, de acordo com os investigadores, eles teriam sido
desmascarados por suas próprias fotos publicadas em seus perfis no
Facebook.
►Há quem defenda que, no fim do inquérito, se comprovada a artimanha, os candidatos sejam eliminados do concurso e denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de falsidade ideológica e fraude.
Polêmica à vista
►A investigação certamente vai gerar muita discussão.
► No Brasil, cabe a cada pessoa se declarar negro ou não.
►Há quem defenda que, no fim do inquérito, se comprovada a artimanha, os candidatos sejam eliminados do concurso e denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de falsidade ideológica e fraude.
Polêmica à vista
►A investigação certamente vai gerar muita discussão.
► No Brasil, cabe a cada pessoa se declarar negro ou não.
Carlinhos Cachoeira ganha alvará de soltura
O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos
Cachoeira, foi condenado nesta terça-feira (20) a cinco anos de prisão
como consequência da Operação Saint-Michel, que apurou irregularidades
no sistema de transporte público no Distrito Federal. Como a pena é
inferior a oito anos, o regime inicial da prisão deve ser semiaberto e o
empresário pode ser solto a qualquer momento. A decisão é da juíza Ana
Cláudia Barreto, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
Territórios (TJDFT).
Ainda na tarde desta terça-feira, a juíza expediu um alvará para soltar Carlinhos Cachoeira. O alvará foi encaminhado para o presídio da Papuda, em Brasília, onde o contraventor está preso, e a previsão é que ele seja solto depois de fazer exame de corpo de delito.
Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo, que apurou corrupção e exploração ilegal de jogos na esfera federal. Desde então, o empresário ficou preso preventivamente no Distrito Federal e em Goiás. Vários pedidos de liberdade foram formulados nos dois processos, mas sempre esbarravam em decisões que alegavam o alto poder de influência de Cachoeira para mantê-lo preso.
Na Justiça Federal, a última decisão liminar do caso, do dia 15 de outubro, garantia a liberdade do empresário em relação à Operação Monte Carlo. No entanto, ele não pôde ser solto devido aos desdobramentos da Operação Saint-Michel.
De acordo com o advogado do empresário, Nabor Bulhões, a decisão da juíza Ana Cláudia Barreto veio no momento em que o TJDFT estava próximo de conceder liberdade a Cachoeira. “A juíza que decretou a prisão, duríssima, ao receber as razões da defesa e os documentos provando que não tinha motivo para manutenção da prisão porque os crimes imputados de tráfico de influência não ocorreram, permitiu a liberdade. Pode ter havido, eventualmente, formação de quadrilha, mas isso não justificava a manutenção da prisão”.
De acordo com Bulhões, seu cliente pode ser solto porque os impeditivos relativos à operação Monte Carlo “não prevalecem mais, não tem nada a ver com a situação”. Ele ainda informa que o alvará de soltura está sendo providenciado e que Cachoeira pode ser solto do Presídio da Papuda, onde está detido em Brasília, ainda hoje.
Ainda na tarde desta terça-feira, a juíza expediu um alvará para soltar Carlinhos Cachoeira. O alvará foi encaminhado para o presídio da Papuda, em Brasília, onde o contraventor está preso, e a previsão é que ele seja solto depois de fazer exame de corpo de delito.
Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo, que apurou corrupção e exploração ilegal de jogos na esfera federal. Desde então, o empresário ficou preso preventivamente no Distrito Federal e em Goiás. Vários pedidos de liberdade foram formulados nos dois processos, mas sempre esbarravam em decisões que alegavam o alto poder de influência de Cachoeira para mantê-lo preso.
Na Justiça Federal, a última decisão liminar do caso, do dia 15 de outubro, garantia a liberdade do empresário em relação à Operação Monte Carlo. No entanto, ele não pôde ser solto devido aos desdobramentos da Operação Saint-Michel.
De acordo com o advogado do empresário, Nabor Bulhões, a decisão da juíza Ana Cláudia Barreto veio no momento em que o TJDFT estava próximo de conceder liberdade a Cachoeira. “A juíza que decretou a prisão, duríssima, ao receber as razões da defesa e os documentos provando que não tinha motivo para manutenção da prisão porque os crimes imputados de tráfico de influência não ocorreram, permitiu a liberdade. Pode ter havido, eventualmente, formação de quadrilha, mas isso não justificava a manutenção da prisão”.
De acordo com Bulhões, seu cliente pode ser solto porque os impeditivos relativos à operação Monte Carlo “não prevalecem mais, não tem nada a ver com a situação”. Ele ainda informa que o alvará de soltura está sendo providenciado e que Cachoeira pode ser solto do Presídio da Papuda, onde está detido em Brasília, ainda hoje.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Corregedoria prende nove PMs por corrupção no Rio
Cinco sargentos, três cabos e um soldado da Polícia Militar estão sendo investigados por envolvimento em um esquema de corrupção em um posto de patrulhamento rodoviário em Nova Friburgo, na região serrana. Veja no vídeo como funcionava o esquema de cobrança de propina.
Polícia usará arma de choque contra viciados em crack
As polícias do Brasil terão armas de choque e spray de pimenta para
conter dependentes de crack. A distribuição desses dispositivos é uma
das ações previstas no programa "Crack, é possível vencer", do
Ministério da Justiça.
A utilização de força policial, incluindo armas não letais, para o controle de dependentes é controversa.
Em São Paulo, operação iniciada em janeiro por Estado e prefeitura foi
criticada por especialistas, que defendiam foco maior em saúde.
A orientação para o uso de armas de choque, chamadas de taser, é da
Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), ligada ao ministério.
Segundo nota da pasta, a intenção é que "os policiais tenham opções
menos letais, principalmente para situações em que existem aglomerados
de pessoas".
A determinação foi motivada pela portaria 4.226, de 2010, do ministério e
da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. A orientação é que as
armas sejam usadas só por policiais treinados.
PROGRAMA
Até agora, 12 Estados estão no programa federal, totalizando R$ 62
milhões em recursos. O Rio recebeu mais recursos: R$ 9 milhões. O
próximo a aderir deve ser São Paulo.
Além de armas, o programa prevê treinamento de policiais e a compra de câmeras para monitorar cracolândias.
No Rio, serão treinados 200 policiais. Os equipamentos, 250 armas de
choque e 750 sprays de pimenta, já chegaram, segundo a Secretaria de
Segurança do Rio.
Em nota, a pasta disse que as armas "serão usadas apenas em caso de
extrema necessidade por agentes policiais" e que não há "qualquer
estratégia repressiva de tratamento de choque para usuários".
Os 150 homens da Força Nacional que desde maio ocupam o morro do Santo
Amaro, zona sul, já usam armas de choque em ações contra viciados.
Le Mans. Bombeiros em greve bloquearam o bonde
Um grupo de bombeiros bloqueou o bonde esta manhã por volta das 9h, na Place de la République, o Le Mans. A ação simbólica lançada pela União do Sul, recentemente criado.
