sexta-feira, 13 de novembro de 2009

APAGÃO - Qual a diferença se foram ventos ou raios? O fato é que nosso sistema de geração e distribuição de energia provou que é vulnerável e estamos sujeitos a qualquer hora a passar pela mesma situação.

Uma vez culpado, sempre culpado. Em 2001, às vésperas do racionamento de energia, um dos maiores desastres de gestão do Estado brasileiro, integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso tentaram convencer a população de que a culpa era de eventos climáticos, a falta de chuvas, no caso. Agora, nos dias posteriores ao apagão que atingiu 18 estados, Brasília recorreu ao mesmo bode expiatório.

Na quarta-feira 11, durante entrevista coletiva, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão foi taxativo: “Todos chegaram à conclusão de que foram descargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá. Houve uma concentração desses fenômenos atmosféricos ali, o que provocou um curto nos três circuitos que levam a energia que vem de Itaipu”. Localizada no Sul do estado de São Paulo, Itaberá é uma das 46 cidades por onde passam as três linhas de transmissão de Itaipu.

Ainda que a situação atual seja completamente distinta da de oito anos atrás (não existe, como daquela vez, nenhum risco ao fornecimento de energia, pois os reservatórios das hidrelétricas estão abarrotados e sobra gás para alimentar as termoelétricas), os raios e trovões são insuficientes para explicar o incidente e esclarecer a real situação do sistema elétrico nacional.

Uma nota divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) considerou improvável que as condições meteorológicas na região sejam responsáveis pelo problema. “Embora houvesse uma tempestade próxima a Itaberá, com atividade de descarga no horário do apagão, as descargas elétricas mais próximas do sistema elétrico estavam a cerca de 30 quilômetros da subestação e a cerca de 10 quilômetros de uma das quatro linhas de Furnas e a cerca de 2 quilômetros de uma das outras três linhas de 600 kV que saem de Itaipu em direção a São Paulo. Além disso, a baixa intensidade da descarga registrada não seria capaz de produzir o desligamento.”

A despeito da pressa do ministro em circunscrever o episódio às intempéries (Lobão afirmou na quinta-feira 12 que o caso estava “encerrado”), ficou evidente a vulnerabilidade do sistema elétrico nacional. Principalmente pelo tamanho do estrago, que também afetou o Paraguai. Na região Sudeste, ao menos 50 milhões de habitantes ficaram sem eletricidade. Em São Paulo, foram necessárias quase duas horas para que a energia voltasse. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, o tempo de restabelecimento chegou a 2 horas e meia. O blecaute atingiu ainda as regiões Nordeste (onde durou 42 minutos, segundo a Operadora Nacional do Sistema), Centro-Oeste e os estados do Acre e de Rondônia, por cerca de meia hora.

7 comentários:

victor disse...

É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema. Mas afinal o que realemente aconteceu????

Anônimo disse...

A hipótese de queda de raios já havia sido divulgada como certa pelo governo. Aí ficam perguntas que pessoas mais céticas não podem deixar de fazer: se existem pára-raios ao longo de toda a rede (são aqueles cabos superiores) por que não pararam os raios?

Anônimo disse...

Deve ser o conhecido "apagão não contabilizado"...

Anônimo disse...

APAGÃO 2009 EU FUI!

Anônimo disse...

Wagner Montes quer bombeiros vinculados à Secretaria de Segurança
Desvincular o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil e associá-lo novamente à Secretaria de Segurança Pública será uma das propostas defendidas pelo presidente da Comissão Especial da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) para elaborar a proposta de anteprojeto de lei que cria o novo estatuto do Corpo de Bombeiros, deputado Wagner Montes (PDT).

Este foi um dos assuntos debatidos durante a audiência pública desta sexta-feira (13/11), quando os parlamentares receberam representantes da Associação dos Cabos e Soldados do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Rio de Janeiro (ACS-CBMERJ). "Nós contamos com um estatuto ultrapassado. Precisamos de uma modernização, pois temos vários artigos no estatuto que conflitam com a Constituição Federal e precisam ser modificados. Está na constituição, por exemplo, que o Corpo de Bombeiros deve ser vinculado à secretaria de segurança pública e vamos cobrar isso", comentou o parlamentar, antes de ressaltar que o estatuto dos bombeiros é anterior a constituição de 1988.

Além da mudança de secretaria, foram debatidos outros temas como a insalubridade para a diminuição no tempo de serviço e o reajuste anual sobre o vencimento dos bombeiros inativos. O representante da ACS, coronel Robson Simas, citou ainda a falta de regulamentação funcional dos bombeiros, que hoje são obrigados a servir a população em diversas frentes de trabalho. "O estatuto que está em vigor é arcaico e já deveria ter sido reformulado. Estamos felizes pela iniciativa do deputado. Hoje, o estatuto não contempla vários anseios da classe, como uma legislação específica. Sem falar que a corporação fica sujeita a serviços como recolhimento de cadáver e outras atividades que não são específicas do bombeiro militar. Precisamos definir as atividades para dar dignidade aos nossos profissionais", comentou o coronel. O deputado ainda discutiu questões como redução na altura exigida para a admissão de homens, de 1,68 m para 1,63 m, a permissão de tatuagens que possam ser cobertas pelo uniforme de educação física e a regulamentação de punições e demissões de inativos e da hora extra de domingo, além do aumento do piso salarial para um valor acima do salário mínimo.

A comissão pretende agora continuar ouvindo os representantes da categoria para que as propostas sejam debatidas entre todos os envolvidos. "Precisamos elaborar um grande estatuto, moderno e eficiente, que vá ao encontro do que esperam os bombeiros militares e a população do Rio de Janeiro", concluiu Wagner Montes.

FORA CABRAL disse...

LEIA O BLOG
http://cabralnuncamais.blogspot.com/

Anônimo disse...

um apagão está dando na cabeça do CG da PM do RJ, vai exonerar o t.cel Roberto, pois ele apoia a pec 300, será que caiu um raio na cabeça dele, ou ainda vai cair?