sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

'Quem trabalha com segurança pública tem que estar preparado para ser ameaçado de morte', diz Beltrame

"José Mariano Beltrame negou que os delegados Marcus Neves (Polinter) e Claudio Ferraz (Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas - DRACO), serão afastados das titularidades das delegacias".

"Não podemos abrir mão desses profissionais. Cada um atuando nas suas devidas áreas faz com que a Polícia Civil consiga atingir os objetivos. Eles estudam esse grupo há anos e não podem abandonar as investigações", afirmou o secretário de segurança.
http://www.sidneyrezende.com/noticia/28271+quem+trabalha+com+seguranca+publica+tem+que+estar+preparado+para+ser+ameacado+de+morte+diz+beltrame

OUSADIA DA MILÍCIA
Policial militar que aparece armado em shopping já está preso
O policial militar Toni Ângelo Souza Aguiar já está preso administrativamente no 5º BPM (Praça da Harmonia), onde é lotado. De lá, ele será levado para a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), no Méier. Neste momento, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, concede uma entrevista coletiva para falar sobre o caso. Toni, que é suspeito de integrar o grupo miliciano "Liga da Justiça", aparece armado, com mais dois homens, nas imagens do circuito de segurança de um shopping. Eles procuravam um inimigo do bando, para matá-lo. Toni (de camisa preta) é visto com duas armas nas mãos.
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/post.asp?t=policial-militar-que-aparece-armado-em-shopping-ja-esta-preso&cod_Post=155950&a=443

ASSISTA O VÍDEO.
video

5 comentários:

Anônimo disse...

O batman saia regularmente do presídio para ir a um baile funk em Cosmos, no dia da "fuga" ele apenas não retornou.

Anônimo disse...

Google vai ao STF contra abertura sem ordem judicial do Orkut
Com decisão, MP e Polícia Civil do Rio teriam acesso direto aos dados.
Empresa diz que medida viola os direitos de privacidade dos usuários.

O Google Brasil recorreu de uma decisão que permite ao Ministério Público e à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro obterem acesso a dados do Orkut sem a necessidade de ordem judicial – essas informações, segundo a Justiça, seriam usadas para investigações criminais.

A ação cautelar ajuizada pelo Google no Supremo Tribunal Federal (STF) questiona a decisão da 26ª Vara Cível da Comarca da Capital.

“O Google não se recusa a fornecer dados. A empresa já repassa essas informações para o Ministério Público do Rio, para a Policia Civil do Rio e para outras autoridades brasileiras, desde que haja para isso uma ordem judicial”, afirmou ao G1 a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa. “Essa decisão viola os direitos de privacidade dos usuários”, continuou.

Segundo nota do Supremo Tribunal Federal, os advogados da companhia querem que o STF analise suposta violação de inciso do artigo 5º da Constituição Federal sobre intimidade e vida privada, além de inciso sobre possibilidade de quebra de sigilo de dados de comunicação telefônica.

No processo que resultou na decisão da 26ª Vara Cível, o Ministério Público do Rio alega que “a demora na concessão do provimento jurisdicional pode gerar impunidade desses usuários, uma vez que os prazos dos crimes praticados pela internet são exíguos, dando margem à ocorrência da prescrição”.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL969379-6174,00-GOOGLE+VAI+AO+STF+CONTRA+ABERTURA+SEM+ORDEM+JUDICIAL+DO+ORKUT.html

Anônimo disse...

O GATO CONSTA EM LISTA DO BOLSA FAMÍLIA!
Nome de gato é incluído em lista de beneficiários do Bolsa Família
Chefe do programa em cidade do MS inscreveu animal.
Exonerado, ele diz que está arrependido e que quer devolver o dinheiro.



O nome de um gato foi incluído na lista de beneficiários do programa Bolsa Família no município de Antônio João, em Mato Grosso do Sul. O coordenador do programa, Eurico Siqueira da Rosa, de 32 anos, que fez a inscrição com o nome do animal, foi exonerado do cargo e está sendo investigado em um inquérito no Ministério Público Estadual. Segundo ele, o gato, chamado “Billy”, pertencia à esposa.

O ex-coordenador diz que está arrependido e que pretende devolver o valor que recebeu, segundo ele, no período de março a setembro de 2008.

“Estava passando por necessidades financeiras. Então, se colocasse o nome lá, R$ 20 (valor pago por mês) a mais me ajudaria. Meu salário era baixo. (...) Foi um momento de fraqueza. Jamais deveria ter feito isso, mas infelizmente não sei explicar pra ninguém o motivo de ter feito isso”, disse.

Ele diz que ganhava R$ 500 por mês como coordenador do Bolsa Família na cidade e que o gato morreu. Para fazer o cadastramento no programa, Rosa diz ter colocado no cadastro seu sobrenome e o da mulher, que, segundo ele, não sabia da fraude.

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL969799-5601,00.html

Anônimo disse...

Bandidos atacam dois policiais em Vila Isabel


Andréa Uchôa


Rio - Dois policiais do 6º BPM (Tijuca) foram alvo de bandidos, na madrugada de ontem, em Vila Isabel. Eles estavam baseados na Rua Torres Homem, na saída do Túnel Noel Rosa, quando bandidos passaram, por volta de 1h30, jogaram uma granada na viatura e atiraram na direção dos policiais, que não se feriram porque estavam fora do veículo.