O sindicato convocou a greve até 2 de dezembro. Este movimento não terá impacto sobre o alívio: o prefeito réquisitionnera que puder, os bombeiros precisavam atividade diária.
Tal como outros movimentos de fogo, na França, a união minoria deseja alertar o conselho e elegeu uma nova cadeia, criada em 1 de maio. "Sua aplicação retarda a progressão das carreiras, porque incorpora um novo posto de Cabo. Esta extensão irá gerar uma perda de remuneração. "Os grevistas exigiam uma compensação financeira por isso.
MAVILLE.COM
Policiais militares recebem orientação para atendimento ao público LGBT
Policiais militares e civis que trabalham na área de Copacabana, na
Zona Sul do Rio, receberam na manhã desta quarta-feira (14) orientações
para atender ao público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais (LGBT) no bairro. O objetivo da capacitação é qualificar os
agentes para abordagem aos homossexuais em geral, como também aos que
estarão presentes na 17ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2012, que acontece
neste domingo (18) na orla.
Todas as instruções foram passadas pelo coordenador do Programa Rio Sem
Homofobia, Cláudio Nascimento, no 19º BPM (Copacabana). De acordo com
ele, a iniciativa - batizada de "Rio sem homofobia e com mais segurança"
- é um grande marco na história da cidade.
"É a primeira vez que este tipo de orientação acontece. Esta ação
política e, ao mesmo tempo, pública servirá para que tenhamos todo um
cuidado na abordagem desta identidade LGBT. Sabemos que Copacabana é um
bairro onde tem uma grande concentração deste público e que todo ano tem
a parada [LGBT] também. Os policiais não vão fazer nada de diferente,
apenas saber abordar este público e coibir qualquer tipo de excesso,
como acontece também com o público heterossexual. O importante é ter
respeito à diversidade e aos direitos humanos", explicou Nascimento.
sábado, 10 de novembro de 2012
Usuários de crack se arriscam entre carros na Avenida Brasil
Motoristas
enfrentam mais um problema diário na Avenida Brasil, além do já
conhecido engarrafamento. Usuários de crack são vistos, dia e noite, se
arriscando ao atravessar entre os veículos. Na manhã deste sábado, mais
uma cena protagonizada por estes usuários chamou a atenção daqueles que
cruzaram a avenida.
Três jovens ajudavam a empurrar um carro enguiçado no meio da Avenida Brasil, na altura da entrada para a Ilha do Governador, local onde há uma conhecida "cracolândia". Um deles, que portava um tubo feito de papelao, chegou a subir e sentar no automóvel.
Três jovens ajudavam a empurrar um carro enguiçado no meio da Avenida Brasil, na altura da entrada para a Ilha do Governador, local onde há uma conhecida "cracolândia". Um deles, que portava um tubo feito de papelao, chegou a subir e sentar no automóvel.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Lei Seca: deputado Rodrigo Bethlem se recusa a soprar o bafômetro
O poderoso deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB) e futuro
secretário de Governo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, caiu na rede da
Operação Lei Seca, na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, na madrugada
desta segunda-feira.
E o moço, criador do novo conceito de Ordem
Pública (foi o primeiro "xerife urbano" do governador Sérgio Cabral),
não quis conversa com os agentes.
Simplesmente, ele se recusou a soprar o bafômetro.
Seu carro, um Toyota Corolla, foi liberado porque Bethlem apresentou um condutor autorizado. E sóbrio.
Bethlem seguiu sentadinho no banco do carona.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Traficantes do morro da Serrinha decidem parar com a venda de crack
Os traficantes do morro da Serrinha, em Madureira, resolveram parar de vender crack na região, pois o comércio da droga atrapalha os negócios, já que atrai cada vez mais a polícia e usuários. Em algumas das entradas da favela da zona norte, os bandidos até espalharam faixas comunicando a decisão.
domingo, 4 de novembro de 2012
Carta de facção encontrada pela polícia de São Paulo diz: ‘Só quero meter bala na PM’
Uma carta apreendida durante um flagrante de tráfico de drogas chamou
atenção da polícia, neste sábado, em São Vicente. Em um dos trechos,
quem escreveu disse que quer “mete (sic) bala na PM” e colocou a sigla
PCC (Primeiro Comando da Capital) no final da folha. No texto, ele
também diz que, “se a base encosta, bota eles (sic) para andar”. Os dois
detidos nada disseram sobre a carta.
O flagrante aconteceu na esquina da Rodovia dos Imigrantes com Avenida Paulo Horneaux de Moura. Por volta das 7h30, uma equipe da PM foi até lá checar denúncia anônima. Os dados indicavam que havia uma pessoa com entorpecentes no acostamento da rodovia.
No local, a PM viu o vendedor Willian Batista de Oliveira, de 19 anos, mexendo em algo no chão e o outro acusado, o servente Jefferson Leandro Nascimento Gonçalves, de 20 anos, vendo o movimento. Ao notar a presença da viatura, Jefferson avisou o outro homem, que tentou disfarçar.
O flagrante aconteceu na esquina da Rodovia dos Imigrantes com Avenida Paulo Horneaux de Moura. Por volta das 7h30, uma equipe da PM foi até lá checar denúncia anônima. Os dados indicavam que havia uma pessoa com entorpecentes no acostamento da rodovia.
No local, a PM viu o vendedor Willian Batista de Oliveira, de 19 anos, mexendo em algo no chão e o outro acusado, o servente Jefferson Leandro Nascimento Gonçalves, de 20 anos, vendo o movimento. Ao notar a presença da viatura, Jefferson avisou o outro homem, que tentou disfarçar.
Durante a abordagem, os policias encontraram uma pochete no chão. Dentro
dela, havia 45 porções de maconha, 108 pedras de crack e 38 porções de
cocaína. Além da pochete, a PM encontrou uma sacola com Jefferson, onde
estava a carta com a apologia ao crime.
Diante dos fatos, a dupla foi detida, e o caso, levado para a Delegacia Sede de São Vicente. A carta e o entorpecente foram apreendidos para realização de perícia.
Diante dos fatos, a dupla foi detida, e o caso, levado para a Delegacia Sede de São Vicente. A carta e o entorpecente foram apreendidos para realização de perícia.
PM é morta a tiros na frente da filha em São Paulo
Uma soldado da Polícia Militar foi morta a tiros na frente da filha de 9
anos, na Rua Dr. Roberto Zwuicker, na Vila Serralheiro, zona norte de
São Paulo, por volta das 21h de sábado. Segundo a PM, a policial estava à
paisana e chegava em casa, acompanhada da filha, quando foi retirada a
força do carro. Os criminosos dispararam ao menos nove tiros contra a
militar e fugiram.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Assassinos de vereador eleito em Niterói usaram carro alugado
O Fiat Palio placa HJG-2076, de Belo Horizonte, usado no assassinato do
vereador eleito Lúcio Diniz Araújo Martelo, de 44 anos, o Lúcio do
Nevada (PRP), quinta-feira em Niterói, pertence à Localiza, uma empresa
de aluguel de veículos. Investigadores da 78ª DP (Fonseca) tentam
descobrir o paradeiro do locatário. A vítima foi atingida por pelo menos
15 tiros de pistola calibre 9mm, no bairro de Santa Bárbara. Depois do
crime, os assassinos abandonaram o carro na RJ-104 e fugiram. Eles, no
entanto, deixaram suas digitais no veículo.
Procurada pelo Jornal Globo em Belo Horizonte, a assessoria da Localiza
divulgou nota afirmando que não informa a identidade de seus clientes,
“independentemente de qualquer acontecimento”.
No sábado, a
polícia conseguiu identificar um dos dois bandidos que executaram o
vereador eleito. No entanto, os investigadores não revelaram a
identidade do assassino alegando que isto atrapalharia as investigações.
No mesmo dia, parentes e amigos da vítima realizaram uma manifestação
na Praia de Icaraí cobrando justiça.
— Identificamos um suspeito e
poderíamos até divulgar sua foto, mas a Polícia Civil, de forma
prudente, não vai revelar a identidade nem a imagem para não atrapalhar
as investigações — explicou Guimarães. — Pelas circunstâncias do crime e
nas informações levantadas pela investigação, que continua de forma
ininterrupta desde o crime, a polícia confirma que foi uma execução.
Lucio
do Nevada foi eleito este ano pela primeira vez, após três tentativas.
Com 4.103 votos, foi o sexto mais votado na cidade. Empresário ligado à
indústria naval, Lucio fazia parte da mesma coligação do candidato à
prefeitura Felipe Peixoto (PDT), que foi derrotado pelo petista Rodrigo
Neves no segundo turno no domingo.
Vingança
A polícia em Niterói anda
preocupada. Recebeu
informes de que um grupo
de amigos do vereador eleito
Lúcio do Nevada assassinado, teria começado
uma caça aos assassinos.
Policiais correm para chegar
aos responsáveis antes
que ocorra um novo crime
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Pacientes do hospital público elogiam atendimento e mandam recado ao secretário de Saúde
Miguel Couto: pode ir sem medo, SÉRGIO CÔRTES
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
Pacientes do hospital
público elogiam atendimento e mandam recado ao secretário de Saúde
"Minha filha
foi muito bem atendida aqui e tenho certeza de que ele também seria. Ainda mais
sendo o secretário de Saúde. Pode vir para cá, secretário!", disse
Alexandra Borges Gomes, de 28 anos, enquanto aguardava, na emergência do
Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, o resultado dos exames feitos na
pequena Thayná, de 2 anos, que sentia dores na barriga e já havia vomitado algumas
vezes.
A diarista se referia
ao secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes, que, ao sofrer intoxicação por
fumaça e um corte na perna num incêndio que atingiu sua cobertura dúplex, na
Lagoa, na madrugada de sexta-feira, preferiu ser levado a um hospital privado
ao de referência do Samu na região, o Miguel Couto.
Mas se há quem esnobe,
outros fazem questão de ser atendidos lá. E o caso da estudante Letícia
Aparecida de Almeida, de 19 anos, que mora a cerca de 30 quilômetros do
hospital — a cobertura de Cortes fica a 1,5 quilômetro da
unidade —, mas só confiou nos médicos do Miguel Couto para examinar seu filho
de 2 anos, que se acidentou numa piscina.
— Moro em Curicica. Peguei
dois ônibus para chegar aqui. Levamos uma hora e meia com o Henry no colo, chorando
de dor, mas não vou ao Lourenço Jorge nem a nenhum outro hospital. O
atendimento aqui é melhor — disse ela, que, cerca três horas depois, saía da
unidade com o filho imobilizado. — Foi uma fratura de fêmur. Valeu a pena ter
vindo aqui.
Acompanhando a mãe numa
enfermaria da Clínica Médica desde quarta-feira, o auditor fiscal de qualidade
Evandro Marques, de 32 anos, também é só elogios:
"Vim de Curicica, mas valeu a pena. O atendimento é bom"
Letícia de Almeida
Estudante
— O atendimento aqui é diferenciado. O secretário de Saúde poderia vir para cá. Ele seria bem tratado. E devia ter dado o exemplo. Se todo mundo tem que passar por um hospital público, ele também deveria.
PERGUNTAS QUE
FICARAM SEM RESPOSTA
O PRIVILÉGIO
A Secretaria estadual de Defesa Civil, responsável pelo Corpo de Bombeiros, não respondeu ao EXTRA por que a guarnição que levou Sérgio Cortes para um hospital privado, em vez do de referência, não será punida, já que quebrou uma norma da corporação.
Também não informaram quem deu autorização à equipe para quebrar a regra.
A Secretaria estadual de Defesa Civil, responsável pelo Corpo de Bombeiros, não respondeu ao EXTRA por que a guarnição que levou Sérgio Cortes para um hospital privado, em vez do de referência, não será punida, já que quebrou uma norma da corporação.
Também não informaram quem deu autorização à equipe para quebrar a regra.
A NORMA
A Secretaria de Defesa Civil também não informou a razão de existir uma norma que determina que as vítimas sejam levadas apenas para os hospitais de referência da rede pública.
A Secretaria de Defesa Civil também não informou a razão de existir uma norma que determina que as vítimas sejam levadas apenas para os hospitais de referência da rede pública.
ATENDIMENTO DO SAMU
A assessoría de
imprensa dos Bombeiros respondeu que não informaria quantas remoções foram
feitas para hospitais públicos e para hospitais particulares desde o ultimo
sábado pelas ambulâncias do Samu/GSE.
JORNAL EXTRA
sábado, 27 de outubro de 2012
Cobertura de secretário estadual de Saúde pega fogo na Lagoa
Um incêndio destruiu a cobertura do secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, na Avenida
Borges
de Medeiros, na Lagoa, na madrugada desta sexta-feira. O fogo teria
começado numa adega climatizada e foi inicialmente combatido pelo
próprio secretário, que já foi médico do Corpo de Bombeiros. Ele retirou
os filhos de casa e tentou controlar as chamas com extintores. Côrtes
sofreu um corte na perna direita, o que fez com que perdesse muito
sangue, e foi retirado do apartamento desacordado devido à quantidade de
fumaça que inalou.
O secretário de Saúde foi levado pelos
bombeiros para um hospital particular, e não para a unidade pública mais
próxima, como acontece em todos os socorros feitos pelo Samu. O Corpo
de Bombeiros admitiu a exceção e explicou, em nota, que Côrtes, com
plano de saúde, já tinha seu médico à espera no Hospital Samaritano, em
Botafogo. “A família optou pela transferência para esta unidade para que
ele não ocupasse um leito desnecessariamente”, diz a nota.