Os PMs ainda trocaram tiros com os criminosos, mas eles conseguiram fugir. A viatura teve os vidros destruídos e a lataria perfurada pelos disparos. O ataque foi registrado na 20ª DP (Vila Isabel).

Anônimo disse...

BLOGUEIRO POR UM DIA ( Repórter de Crime )
Leitora questiona: Quem se preocupa com a saúde de PMs?

A leitora assídua deste blog e médica Mônica Reis ficou surpresa que repercutiu pouco na mídia uma pesquisa feita pela Fiocruz sobre a saúde dos policiais. Foi pesquisar mais sobre o assunto e voltou com um texto no qual questiona como é possível nos preocuparmos com segurança pública e muitas vezes não estarmos nem aí para os principais atores desse sistema. Faz todo sentido.

Como integrante da mídia impressa, faço minha mea culpa. De fato uma boa parcela da mídia não tem manifestado muito interesse sobre a vida dos agentes de segurança, mas de modo geral tem sido essa a postura com relação aos trabalhadores de um modo geral. Como sabemos, o capital tem vencido todas as quedas-de-braço com o trabalho. Mas chega de blá blá blá e vamos ao artigo da Mônica que, com certeza, vai interagir com os leitores na caixa de comentários. Entre aí embaixo e dê também sua opinião.

Fala Mônica:

"Alguma vez você já perguntou sobre as reais condições de trabalho e saúde dos policiais militares do Rio de Janeiro? Não? Mas o Claves (Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde) perguntou e as respostas estão no livro “Missão Servir e Proteger: condições de vida, trabalho e saúde dos policiais militares”. Lançado no dia 9 de dezembro de 2008, com “orelha” escrita pelo coronel Mário Sérgio (ex-comandante da Academia da PM e ex-comandante do Bope, entre outros cargos importantes em seu currículo), teve origem em importante pesquisa realizada entre os anos de 2005 a 2007 com 1.120 policiais militares (46% dos ouvidos são soldados; 16%, cabos, e os outros 38% oficiais e suboficiais) que responderam, sem necessidade de se identificar, um questionário de 107 itens, divididos em blocos sobre qualidade de vida, condições sócio-econômicas, de saúde e trabalho.

Aqueles que dizem se importar com a segurança pública de nosso estado e sobretudo, os responsáveis por estes trabalhadores, não podem ignorar algumas conclusões preocupantes obtidas nesta pesquisa: mais de 50% dos policiais dormem mal; 35% se queixam de cansaço constante; aproximadamente 16% têm tremores nas mãos; 48% sentem-se nervosos, tensos ou agitados e 5% admitem pensar em suicídio. Mais de 60% estão acima do peso por falta de exercícios físicos e alimentação inadequada. O relato de uso frequente de bebida alcoólica é superior a 40%; já 13,9% dos oficiais e 8,5% dos praças entrevistados relatam uso de tranqüilizantes. O aspecto do trabalho policial para o qual atribuíram a menor nota foi para os salários recebidos, e para complementar a renda, 51% dos oficiais e 61% dos cabos e soldados relataram ter outra atividade, sendo que a maioria se emprega na segurança particular. Essas atividades extras de complementação de renda consomem o tempo que poderia ser utilizado para o sono, convívio familiar e lazer. 90% avaliam como insuficiente a formação que tiveram e disseram não terem recebido outro curso desde a entrada na polícia. Apenas 38% dos praças afirmam receber ordens claras sobre como proceder na rua e em 72% das respostas, admitem que precisam burlar ordens para conseguir concretizar suas tarefas (lembram do policial do filme “Tropa de Elite” que trabalhava numa oficina?). No entanto, cerca de 60% dos cabos e soldados escolheriam novamente a PM se suas condições fossem melhores.

Os números apurados nesta pesquisa são mais graves do que os 8% de policiais afastados do trabalho citados em recente entrevista ao jornalista Jorge Antônio Barros pelo secretário Beltrame. São mais graves porque contribuem para que os policiais possam cometer erros, alguns fatais, ao atuarem nestas condições de trabalho, de sofrimento físico e psicológico. Quem são os responsáveis por estas condições? Quando um policial com formação deficiente e em condição de estresse, segundo dados da pesquisa, comete um erro, o estado pode se eximir à responsabilidade? A sociedade pode ignorar todo o processo social e político no qual estes policiais estão inseridos e apenas cobrar que atuem de forma exemplar?

Estes agravos à saúde devem ser encarados como doenças relacionadas ao trabalho e como todos os outros trabalhadores, estes policiais tem direito de exercerem suas funções de forma saudável e em condições adequadas. Não posso encerrar sem lembrar as palavras do coronel Mário Sérgio em seu blog: “(...) NÃO HÁ NADA NA OBRA QUE DESMEREÇA A PM E SEUS INTEGRANTES, OU SEJA, NÓS MESMOS! Ela só nos revela nossa humanitude”.

Fontes consultadas:
Blog Segurança Pública – Idéias e Ações.
Revista Radis - Comunicação em Saúde/ Fiocruz.
Claves – Fiocruz"
Jornal "O Estado de São Paulo"