Usuários de crack causam incêndio em depósito da DRFA
Usuários de crack causaram um incêndio, na madrugada desta
sexta-feira, em um depósito de carros da Delegacia de Roubos e Furtos de
Automóveis (DRFA), na Avenida Brasil, na altura do Trevo das
Margaridas, em Irajá, na Zona Norte. O fogo atingiu diversos carros
apreendidos pela especializada. Bombeiros controlaram o fogo, que
começou por volta de 1h30m. O trânsito precisou ser interditado.
De
acordo com agentes da DRFA e guardas do depósito, é comum que usuários
de drogas rondem o local para tentar roubar peças dos veículos para
comprarem drogas nas favelas da região.
Um dos seguranças contou
que, durante a madrugada desta sexta-feira, alguns usuários fizeram uma
fogueira perto da cerca do depósito. O vento estava muito forte e levou
as chamas até os veículos, causando o incêndio.
O Corpo de
Bombeiros informou que ninguém se feriu. Apenas carcaças de carros foram
atingidas. Automóveis que ainda continham combustível foram retirados
do local.
O acesso à Avenida Brasil, no sentido Zona Oeste, pela
Via Dutra, precisou ser interditado. Os motoristas desviaram o caminho
por um campo que fica em frente ao depósito. A via foi liberada ainda de
madrugada.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Dono de abrigos do crack já matou 42 - major reformado da PM tem no currículo tiroteios que levaram 42 à morte em três anos
Os tiros a curta distância na cabeça e no antebraço de dois
adolescentes, de 16 e 17 anos, mortos num suposto tiroteio, há 12 anos,
sintetizam bem o histórico profissional do homem contratado pela
Prefeitura do Rio para cuidar de 178 jovens usuários de crack.
No caminho
inverso do filantropo presidente da Casa Espírita Tesloo — a cogestora
dos cinco centros especializados em dependência química —, os anos de
serviço na Polícia Militar fizeram do major reformado Sérgio Pereira de
Magalhães Júnior, 42 anos, um colecionador de confrontos armados. Em
quatro anos de combate nas favelas, o oficial viu tombar nos tiroteios
que protagonizou ao menos 42 pessoas, entre 1999 e 2002.
A fama de operacional e destemido valeu a Sérgio Magalhães o título de
‘xerife’ de Magalhães Bastos, onde foi criado e montou a base para seu serviço
social. A reboque, virou alvo de investigação, determinada pela Chefia
de Polícia Civil em 2008, por suspeita de integrar grupo de milícia na
Zona Oeste. O major foi ouvido duas vezes em inquérito na 33ª DP
(Sulacap) para apurar a ligação de policiais com grupo que domina as
comunidades Sobral e Vila Brasil.
Na lista dos investigados, há três velhos conhecidos de rua do major
Júnior — como Sérgio Magalhães aparece na denúncia e, curiosamente, é
chamado pelos amigos no bairro. São eles os irmãos Ítalo e Ipólito
Pereira Campos, e Jailton Campos, todos PMs e que participaram de mais
de uma dezena de trocas de tiros com supostos traficantes, sempre sob a
supervisão do oficial, nos tempos de 22º BPM (Maré) e 14º BPM (Bangu).
Sérgio Magalhães e os irmãos Campos formaram uma trinca do barulho nos
quartéis e com um gosto pelo atacado: dos 23 autos de resistência
registrados pelo major PM nas delegacias do Rio de Janeiro
e batalhões onde trabalhou, em pelo menos um terço houve mais de uma
vítima. Em um só episódio, na Favela da Coreia, em 2001, foram cinco
mortes. E mais: a precisão dos tiros do oficial é impecável. Quase
sempre os supostos criminosos foram atingidos na cabeça e no peito.
Rápido no gatilho
A rapidez com o gatilho nas operações policiais se mostrou eficiente também na administração da Casa Espírita Tesloo. Sérgio fundou a instituição em 2002 com um grupo de amigos e parentes. Até hoje, a mãe do oficial e o irmão, cabo da PM, têm cargos na ONG e a mulher, Sabrina Fernandes, faz parte do grupo administrativo.
Em três anos, Sérgio Magalhães fincou o pé na Prefeitura do Rio e não
saiu mais. Mesmo sem qualificação, conseguiu angariar R$ 1,8 milhão em
verbas para cuidar dos menores abandonados e famílias desamparadas. Mas o
pulo do gato veio mesmo em 2009. De lá para cá, o combate ao crack e o
acolhimento de crianças e adolescentes injetaram R$ 78 milhões na casa
espírita e deram ao major o título de rei da internação compulsória.
Reforma por invalidez não freou troca de tiros
Amigos em Magalhães Bastos e na Justiça. Ítalo e Ipólito Campos são testemunhas em ação na 4ª Vara de Fazenda Pública em que o major pede à PM o reconhecimento da reforma por doença adquirida no trabalho. Magalhães alega que em operação na Favela Nova Brasília, em 2003, caiu de uma casa e feriu duas vértebras. Parecer do setor de neurocirurgia do Hospital da PM, assinado pelo urologista Frederico Antônio Capper, atestou invalidez permanente.
O problema cervical, no entanto, não o impediu de entrar em favela e atirar em bandidos. Em 2007, foi chamado em casa por amigo, de madrugada, e foi sozinho à Favela do Fumacê, em Realengo, recuperar carro roubado. Na 33ª DP, Magalhães afirmou que só rumo à delegacia notou o corpo de um homem no banco traseiro. Em 2011, saiu de moto e recuperou veículo de outro amigo, em Deodoro. Na ação, trocou tiros com Patrick da Silva e Silva, que morreu com duas balas na cabeça.
Tiros certeiros na cabeça e no peito
Nos laudos cadavéricos dos mortos em confronto com o major, mais de 60% das vítimas foram atingidas na cabeça, no peito e no antebraço. As marcas sinalizam tentativa da vítima de se defender com o braço diante da arma. Foi o que aconteceu com Leonardo Mendonça Leocádio, 16 anos, e Juliano Domingos Monteiro, 17, mortos na Favela 48, em Bangu, em 2000. O primeiro levou três tiros no pescoço, um na cabeça e quatro no braço direito. O amigo, dois no peito e dois no braço direito.
A maioria das 42 mortes ainda são investigadas nas delegacias ou no Ministério Público: seis viraram inquéritos arquivados e 23 desses autos de resistência, elogio na ficha funcional.
JORNAL O DIA
Reforma por invalidez não freou troca de tiros
Amigos em Magalhães Bastos e na Justiça. Ítalo e Ipólito Campos são testemunhas em ação na 4ª Vara de Fazenda Pública em que o major pede à PM o reconhecimento da reforma por doença adquirida no trabalho. Magalhães alega que em operação na Favela Nova Brasília, em 2003, caiu de uma casa e feriu duas vértebras. Parecer do setor de neurocirurgia do Hospital da PM, assinado pelo urologista Frederico Antônio Capper, atestou invalidez permanente.
O problema cervical, no entanto, não o impediu de entrar em favela e atirar em bandidos. Em 2007, foi chamado em casa por amigo, de madrugada, e foi sozinho à Favela do Fumacê, em Realengo, recuperar carro roubado. Na 33ª DP, Magalhães afirmou que só rumo à delegacia notou o corpo de um homem no banco traseiro. Em 2011, saiu de moto e recuperou veículo de outro amigo, em Deodoro. Na ação, trocou tiros com Patrick da Silva e Silva, que morreu com duas balas na cabeça.
Tiros certeiros na cabeça e no peito
Nos laudos cadavéricos dos mortos em confronto com o major, mais de 60% das vítimas foram atingidas na cabeça, no peito e no antebraço. As marcas sinalizam tentativa da vítima de se defender com o braço diante da arma. Foi o que aconteceu com Leonardo Mendonça Leocádio, 16 anos, e Juliano Domingos Monteiro, 17, mortos na Favela 48, em Bangu, em 2000. O primeiro levou três tiros no pescoço, um na cabeça e quatro no braço direito. O amigo, dois no peito e dois no braço direito.
A maioria das 42 mortes ainda são investigadas nas delegacias ou no Ministério Público: seis viraram inquéritos arquivados e 23 desses autos de resistência, elogio na ficha funcional.
JORNAL O DIA
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Tratar dependende de crack sem internação é impossível
Entre os muitos caminhos possíveis para combater o crescimento
devastador do crack nas cidades brasileiras, pelo menos dois são
inescapáveis: é preciso combater o tráfico e os pontos de venda; e é
preciso tratar urgentemente os dependentes químicos, grande parte desse
grupo formada por menores de idade oriundos de famílias pobres. Em
relação ao crack, nada é simples ou barato. E no momento, no Rio de
Janeiro, o descompasso entre essas duas ações torna os esforços quase
nulos. Como REVISTA VEJA mostrou ao longo da última semana, o governo do estado
empenhou recursos na ocupação da área onde se formou a maior cracolândia
do estado, próxima das favelas de Manguinhos e do Jacarezinho. Já no
dia seguinte à ocupação, os usuários, mesmo aqueles recolhidos pelas
equipes de assistência social, reapareceram nos arredores de outros
pontos de venda da droga. Não há como ser diferente: as duas únicas
clínicas do estado estavam fechadas, e não há, por enquanto, onde tratar
os adultos em situação de dependência.
Quatro passos do tratamento de usuários de crack
Internação
Acompanhamento psicológico
Terapia
Vigilância eterna e apoio
E aí surge outra explicação para os efeitos pífios das políticas públicas contra o crack até o momento: na rede pública de saúde do estado do Rio o atendimento é apenas ambulatorial. Ou seja, o paciente chega, recebe os cuidados médicos e sai quando quer, sem receber o acompanhamento psiquiátrico necessário para reduzir as chances de, novamente, buscar a droga.
Para todo o estado do Rio, havia, antes do fim do contrato com as duas clínicas de dependência química para adultos, 300 vagas disponíveis para todo tipo substância. O total de usuários de crack só na capital é um chute: seriam 3.000 os viciados, entre adultos e crianças. Apesar de o total de vagas no estado ser ínfimo, não chega a haver superlotação. Afinal, o dependente de crack raramente busca tratamento.
A chegada do crack à classe média, no entanto, já cria uma fila para tratamento na rede particular. Pela primeira vez em 20 anos, a Clínica Jorge Jaber, que tem capacidade para receber 70 pacientes, tem fila de espera. “O crack não é mais droga de pobre. Recebo com frequência pacientes de classe média que já foram retirados por suas famílias das ruas, de cracolândias. É muito triste. Essa turma do crack se vende por qualquer coisa, é um negócio deprimente", afirma.
“Geralmente o usuário da classe média que se vicia em crack já usou maconha, álcool ou cocaína sem ficar dependente de imediato. Então acredita que tem um domínio e experimenta. Mas um fim de semana já é suficiente para se viciar”, diz, acrescentando que 30% dos que concluem o tratamento internado pela primeira vez não têm recaídas nos seis meses posteriores. Na cocaína, o índice é de 66% a 72% em 1 ano e 8 meses após a alta da clínica.
O médico alerta que o tratamento é para sempre. "O perigo é para sempre. É como nascer. Depois que caímos no mundo estamos condenados a viver nele. A única hipótese que nos tira do mundo é a que não queremos, a morte".
LEIA A REPORTAGEM COMPLETA AQUI
BOMBEIRO E FILHA FORAM BALEADOS EM CAMPINHO
O subtenente do Corpo de Bombeiros e sua filha, de sete anos de idade, foram baleados durante uma tentativa de assalto em Campinho, zona norte do Rio. Eles foram abordados em um sinal de trânsito.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
CIDINHA CAMPOS CHAMOU ELEITORES DE "CAMBADA DE MENTIROSOS"
"Eu nunca andei tanto! Sabe como eu faço minha campanha, vou descansar em Nova Iorque! Não gosto de campanha! Mas, para o meu filho, tive que gostar, e gostei! Foi um tempo de andar de mãos dadas, de beijo, de carinho, de afeto! E andei com meu filho. E isso foi tão saudável para mim, para minha família!
Deixaram de votar no meu filho. E fui a 85 lugares com meu filho, e posso provar. Só a Madureira, fui oito vezes; a Campo Grande, cinco; a Bangu, cinco, e por aí afora. Nunca me ofereci para as pessoas. Tenho um certo pudor de avançar em cima do eleitor e dizer: “Toma um ‘santinho’”. Não faço isso! Fico num canto; o cara fala que estou lá – era o Rodrigo que fazia isso para mim –, e eu ficava com o ‘santinho’ na mão. As pessoas vinham e pediam o ‘santinho’. E não votaram! Cambada de mentirosos! Distribuímos uma ‘pá’ de ‘santinhos’! O que eles fizeram? Não eram de papel; portanto, não fizeram aquilo; eram de plástico. Tiraram ‘sarro’! E tiraram ‘sarro’ de uma pessoa de boa-fé, leal, com vontade de ajudar a cidade, cheia de propostas. Votaram em quem? Na mãe loira do funk!"
Deixaram de votar no meu filho. E fui a 85 lugares com meu filho, e posso provar. Só a Madureira, fui oito vezes; a Campo Grande, cinco; a Bangu, cinco, e por aí afora. Nunca me ofereci para as pessoas. Tenho um certo pudor de avançar em cima do eleitor e dizer: “Toma um ‘santinho’”. Não faço isso! Fico num canto; o cara fala que estou lá – era o Rodrigo que fazia isso para mim –, e eu ficava com o ‘santinho’ na mão. As pessoas vinham e pediam o ‘santinho’. E não votaram! Cambada de mentirosos! Distribuímos uma ‘pá’ de ‘santinhos’! O que eles fizeram? Não eram de papel; portanto, não fizeram aquilo; eram de plástico. Tiraram ‘sarro’! E tiraram ‘sarro’ de uma pessoa de boa-fé, leal, com vontade de ajudar a cidade, cheia de propostas. Votaram em quem? Na mãe loira do funk!"
DEPOIMENTOS DO PTN E PMDB - MENSALÃO DO EDUARDO PAES
Começam ontem os depoimentos no Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o acordo feito entre PMDB e PTN para o apoio à reeleição de Eduardo Paes.
Jorge Esch, presidente estadual do PTN, será o primeiro a falar. Na quinta-feira, será a vez de Paulo Memória, presidente municipal do PTN. No dia 23, Jorge Picciani, presidente do PMDB do Rio de Janeiro e dois dias depois, Pedro Paulo Teixeira, ex-chefe da Casa Civil de Paes.
Encrenca para Paes
O PMDB do Rio de Janeiro firmou um compromisso financeiro de 1 milhão de reais para ter o apoio de um partido nanico à reeleição de Eduardo Paes. É o que mostra um vídeo a que VEJA teve acesso com imagens do presidente estadual do PTN, Jorge Sanfins Esch, em conversas com correligionários do partido.No vídeo, Sanfins Esch garante que impediu uma candidatura própria do PTN, porque acertou o recebimento de 200 000 reais para bancar a campanha de candidatos a vereador do partido.
REVISTA VEJA
Vídeo esclarecedor: As UPPs são utopias eleitoreiras de Cabral
Comentário do Blog no QAP: Esse vídeo foi feito bem antes das criações das UPPs, porém, o ex-secretário de segurança do Rio, Hélio Luz demonstra claramente a engrenagem da violência carioca, que UPP nenhuma será capaz de acabar, sem que interfira no social. O conceito de UPP é míope, pois só vê um lado da moeda, e não é com repressão que se atingirá a paz social. UPP é mentira eleitoreira...pois a PM do Rio além de não ter efetivo, paga mal aos seus soldados e não combate efetivamente as mazelas sociais. Isso tudo é um teatro pra Copa de 2014 e Olimpíadas 2016...
BLOG NO QAP
Usuários de crack que deixaram o Jacarezinho migraram para outros pontos da cidade
As imagens foram feitas na avenida Brigadeiro Trompowski, próximo à avenida Brasil. Com a ocupação do complexo de Manguinhos e do Jacarezinho, grupos de usuários migraram para outros pontos da cidade.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberval Ferreira França
A Polícia que temos e a Polícia que queremos
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Medo faz PMs de São Paulo andarem em comboio
A série de ataques que já matou 79 policiais militares neste ano transformou a rotina dos integrantes da corporação. PMs que moram na periferia de São Paulo já fazem comboios para não serem pegos sozinhos pelos criminosos na volta para casa. E há até quem fale em um "código vermelho", que prevê a morte de dez bandidos para cada PM assassinado. Mudar de cidade é outra alternativa que vem sendo cogitada por alguns.
Policiais que moram nas zonas leste e sul se juntam e vão de moto ou mesmo de carro para se precaver", conta o sargento Nelson José de Brito, 49, que trabalha na região do Jardim Ângela, na zona sul, no 37º Batalhão da PM - onde atuava o soldado Hélio Miguel Barros, 36, assassinado na segunda-feira (8) em Taboão da Serra.
Com 29 anos de profissão, o sargento Brito toma precauções antes de voltar para casa, no Capão Redondo. "Ligo para minha mulher para saber se há algum estranho rondando", diz. No entanto, ele se recusa a tirar a farda na volta do trabalho. "Acho isso um constrangimento."
Outros na região, porém, não veem o menor problema em guardar a farda na bolsa. "Mesmo com as pessoas sabendo que sou policial, é bom evitar que fiquem me ‘ganhando’ na volta para casa", diz um soldado de 30 anos que trabalha na zona sul. Ele prefere pagar o ônibus - policiais têm o benefício de usar o transporte público gratuitamente desde que estejam uniformizados - a evitar exposição.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Em sua música de campanha, Léo Comunidade faz referências a traficantes da Rocinha
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou que
o jingle de campanha do candidato a vereador Leonardo Rodrigues Lima, o
Léo Comunidade (PTN), seja retirado da internet.
Ele é suspeito de representar o tráfico de drogas na Rocinha, em São Conrado,
na Zona Sul do Rio, e de oferecer cestas básicas em troca de votos. O
TRE-RJ ainda vai julgar o pedido de cassação do candidato.
O Ministério Público quer que a música seja proibida, já que começa com
som de tiros. Os promotores também recomendaram a cassação da
candidatura e do diploma, caso Léo Comunidade seja eleito.
Em sua música de campanha, Léo
Comunidade faz referências a traficantes da Rocinha, inclusive a Antonio
Bomfim Lopes, o Nem, preso no fim do ano passado. O TRE-RJ ainda não
definiu a data de votação do pedido de cassação.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Léo Comunidade tinha procurado UPP para cobrar taxas de mototaxistas
MPE ajuiza ação contra Léo Comunidade
Candidato da Rocinha é acusado de abuso de poder político e econômico, além de compra de votos
O Ministério Público Eleitoral (MPE),através da 205ª Promotoria
Eleitoral, ajuizou ação de investigação eleitoral por abuso de poder econômico,
abuso de poder político e captação ilegal de voto contra o candidato a
vereador Leonardo Rodrigues Lima, conhecido como “Léo Comunidade”.
Com base em depoimentos de testemunhas, buscas e relatórios da Coordenadoria de Polícia Pacificadora da Polícia Militar, a ação relata que Léo Comunidade coage e alicia moradores da Rocinha em troca de votos, com uma série de estratégias ilegais, entre elas distribuição de cestas básicas, de botijões de gás e cobrança de taxas de mototaxistas.
O candidato, ex-presidente da Associação de Moradores Pró-Melhoramento dos Moradores da Rocinha, segundo investigações do MPE, também associou sua campanha política ao tráfico de drogas local.
A promotoria requereu à Justiça Eleitoral a cassação do registro ou do diploma, se eleito for, de Léo Comunidade, a aplicação da multa prevista na Lei 9.504/97, além de declaração de inelegibilidade para as eleições dos próximos 8 anos.
De acordo com o MPE, a distribuição de cestas básicas ocorre na sede da associação de moradores mediante um cadastramento, sendo obrigatória a apresentação do título de eleitor.
Além do cadastro, os beneficiários têm que cumprir outras etapas para conseguir a cesta, como, por exemplo, comparecer às reuniões organizadas em prol da campanha eleitoral de Léo Comunidade. Em um dos encontros, no Clube Emoções, um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha gravou áudio em que o representado afirma que, se for eleito, ampliará a entrega das cestas básicas: “Se eu ganhar, eu vou é aumentar a cesta (sic)”.
As investigações apontam que os cabos eleitorais do candidato, que também trabalham na associação de moradores, são os responsáveis pela entrega das cestas básicas.
Policiais da UPP Rocinha também constataram que Léo Comunidade distribui botijões de gás numa tenda na Rua do Valão, uma das principais da favela, onde uma pessoa faz anotações cadastrais dos moradores.
O MPE cita que a ligação de Léo Comunidade com o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem, pode ser comprovada com a música de campanha eleitoral.
Carros de som do candidato circulam pela Rocinha tocando o jingle “Galo da Favela e seu elenco fabuloso”, em nítida associação ao funk “Bonde do mestre e seu elenco fabuloso” que era usado por Nem (preso em novembro de 2011) e seu bando em suas incursões pela favela e em pagodes e bailes realizados na comunidade.
Segundo investigações, as pessoas que integravam a quadrilha de Nem eram chamadas de “elenco fabuloso”. O MP também requereu a retirada dos vídeos de Léo Comunidade e de Nem que estão disponíveis no Youtube.
Equipes de fiscalização da Justiça Eleitoral na Rocinha constataram ainda que Léo Comunidade mantinha um esquema de cobrança de diária para mototaxistas que trabalham na favela.
Testemunhas contaram que o candidato ou representantes da associação de moradores cobravam R$ 13 de cada um dos motoqueiros, com a ameaça de que se não pagassem seriam expulsos do ponto e proibidos de trabalhar. Uma das testemunhas denunciou que um dos mototaxistas chegou a ser espancado.
A ação do MPE relata ainda que o major Edson Raimundo dos Santos, comandante da UPP Rocinha, foi vítima de tentativa de aliciamento pelo candidato a vereador.
Acompanhado de dois homens, tentou induzir o policial militar a intervir na cobrança ilegal da taxa de mototaxistas, alegando que a destinação dos recursos seria para regularizar o exercício da atividade de transporte alternativo de pessoas e para a compra de cestas básicas para mil pessoas da comunidade.
Com base em depoimentos de testemunhas, buscas e relatórios da Coordenadoria de Polícia Pacificadora da Polícia Militar, a ação relata que Léo Comunidade coage e alicia moradores da Rocinha em troca de votos, com uma série de estratégias ilegais, entre elas distribuição de cestas básicas, de botijões de gás e cobrança de taxas de mototaxistas.
O candidato, ex-presidente da Associação de Moradores Pró-Melhoramento dos Moradores da Rocinha, segundo investigações do MPE, também associou sua campanha política ao tráfico de drogas local.
A promotoria requereu à Justiça Eleitoral a cassação do registro ou do diploma, se eleito for, de Léo Comunidade, a aplicação da multa prevista na Lei 9.504/97, além de declaração de inelegibilidade para as eleições dos próximos 8 anos.
De acordo com o MPE, a distribuição de cestas básicas ocorre na sede da associação de moradores mediante um cadastramento, sendo obrigatória a apresentação do título de eleitor.
Além do cadastro, os beneficiários têm que cumprir outras etapas para conseguir a cesta, como, por exemplo, comparecer às reuniões organizadas em prol da campanha eleitoral de Léo Comunidade. Em um dos encontros, no Clube Emoções, um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha gravou áudio em que o representado afirma que, se for eleito, ampliará a entrega das cestas básicas: “Se eu ganhar, eu vou é aumentar a cesta (sic)”.
As investigações apontam que os cabos eleitorais do candidato, que também trabalham na associação de moradores, são os responsáveis pela entrega das cestas básicas.
Policiais da UPP Rocinha também constataram que Léo Comunidade distribui botijões de gás numa tenda na Rua do Valão, uma das principais da favela, onde uma pessoa faz anotações cadastrais dos moradores.
O MPE cita que a ligação de Léo Comunidade com o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem, pode ser comprovada com a música de campanha eleitoral.
Carros de som do candidato circulam pela Rocinha tocando o jingle “Galo da Favela e seu elenco fabuloso”, em nítida associação ao funk “Bonde do mestre e seu elenco fabuloso” que era usado por Nem (preso em novembro de 2011) e seu bando em suas incursões pela favela e em pagodes e bailes realizados na comunidade.
Segundo investigações, as pessoas que integravam a quadrilha de Nem eram chamadas de “elenco fabuloso”. O MP também requereu a retirada dos vídeos de Léo Comunidade e de Nem que estão disponíveis no Youtube.
Equipes de fiscalização da Justiça Eleitoral na Rocinha constataram ainda que Léo Comunidade mantinha um esquema de cobrança de diária para mototaxistas que trabalham na favela.
Testemunhas contaram que o candidato ou representantes da associação de moradores cobravam R$ 13 de cada um dos motoqueiros, com a ameaça de que se não pagassem seriam expulsos do ponto e proibidos de trabalhar. Uma das testemunhas denunciou que um dos mototaxistas chegou a ser espancado.
A ação do MPE relata ainda que o major Edson Raimundo dos Santos, comandante da UPP Rocinha, foi vítima de tentativa de aliciamento pelo candidato a vereador.
Acompanhado de dois homens, tentou induzir o policial militar a intervir na cobrança ilegal da taxa de mototaxistas, alegando que a destinação dos recursos seria para regularizar o exercício da atividade de transporte alternativo de pessoas e para a compra de cestas básicas para mil pessoas da comunidade.
Juiz manda oito sargentos reformados retornarem ao trabalho
A mesma advogada já tinha conseguido em julho a reintegração de três policiais militares dos 11 que expulsos por participarem da paralisação. Na época, a decisão foi do juiz da 1ª Vara Cível de Volta Redonda, Flávio Pimentel. A determinação judicial foi considerada inédita no estado.
Já sobre a situação dos oito sargentos, a advogada explicou que eles fazem parte do grupo de 25 policiais punidos que não foram expulsos, mas julgados por uma comissão disciplinar da PMERJ.
- No caso dos meus clientes os três oficiais que participaram da comissão votaram pela inocência deles, entendendo que não tiveram participação na greve. Porém, o comandante geral da PM, coronel Erir Ribeiro, sem qualquer fundamentação plausível , discordou do parecer dos membros da comissão e puniu os sargentos com a aposentadoria compulsória, que é feita por cotas, sem direito a proventos - disse Daniela.
Ainda de acordo com a advogada, o magistrado entendeu que a aposentadoria compulsória dada como pena foi punição desproporcional, pois não houve provas de que os militares tiveram participação na greve. Ela explicou que a vitória dos seus clientes ainda não é definitiva por se tratar de uma liminar, mas essa determinação serve para que o comando geral da PM passe a rever os excessos cometidos.
- Vários policiais são excluídos da PM de forma arbitrária, às vezes levam anos brigando na Justiça para corrigir excessos sem que haja punição para aqueles que praticam tais atos, daqui em diante buscarei também indenizações por dano moral e material, isso tem que mudar - disse desabafou a advogada.
Os sargentos beneficiados foram Marcelo da Silva Vieira, Luciano Alves Roque, Cláudio Gonçalves da Costa, José de Souza Paula, Adilson Alves, Carlos Eduardo Delfim Tanini, Jorge Gonçalves Coelho e Wagner Vidal Ribeiro.
Em nota, a PM alegou que acata todas as decisões da justiça e após o recebimento desta analisará se cabe recurso.
DIÁRIO DO VALE
terça-feira, 2 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Publicada lei sobre pena para crimes de milícias e grupos de extermínio
BRASÍLIA
- A partir de agora, é crime a formação de milícias e ou de grupos
extermínio. A presidente Dilma Rousseff sancionou lei que altera o
artigo do Código Penal e foi publicada na edição do Diário Oficial desta
sexta-feira. A lei também prevê punição mais dura para os crimes
relativos a esses grupos. O Artigo 2º do texto determina que a pena será
aumentada em um terço até a metade, se o crime for praticado por
milícia privada, sob “o pretexto de prestação de serviço de segurança ou
por grupo de extermínio”. A pena mínima é quatro anos e a máxima, oito.
Atualmente, a pena é de um a três anos.
O Artigo 288 do texto
publicado hoje no Diário Oficial da União detalha em que consiste o
crime: “Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização
paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de
praticar qualquer dos crimes (previstos no Código Penal)”, diz.
No
começo deste mês, o plenário da Câmara aprovou o projeto de lei que
tipifica o crime de extermínio e penaliza a constituição de grupo de
extermínio, milícia privada ou esquadrão, assim como a oferta ilegal de
serviço de segurança pública e de patrimônio, aumentando a pena para
homicídio relacionado a esses casos em um terço e até a metade. O
projeto passou pelo Senado e foi à sanção presidencial.
A proposta
foi elaborada a partir de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI)
que investigou as ações de grupos de extermínio e milícias privadas na
Região Nordeste do Brasil. A ideia é limitar também a ação dos
responsáveis por chacinas, nas quais são mortos civis, autoridades
públicas, policiais e dissidentes de quadrilhas, além de testemunhas de
crimes.
O GLOBO
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Famílias de PMs e bombeiros mortos em serviço poderá ter indenização de 12 salários
As famílias de policiais militares e bombeiros que tiverem sido mortos no cumprimento do dever, ainda que seja em períodos de folga, poderão ganhar uma indenização equivalente a 12 vezes o valor do último salário recebido pelo servidor público. É o que prevê o Projeto de Lei 4.140/2012, que tramita na Câmara dos Deputados. A matéria altera o Decreto-Lei 667/1969, que organiza as polícias militares e os corpos de bombeiros dos estados. De acordo com a proposta, a morte de um PM ou um bombeiro que agir para impedir um assalto vai dar direito à indenização para a família, mesmo que o incidente tenha acontecido fora do horário de trabalho do funcionário.
O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), autor do projeto, destaca que essa indenização já é paga por alguns estados, na forma de um seguro de vida, mas não há uma legislação única que estabeleça a obrigatoriedade e determine um valor para o benefício. Segundo o parlamentar, as regras atuais excluem, além dos PMs e dos bombeiros mortos fora de serviço, as vítimas de ataques de fações criminosas a quartéis e outras unidades policiais e dos bombeiros.
O projeto tramita nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.
Fonte: Extra online
sábado, 22 de setembro de 2012
Niterói e São Gonçalo "perdem" 300 policiais para UPPs
As cidades de Niterói e São Gonçalo perderam, nos últimos dias, 300
policiais. Esta situação deixou representantes da Câmara de Segurança da
Região Oceânica (CSRO) em estado de alerta. A transferência, que teve
início em agosto, gerou uma nota de repúdio feita pela CSRO, informando
da retirada destes policiais e de parte do aparato de segurança trazido
para a cidade na época que a “onda de violência” assolou o município. O
documento foi encaminhado à Comissão de Segurança Pública e Assuntos de
Polícia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), solicitando
apuração do caso.
A preocupação parte do princípio que com a transferência dos
policiais e a não reposição deste contingente, fatos como os que
ocorreram na cidade, nos meses de fevereiro, março e abril, voltem a
assombrar a vida dos moradores de Niterói.
“Quando houve aquele boom de violência na cidade, o secretário de
Segurança e o comandante-geral da PM, usaram estes novos PMs que estavam
aqui fazendo estágio, como número de policiais que estavam reforçando o
policiamento de Niterói. Se eles estavam reforçando e saem, houve uma
perda. Tudo bem que eles (PMs) cumpram estágio e passem a ingressar as
unidades pacificadoras, mas cadê a reposição? Com essa redução, não há
dúvidas que em um curtíssimo espaço de tempo nós vamos voltar ao mesmo
patamar de violência anterior”, falou Renan Lacerda, presidente da
Câmara de Segurança da Região Oceânica.
Renan Lacerda diz ainda que a queda do efetivo pode ser notada na
Região Oceânica. Ele afirma que na época do aumento de roubos havia 70
policiais patrulhando a região, em seguida, com as medidas adotadas pelo
governo, o número aumentou para 120 e hoje voltou a ser 70. O apoio do
Batalhão de Choque também deixou a cidade e os cavalos que chegaram vir
para cidade, precisaram retornar para Campo Grande.
“Onde estão motos e Patrulhamentos Táticos Móveis (Patamos)
destinados à Região Oceânica quando a criminalidade na cidade aumentou?
Os cavalos vieram e não tinha local adequado, tiveram que retornar. Mas a
população da Região Oceânica e a Câmara de Segurança conseguiram um
local dentro de um iate clube para abrigar estes animais, articulando
com empresários locais o material para construção das baias”, completou.
A expectativa é que até o fim da próxima semana o requerimento do
deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que solicita uma audiência pública
com o secretário de Estado de Segurança José Mariano Beltrame e o
comandante-geral da Polícia Militar (PMERJ), coronel Erir Costa Filho,
para esclarecimentos sobre o remanejo de policiais lotados no 12° BPM
(Niterói) e no 7º BPM (São Gonçalo) para Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs), no Rio, seja votado.
“É um absurdo. Houve reforço do policiamento em Niterói a Prefeitura
contratou homens por meio do Programa Estadual de Integração na
Segurança (Proeis) e agora pode perder 100 agentes, enquanto em São
Gonçalo seriam 200. Queremos explicações. Após aprovado, o ofício
enviado ao presidente da comissão, deputado Zaqueu Teixeira (PT), a
audiência deverá acontecer”, disse Paulo Ramos.
Questionada sobre o fato, a assessoria da Polícia Militar respondeu
apenas que, no início de setembro, 160 dos 588 policiais formados no
último dia 3 de setembro foram deslocados para cumprir estágio
prático-operacional em Niterói. Outros 160 foram para São Gonçalo.
Além disto, há 465 policiais trabalhando pelo Proeis para a
Prefeitura de Niterói e 33 policiais para a concessionária das barcas. O
Regime Adicional de Serviços (RAS) está empregando também um reforço
diário de 50 policiais para Niterói. O 7º BPM conta com mais 97
policiais/dia.
O FLUMINENSE
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